Nayib Bukele, um presidente midiático

O Bukele é uma dessas pessoas que desperta paixões. Ou você o ama ou o odeia. Não é frequente que alguém seja indiferente à sua figura. Até hoje, ele é o presidente mais popular da história democrática do país. Nem seus muitos erros como presidente, nem sua notória vocação autoritária fizeram mossa em sua popularidade.

Os partidos presidenciais

A realidade latino-americana tornou mais claro nas últimas duas décadas que a crise de representação está intimamente ligada à incapacidade das partes de reunir os interesses coletivos e adicioná-los ao processo decisório.

Caudilhos, mais do que líderes

A questão da reeleição em qualquer tipo de regime tem basicamente a ver com dois aspectos de natureza diferente, o fato de a eleição ser realizada diretamente ou não pelo eleitorado e o caráter e a forma como as pessoas que estão sujeitas à renovação de seu cargo são conduzidas.

A Terceira-mundialização da Política Americana

Quando Donald Trump surpreendeu ao vencer as eleições de 2016, o comediante sul-africano Trevor Noah disse que os Estados Unidos finalmente teriam um presidente africano, e eu acrescentaria latino-americano. Trump disse que se perder será por fraude e não se comprometeu a aceitar os resultados das eleições.

A realeza populista

Às vezes os populismos criam dinastias. A família Bucaram por muitos anos foi dona da Prefeitura de Guayaquil, e o Partido Republicano agora está sob o controle da família Trump. A família Correa Delgado é a nova estirpe política do Equador. Embora Rafael não tenha podido registrar sua candidatura, sua família é bem representada por seus irmãos.

O fim do uribismo?

O uribismo tem sido um projeto político bem-sucedido, embora não invulnerável, nas últimas duas décadas. O sucesso de Uribe se deve, acima de tudo, à sua política de Segurança Democrática. Dessa promessa cumprida, juntamente com a retórica de “ordem” e “lei”, vive, em termos eleitorais, o uribismo.

Populismo: moralismo autoritário

Em nossos tempos, o mundo inteiro se parece a um bosque (em chamas) de onde brotam de todos os lados, e sem aviso, vários fungos em forma de populismo, cujo aspecto díspar deriva das diferentes tradições e culturas de cada país. É o passado que transmite ao presente aquilo que persevera dele, ainda que de forma latente.

O que nos diz o populismo?

O termo “populismo” é usado hoje em dia como referência a uma ampla gama de líderes, movimentos, partidos e governos, desde o Fidesz, de Viktor Orban, um partido de ultradireita, até o movimento esquerdista anti neoliberal liderado por Evo Morales, passando por Bolsonaro, que glorifica o governo militar no Brasil.

Bolsonaro, o último populista latino-americano

Salvo uma reviravolta política extraordinária de última hora, o mais provável é que Jair Bolsonaro será eleito presidente do Brasil no domingo, dia 28 de outubro. Mas independentemente de ele se converter ou não em presidente do maior país da América Latina, estaremos diante de um fenômeno político singular na região.

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