A política da morte de Bolsonaro

Co-autora Camila De Mario
Se um elemento fundamental da modernidade tardia e do estado contemporâneo é o direito de matar. A política de Bolsonaro se baseia na morte, na eliminação física dos cidadãos de seu país, e em particular de seus “inimigos”.

A tempestade que persegue Bolsonaro

Com cofres vazios, e sem um programa político definido, será muito mais complexo contornar as nuvens que se acumulam sobre a economia, política ou saúde. E desta vez, será difícil invocar o “perigo do comunismo” para resistir à tempestade que se aproxima.

O populismo econômico de Bolsonaro

Bolsonaro, como um populista típico, recusa-se a enfrentar problemas concretos. Ele muda sua posição para se adequar à opinião pública e promete realizações irrealistas. O problema é que isto levará o país a uma crise de sustentabilidade das contas públicas.

Acordo Mercosul-UE: por uma cláusula ambiental vinculativa

O que mudou desde a assinatura do acordo em 2019 para fazer emergir agora essas vozes de rejeição na UE? O fator-chave é a crise ambiental causada pelo governo Bolsonaro e seu apoio à agricultura brasileira, sua negação da mudança climática, suas ameaças de se retirar do Acordo de Paris e seu alinhamento com os EUA.

O racha no Mercosul

Além dos efeitos da Covid-19 sobre as economias do Mercosul, os países membros do bloco comercial se encontram em um momento crítico de seu relacionamento. Brasil pleiteia por uma abertura comercial ampla, posição que o conduziu a um confronto com o novo governo argentino.

Danos antropológicos brasileiros

Um tipo de dano antropológico tem se revelado no Brasil nos últimos meses, pois uma estreita relação entre a pandemia e as particularidades da vida política diária tem progredido. Pode-se pensar que o vírus veio em um mau momento, que o país não estava totalmente adaptado no seu presidente.

Bolsonaro queima os navios

Bolsonaro, que no início de seu mandato tinha diferentes opções para implementar seu projeto político, decidiu queimar os navios e apostou sua continuidade política em uma estratégia sem retorno: em lugar de construir uma maioria social de apoio, preferiu consolidar sua liderança no setor mais radicalizado de sua base.

É o ópio do povo

Quatro palavras que compõem uma expressão conhecida e, por vezes, muito popular, sobre a qual, além disso, há plena consciência de que não é apócrifa. O seu autor, Karl Marx, enfia-o no final de uma famosa frase da Crítica da Filosofia do Direito de Hegel: “A religião é o soluço da criatura oprimida… É o ópio do povo”.

Com o coronavírus, Baggins faz de Trump um estadista

Gostaria que Jair Bolsonaro tivesse aproveitado a tarde de sábado passado para um dos seus passatempos favoritos: ver os pronunciamentos de Donald Trump na televisão. Porque a crise que levou ao coronavírus faz o presidente americano parecer um estadista em comparação com o presidente brasileiro.

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