Covid-19: Sobre dados, explicações e decisões políticas

Um semestre é um lapso de tempo suficientemente amplo, na era exponencial que a humanidade está vivendo, para que tenhamos podido reagir de muitas maneiras diante da pandemia. E foi o que aconteceu, de forma maciça, com enfoques disciplinares diferentes, velocidade vertiginosa e em praticamente toda parte do planeta. As provas recolhidas são esmagadoras

A tragédia brasileira

A pandemia nos atinge coletivamente, mas isso ocorre de modo que as hierarquias e formas de vulnerabilidade que já existiam condicionam nossas possibilidades de lidar com seus efeitos. O mesmo pode ser dito do contexto político em que o combate à pandemia se dá.

Após a pandemia: o risco de um tsunami autoritário

A pós-pandemia levará a uma acentuação das tendências de mudança na ordem internacional presentes antes do surgimento da COVID 19, com consequências no aprofundamento da crise da globalização e da governança global, da capacidade de resposta multilateral e do reajuste internacional das relações de poder.

O Equador e suas pandemias

O Equador é um dos países latino-americanos mais afetados pela COVID-19. Além da morte e da desolação, a pandemia trouxe consigo a exposição gritante de outra das doenças crônicas do país, a corrupção pública.

Bolsonaro queima os navios

Bolsonaro, que no início de seu mandato tinha diferentes opções para implementar seu projeto político, decidiu queimar os navios e apostou sua continuidade política em uma estratégia sem retorno: em lugar de construir uma maioria social de apoio, preferiu consolidar sua liderança no setor mais radicalizado de sua base.

Respostas à pandemia: a experiência da Alemanha

Em uma compatação internacional, parece que a Alemanha está enfrentando bem a pandemia. Há mito menos mortes pela Covid-19 no país do que na Itália, Espanha, Reino Unido ou França, e existe um consenso básico, tanto na classe política quanto entre os cidadãos, sobre como enfrentar a crise.

Peru esbarra em seus limites

Condições de trabalho precárias que os economistas chamam “informalidade”, sob as quais vivem 72,6% da população economicamente ativa do Peru. Um aparato estatal debilitado por conta de uma ideologia de “quanto menos Estado, melhor”, que há quase duas décadas vem se fragmentando desordenadamente.

Um problema resolve outro?

As ruas de La Paz, onde até há pouco tempo corria sangue, estão desertas, esvaziando as de Santiago, que nos lembramos de estar cheias de manifestantes. Ninguém em Bogotá nem em Caracas, onde se reza para evitar pelo menos esta praga. Onde a luta teve lugar, no Equador, os corpos são apanhados nas calçadas.

É o Estado, estúpido!

Una institución que se decía obsoleta para muchos teóricos asoma su quehacer y muestra lo imprescindible de la misma. En frente, una población asustada da hálito al proyecto hobbesiano por excelencia. El miedo como principio necesario para justificar al Estado constituye el ingrediente imprescindible para cerrar el ciclo.

Com o coronavírus, Baggins faz de Trump um estadista

Gostaria que Jair Bolsonaro tivesse aproveitado a tarde de sábado passado para um dos seus passatempos favoritos: ver os pronunciamentos de Donald Trump na televisão. Porque a crise que levou ao coronavírus faz o presidente americano parecer um estadista em comparação com o presidente brasileiro.