As Pandemias da América Latina.

Quase um ano após o início da pandemia, o que está acontecendo na América Latina? Em termos comparativos, a construção de narrativas, estratégias de saúde, condições sociais e processos políticos manifestou toda uma gama de condicionantes estruturais que definiriam o fracasso da América Latina diante da COVID-19.

A pandemia e os argumentos para o sucesso do Uruguai

A América é o epicentro da pandemia. Mas há uma exceção: o Uruguai. Entretanto, os argumentos apresentados neste e em outros artigos, assim como pelo governo e pela oposição que disputam o reconhecimento, não explicam a realidade do país. As causas fundamentais do milagre podem ter pouco a ver com o mérito charrúa.

Fukuyama, modelo 2020

“As grandes crises têm grandes consequências, geralmente imprevistas. A Grande Depressão encorajou o isolacionismo, o nacionalismo, o fascismo e a Segunda Guerra Mundial, mas também levou ao New Deal, à emergência dos Estados Unidos como uma superpotência global e, finalmente, à descolonização.

Covid-19: Sobre dados, explicações e decisões políticas

Um semestre é um lapso de tempo suficientemente amplo, na era exponencial que a humanidade está vivendo, para que tenhamos podido reagir de muitas maneiras diante da pandemia. E foi o que aconteceu, de forma maciça, com enfoques disciplinares diferentes, velocidade vertiginosa e em praticamente toda parte do planeta. As provas recolhidas são esmagadoras

A tragédia brasileira

A pandemia nos atinge coletivamente, mas isso ocorre de modo que as hierarquias e formas de vulnerabilidade que já existiam condicionam nossas possibilidades de lidar com seus efeitos. O mesmo pode ser dito do contexto político em que o combate à pandemia se dá.

Danos antropológicos brasileiros

Um tipo de dano antropológico tem se revelado no Brasil nos últimos meses, pois uma estreita relação entre a pandemia e as particularidades da vida política diária tem progredido. Pode-se pensar que o vírus veio em um mau momento, que o país não estava totalmente adaptado no seu presidente.

Bolsonaro queima os navios

Bolsonaro, que no início de seu mandato tinha diferentes opções para implementar seu projeto político, decidiu queimar os navios e apostou sua continuidade política em uma estratégia sem retorno: em lugar de construir uma maioria social de apoio, preferiu consolidar sua liderança no setor mais radicalizado de sua base.

A menina e a fumaça

Na sexta-feira, sem que ninguém esperasse, a menina falou. Vestia uma camiseta azul, seus cabelos estavam soltos, e manejava o microfone como o mais experiente dos locutores. Disse que foi ao céu com a missão de averiguar se aquilo que havia escutado no rádio era certo. Que o mundo acabaria no dia 21 de abril.

Respostas à pandemia: a experiência da Alemanha

Em uma compatação internacional, parece que a Alemanha está enfrentando bem a pandemia. Há mito menos mortes pela Covid-19 no país do que na Itália, Espanha, Reino Unido ou França, e existe um consenso básico, tanto na classe política quanto entre os cidadãos, sobre como enfrentar a crise.

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