{"id":11014,"date":"2022-06-27T09:00:00","date_gmt":"2022-06-27T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=11014"},"modified":"2022-06-27T05:42:34","modified_gmt":"2022-06-27T08:42:34","slug":"como-petro-posicionara-a-colombia-na-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/como-petro-posicionara-a-colombia-na-regiao\/","title":{"rendered":"Como Petro posicionar\u00e1 a Col\u00f4mbia na regi\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<p>No domingo 19, os olhos do mundo viram como em apenas algumas horas <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/br\/o-triunfo-de-petro-entre-a-ruptura-e-o-realismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gustavo Petro foi declarado o vencedor das elei\u00e7\u00f5es<\/a> presidenciais na Col\u00f4mbia, num processo r\u00e1pido e limpo. Os colombianos deram ao mundo uma li\u00e7\u00e3o ao mundo de como se deve conduzir e resolver de forma eficaz uma elei\u00e7\u00e3o. Agora come\u00e7a uma nova etapa na pol\u00edtica do pa\u00eds andino onde a estigmatizada \u201cesquerda\u201d, que j\u00e1 convocou para um acordo nacional, dever\u00e1 governar sob o escrut\u00ednio dos seus adeptos e dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de agora, as propostas de campanha dever\u00e3o passar pelo <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2022\/06\/20\/Como-a-vit%C3%B3ria-de-Petro-na-Col%C3%B4mbia-ecoa-na-Am%C3%A9rica-do-Sul\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">di\u00e1logo pol\u00edtico para se tornarem pol\u00edtica p\u00fablica<\/a>, o que colocar\u00e1 \u00e0 prova os temores de muitos dos colombianos que n\u00e3o votaram em Petro, como a sua falta de interlocu\u00e7\u00e3o e capacidade de gest\u00e3o. Mas uma das \u00e1reas em que o candidato e o pr\u00f3prio programa de governo do Pacto Hist\u00f3rico n\u00e3o se aprofundaram muito \u00e9 a das rela\u00e7\u00f5es internacionais. O que podemos esperar do novo governo?<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento da Col\u00f4mbia na esfera internacional \u00e9 um dos temas mais sens\u00edveis que o pr\u00f3ximo governo ter\u00e1 que enfrentar, e as especula\u00e7\u00f5es sobre suas inclina\u00e7\u00f5es neste terreno v\u00eam marcadas pela j\u00e1 desgastada propaganda da direita, que historicamente tem apelado em todas as elei\u00e7\u00f5es para a <em>venezuelaniza\u00e7\u00e3o<\/em> da Col\u00f4mbia. No entanto, temos algumas diretrizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto nesta campanha como na anterior, Petro se distanciou do modelo de desenvolvimento venezuelano e de sua premissa extrativista baseada na exporta\u00e7\u00e3o de energia f\u00f3ssil sem diversificar sua produ\u00e7\u00e3o nacional. O futuro presidente tamb\u00e9m falou sobre a deriva autorit\u00e1ria do regime de Maduro, marcando, contudo, as diferen\u00e7as com a primeira \u00e9poca de Hugo Ch\u00e1vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, parece prov\u00e1vel que o futuro governo aproveite o descr\u00e9dito das posi\u00e7\u00f5es assumidas pelo Presidente Duque e pelo Grupo Lima para se distanciar das posi\u00e7\u00f5es fracassadas que continuam reconhecendo Guaid\u00f3 como presidente leg\u00edtimo e qualificam Maduro como usurpador. Portanto, \u00e9 de se esperar que Petro opte pela terceira via, que, embora reconhe\u00e7a o governo de Maduro, busca promover o di\u00e1logo para que a Venezuela recupere sua democracia e sua economia maltratada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A integra\u00e7\u00e3o regional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao di\u00e1logo interamericano, em seu discurso ap\u00f3s a vit\u00f3ria, Petro afirmou que buscar\u00e1 incluir todos os pa\u00edses da regi\u00e3o no processo de integra\u00e7\u00e3o a n\u00edvel hemisf\u00e9rico, posi\u00e7\u00e3o similar \u00e0 assumida por M\u00e9xico e Argentina na IX C\u00fapula das Am\u00e9ricas. Assim, ele tamb\u00e9m se posicionar\u00e1 entre os pa\u00edses que pretendem ser interlocutores mais amig\u00e1veis com os regimes autorit\u00e1rios da Venezuela e de Cuba. No caso da Nicar\u00e1gua, resta saber como o novo governo processar\u00e1 os conflitos sobre a soberania territorial entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas al\u00e9m destas poss\u00edveis mudan\u00e7as no posicionamento da Col\u00f4mbia a n\u00edvel regional, n\u00e3o parece que essa abertura ao di\u00e1logo com governos autorit\u00e1rios implique um selo de aprova\u00e7\u00e3o para seus regimes pol\u00edticos. Petro provavelmente manter\u00e1 seu compromisso com a democracia liberal, representativa e o Estado de Direito, muito mais pr\u00f3ximo dos governos de Boric, no Chile, e Fern\u00e1ndez, na Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>O que tem sido uma caracter\u00edstica distintiva ao longo da campanha eleitoral tem sido um compromisso com o desenvolvimento sustent\u00e1vel. No \u00faltimo super-ciclo eleitoral da regi\u00e3o, vimos como os cComo Petro posicionar\u00e1 a Col\u00f4mbia na regi\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Esteban Caballero \/ Latinoam\u00e9rica21<\/p>\n\n\n\n<p>No domingo 19, os olhos do mundo viram como em apenas algumas horas Gustavo Petro foi declarado o vencedor das elei\u00e7\u00f5es presidenciais na Col\u00f4mbia, num processo r\u00e1pido e limpo. Os colombianos deram ao mundo uma li\u00e7\u00e3o ao mundo de como se deve conduzir e resolver de forma eficaz uma elei\u00e7\u00e3o. Agora come\u00e7a uma nova etapa na pol\u00edtica do pa\u00eds andino onde a estigmatizada \u201cesquerda\u201d, que j\u00e1 convocou para um acordo nacional,&nbsp; dever\u00e1 governar sob o escrut\u00ednio dos seus adeptos e dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de agora, as propostas de campanha dever\u00e3o passar pelo di\u00e1logo pol\u00edtico para se tornarem pol\u00edtica p\u00fablica, o que colocar\u00e1 \u00e0 prova os temores de muitos dos colombianos que n\u00e3o votaram em Petro, como a sua falta de interlocu\u00e7\u00e3o e capacidade de gest\u00e3o. Mas uma das \u00e1reas em que o candidato e o pr\u00f3prio programa de governo do Pacto Hist\u00f3rico n\u00e3o se aprofundaram muito \u00e9 a das rela\u00e7\u00f5es internacionais. O que podemos esperar do novo governo?<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento da Col\u00f4mbia na esfera internacional \u00e9 um dos temas mais sens\u00edveis que o pr\u00f3ximo governo ter\u00e1 que enfrentar, e as especula\u00e7\u00f5es sobre suas inclina\u00e7\u00f5es neste terreno v\u00eam marcadas pela j\u00e1 desgastada propaganda da direita, que historicamente tem apelado em todas as elei\u00e7\u00f5es para a venezuelaniza\u00e7\u00e3o da Col\u00f4mbia. No entanto, temos algumas diretrizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto nesta campanha como na anterior, Petro se distanciou do modelo de desenvolvimento venezuelano e de sua premissa extrativista baseada na exporta\u00e7\u00e3o de energia f\u00f3ssil sem diversificar sua produ\u00e7\u00e3o nacional. O futuro presidente tamb\u00e9m falou sobre a deriva autorit\u00e1ria do regime de Maduro, marcando, contudo, as diferen\u00e7as com a primeira \u00e9poca de Hugo Ch\u00e1vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, parece prov\u00e1vel que o futuro governo aproveite o descr\u00e9dito das posi\u00e7\u00f5es assumidas pelo Presidente Duque e pelo Grupo Lima para se distanciar das posi\u00e7\u00f5es fracassadas que continuam reconhecendo Guaid\u00f3 como presidente leg\u00edtimo e qualificam Maduro como usurpador. Portanto, \u00e9 de se esperar que Petro opte pela terceira via, que, embora reconhe\u00e7a o governo de Maduro, busca promover o di\u00e1logo para que a Venezuela recupere sua democracia e sua economia maltratada.<\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o regional<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao di\u00e1logo interamericano, em seu discurso ap\u00f3s a vit\u00f3ria, Petro afirmou que buscar\u00e1 incluir todos os pa\u00edses da regi\u00e3o no processo de integra\u00e7\u00e3o a n\u00edvel hemisf\u00e9rico, posi\u00e7\u00e3o similar \u00e0 assumida por M\u00e9xico e Argentina na IX C\u00fapula das Am\u00e9ricas. Assim, ele tamb\u00e9m se posicionar\u00e1 entre os pa\u00edses que pretendem ser interlocutores mais amig\u00e1veis com os regimes autorit\u00e1rios da Venezuela e de Cuba. No caso da Nicar\u00e1gua, resta saber como o novo governo processar\u00e1&nbsp; os conflitos sobre a soberania territorial entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas al\u00e9m destas poss\u00edveis mudan\u00e7as no posicionamento da Col\u00f4mbia a n\u00edvel regional, n\u00e3o parece que esta abertura ao di\u00e1logo com governos autorit\u00e1rios implique um selo de aprova\u00e7\u00e3o para seus regimes pol\u00edticos. Petro provavelmente manter\u00e1 seu compromisso com a democracia liberal, representativa e o Estado de Direito, muito mais pr\u00f3ximo dos governos de Boric, no Chile, e Fern\u00e1ndez, na Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>O que tem sido uma caracter\u00edstica distintiva ao longo da campanha eleitoral tem sido um compromisso com o desenvolvimento sustent\u00e1vel. No \u00faltimo super-ciclo eleitoral da regi\u00e3o, vimos como os candidatos assumiram a preocupa\u00e7\u00e3o com os impactos ambientais, mas com a inten\u00e7\u00e3o \u00f3bvia de mitigar os danos dos investimentos em processos produtivos que deixam uma pegada de carbono ou afetam os cursos de \u00e1gua e o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Petro est\u00e1 fazendo uma importante diferen\u00e7a nesta \u00e1rea e poderia, de fato, ser considerado como o primeiro presidente ambientalista da Am\u00e9rica Latina. Por isso, o sistema multilateral ter\u00e1 um amigo em termos de promo\u00e7\u00e3o da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustent\u00e1vel e dos acordos de Paris. Tamb\u00e9m \u00e9 de se esperar que o Acordo de Escaz\u00fa seja em breve apoiado a partir da Casa de Nari\u00f1o.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere ao envolvimento com o sistema multilateral, e mais especificamente com a ONU, o novo governo provavelmente ter\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o muito diferente com a Miss\u00e3o de Verifica\u00e7\u00e3o da paz no pa\u00eds. O governo de Duque manteve uma rela\u00e7\u00e3o tensa com a miss\u00e3o a ponto de a ONU ter que colocar o mexicano Carlos Ruiz Massieu, que est\u00e1 pr\u00f3ximo ao presidente cessante, \u00e0 frente da miss\u00e3o. Igualmente importante \u00e9 a men\u00e7\u00e3o que fez da necessidade de uma inst\u00e2ncia internacional para a corrup\u00e7\u00e3o. Ele provavelmente estava pensando na CECIG (Comisi\u00f3n Internacional Contra la Impunidad de Guatemala), patrocinada pela ONU e proibida pelos agentes de corrup\u00e7\u00e3o entrincheirados no poder pol\u00edtico do pa\u00eds centro-americano.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo ponto-chave, e um dos mais importantes nas rela\u00e7\u00f5es internacionais colombianas \u00e9 o v\u00ednculo com suas rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos, que por d\u00e9cadas tem sido o aliado mais pr\u00f3ximo da Col\u00f4mbia na Am\u00e9rica Latina, como afirmou o Secret\u00e1rio de Estado Anthony Blinken durante sua \u00faltima visita ao pa\u00eds. Neste ponto, o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel \u00e9 um reajuste que consiste em atenuar os aspectos ligados \u00e0 seguran\u00e7a e ao tr\u00e1fico de drogas e, talvez, enfatizar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, onde pode haver um ponto de encontro entre ambos os governos. De fato, Petro falou da import\u00e2ncia global de manter a floresta amaz\u00f4nica como um grande sumidouro de carbono, uma posi\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m \u00e9 pr\u00f3xima \u00e0 dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Col\u00f4mbia \u00e9 um pa\u00eds com muita influ\u00eancia na regi\u00e3o, portanto, o surgimento deste novo interlocutor em c\u00fapulas e f\u00f3runs regionais fortalecer\u00e1 gradualmente certos reposicionamentos na arena internacional. A partir de agosto, veremos como esta mudan\u00e7a pode ser eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Esteban Caballero \u00e9 cientista pol\u00edtico e professor do programa FLACSO no Paraguai e consultor em planejamento estrat\u00e9gico. Ex-Diretor Regional para a Am\u00e9rica Latina e Caribe do Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA). \u00c9 Mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela FLACSO &#8211; M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>andidatos assumiram a preocupa\u00e7\u00e3o com os impactos ambientais, mas com a inten\u00e7\u00e3o \u00f3bvia de mitigar os danos dos investimentos em processos produtivos que deixam uma pegada de carbono ou afetam os cursos de \u00e1gua e o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Petro est\u00e1 fazendo uma importante diferen\u00e7a nesta \u00e1rea e poderia, de fato, ser considerado como o primeiro presidente ambientalista da Am\u00e9rica Latina. Por isso, o sistema multilateral ter\u00e1 um amigo em termos de promo\u00e7\u00e3o da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustent\u00e1vel e dos acordos de Paris. Tamb\u00e9m \u00e9 de se esperar que o Acordo de Escaz\u00fa seja em breve apoiado a partir da Casa de Nari\u00f1o.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere ao envolvimento com o sistema multilateral, e mais especificamente com a ONU, o novo governo provavelmente ter\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o muito diferente com a Miss\u00e3o de Verifica\u00e7\u00e3o da paz no pa\u00eds. O governo de Duque manteve uma rela\u00e7\u00e3o tensa com a miss\u00e3o a ponto de a ONU ter que colocar o mexicano Carlos Ruiz Massieu, que est\u00e1 pr\u00f3ximo ao presidente cessante, \u00e0 frente da miss\u00e3o. Igualmente importante \u00e9 a men\u00e7\u00e3o que fez da necessidade de uma inst\u00e2ncia internacional para a corrup\u00e7\u00e3o. Ele provavelmente estava pensando na CECIG (Comisi\u00f3n Internacional Contra la Impunidad de Guatemala), patrocinada pela ONU e proibida pelos agentes de corrup\u00e7\u00e3o entrincheirados no poder pol\u00edtico do pa\u00eds centro-americano.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo ponto-chave, e um dos mais importantes nas rela\u00e7\u00f5es internacionais colombianas \u00e9 o v\u00ednculo com suas rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos, que por d\u00e9cadas tem sido o aliado mais pr\u00f3ximo da Col\u00f4mbia na Am\u00e9rica Latina, como afirmou o Secret\u00e1rio de Estado Anthony Blinken durante sua \u00faltima visita ao pa\u00eds. Neste ponto, o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel \u00e9 um reajuste que consiste em atenuar os aspectos ligados \u00e0 seguran\u00e7a e ao tr\u00e1fico de drogas e, talvez, enfatizar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, onde pode haver um ponto de encontro entre ambos os governos. De fato, Petro falou da import\u00e2ncia global de manter a floresta amaz\u00f4nica como um grande sumidouro de carbono, uma posi\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m \u00e9 pr\u00f3xima \u00e0 dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Col\u00f4mbia \u00e9 um pa\u00eds com muita influ\u00eancia na regi\u00e3o, portanto, o surgimento deste novo interlocutor em c\u00fapulas e f\u00f3runs regionais fortalecer\u00e1 gradualmente certos reposicionamentos na arena internacional. A partir de agosto, veremos como esta mudan\u00e7a pode ser eficaz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das \u00e1reas em que o futuro presidente e o pr\u00f3prio programa do governo do Pacto Hist\u00f3rico n\u00e3o aprofundaram muito as rela\u00e7\u00f5es internacionais. 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