Covid-19: Sobre dados, explicações e decisões políticas

Um semestre é um lapso de tempo suficientemente amplo, na era exponencial que a humanidade está vivendo, para que tenhamos podido reagir de muitas maneiras diante da pandemia. E foi o que aconteceu, de forma maciça, com enfoques disciplinares diferentes, velocidade vertiginosa e em praticamente toda parte do planeta. As provas recolhidas são esmagadoras

De democracias fatigadas a democracias em quarentena

O ciclo político que começou a surgir depois da morte de Hugo Chávez e da queda dos preços das matérias-primas está mostrando sinais claros de fadiga. Havia indícios perceptíveis em democracias de outras latitudes, e sem origens latino-americanas, mas aqui ressurgiram traços de pobreza nas instituições.

E as ruas se esvaziaram

A pandemia gerada pela Covid-19 com capacidade inédita de atingir todos os quadrantes do planeta, mudou drasticamente a agenda das coisas. De uma perspectiva latino-americana há três aspectos que requerem consideração por haverem confluído no esvaziamento das ruas.

É o Estado, estúpido!

Una institución que se decía obsoleta para muchos teóricos asoma su quehacer y muestra lo imprescindible de la misma. En frente, una población asustada da hálito al proyecto hobbesiano por excelencia. El miedo como principio necesario para justificar al Estado constituye el ingrediente imprescindible para cerrar el ciclo.

É o ópio do povo

Quatro palavras que compõem uma expressão conhecida e, por vezes, muito popular, sobre a qual, além disso, há plena consciência de que não é apócrifa. O seu autor, Karl Marx, enfia-o no final de uma famosa frase da Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: “A religião é o soluço da criatura oprimida… É o ópio do povo”.