Nacionalismo em disputa

Os grandes adversários ideológicos do ‘nacionalismo’ estão hoje em crise, assim como a ideia da ‘globalização’. Isto abre as portas para o retorno das visões culturais nacionais, em alguns casos embaladas dentro das dimensões civilizatórias. O objetivo é agrupar sociedades ou comunidades além de um espaço territorial nacional, a fim de apoiar projetos de expansão geopolítica.

As ruas voltam a se fazer ouvir na Colômbia

As ruas voltariam a se fazer ouvir, em um país onde isso não costuma acontecer: protestar sempre foi um verbo que despertava suspeitas de afinidades com a guerrilha, e os colombianos se caracterizam pela resiliência, uma atitude indispensável para sobreviver ao realismo trágico de Macondo.

A realeza populista

Às vezes os populismos criam dinastias. A família Bucaram por muitos anos foi dona da Prefeitura de Guayaquil, e o Partido Republicano agora está sob o controle da família Trump. A família Correa Delgado é a nova estirpe política do Equador. Embora Rafael não tenha podido registrar sua candidatura, sua família é bem representada por seus irmãos.

Oriente e Ocidente: constelações em mutação

A história universal está marcada pelas categorias de Oriente e Ocidente, entendidas não só como designações geográficas mas também como civilizações e modos de entender as configurações do mundo. A abordagem clássica explica que quando um se expande, o outro recua; quando um ascende, o outro decai.

20 anos da Operação Sul-Americana

Nos últimos anos todos os pilares da Operação Sul-Americana se fragilizaram. Os instrumentos de defesa dos direitos humanos se debilitam e a democracia tem perdido entusiasmo. O comércio intrarregional despencou, as exportações dos países sul-americanos se reprimarizaram e mercado de manufaturados da região foi ocupado pela China.

O fim do uribismo?

O uribismo tem sido um projeto político bem-sucedido, embora não invulnerável, nas últimas duas décadas. O sucesso de Uribe se deve, acima de tudo, à sua política de Segurança Democrática. Dessa promessa cumprida, juntamente com a retórica de “ordem” e “lei”, vive, em termos eleitorais, o uribismo.

E se todos nós formos para a China?

O conflito tem a ver com um reajuste clássico no equilíbrio de poder que continuará alimentando respostas e contrarespostas políticas. O fenômeno da ascensão de uma nova potência econômica em escala global afetará necessariamente a presença e as ações das outras grandes potências.