Brasil: retrocessos, morte e precarização

Em 2020, o Brasil regrediu. E a política de morte e pré-carização foi exposta. Perderam-se quase 200.000 vidas por causa do Covid-19, o chefe executivo recusou-se a assumir sua responsabilidade e o governo optou pela inação e espalhou desconfiança sobre as recomendações de saúde, como o uso de máscaras.

A política da morte de Bolsonaro

Co-autora Camila De Mario
Se um elemento fundamental da modernidade tardia e do estado contemporâneo é o direito de matar. A política de Bolsonaro se baseia na morte, na eliminação física dos cidadãos de seu país, e em particular de seus “inimigos”.

O que 2020 ensinou sobre racismo ao Brasil?

Quando a covid-19 chegou, as primeiras informações confirmaram seu impacto democrático. Mais tarde foi visto que enquanto os primeiros infectados eram brancos das classes média e alta, recém-chegados em férias, os primeiros a morrer foram trabalhadores domésticos, negros e pobres.

Campanha (eleitoral) de vacinação no Brasil

Se há algo que não pode ser imputado a Bolsonaro, é sua falta de coerência ao lidar com a crise sanitária. Se desde o início ele fazia parte do grupo de negadores, junto com Trump, Johnson ou López Obrador, hoje o presidente brasileiro é o único que continua a questionar as recomendações da comunidade científica internacional.

O populismo econômico de Bolsonaro

Bolsonaro, como um populista típico, recusa-se a enfrentar problemas concretos. Ele muda sua posição para se adequar à opinião pública e promete realizações irrealistas. O problema é que isto levará o país a uma crise de sustentabilidade das contas públicas.

A direita venceu

Muitos analistas foram rápidos em dizer que o presidente é o grande perdedor. Nada poderia ser mais falso. É verdade que a maioria dos políticos que receberam seu apoio afundou. Entretanto, os partidos vencedores à direita e os do centro, que encolheram mas ainda são grandes, são todos leais ao governo.

O Brasil e a Síndrome de Voldemort

Hoje no Brasil vivemos com a síndrome de Voldemort. Os afectados são sobretudo jornalistas e meios de comunicação moderados, sobretudo os que agora se encontram órfãos do centro-direita. Eles são incapazes de pronunciar termos como “fascista”, “extrema-direita” e “ameaça à democracia”.

A Amazônia é parte da identidade do Brasil

Em uma visita à Amazônia, subi de barco o rio Negro, de Manaus à pequena cidade de Novo Airão. Encontrei uma jovem, então com 29 anos, a chefiar o Parque Nacional das Anavilhanas. Giovanna Palazzi, nascida em São Paulo, longe da Amazônia, apaixonou-se pelas Anavilhanas, aos 14 anos, numa excursão de seu colégio.

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