{"id":1609,"date":"2020-04-01T05:59:39","date_gmt":"2020-04-01T08:59:39","guid":{"rendered":"http:\/\/latinoamerica21.com\/?p=1609"},"modified":"2023-03-01T18:32:18","modified_gmt":"2023-03-01T21:32:18","slug":"resistencias-sociais-em-tempos-de-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/resistencias-sociais-em-tempos-de-coronavirus\/","title":{"rendered":"O coronav\u00edrus e a resist\u00eancia social"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c0 medida que a pandemia do coronav\u00edrus foi chegando ao Brasil, difundiu-se uma onda de m\u00faltiplos sentimentos entre a popula\u00e7\u00e3o. Agonia diante da satura\u00e7\u00e3o de acontecimentos, ansiedade perante a reclus\u00e3o, frusta\u00e7\u00e3o face a impot\u00eancia e perplexidade ante o desconhecido. As neglig\u00eancias e as desastrosas apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de um irrespons\u00e1vel presidente levaram, por sua vez, quase todo o pa\u00eds a uma sensa\u00e7\u00e3o de desprote\u00e7\u00e3o e, inclusive, de raiva diante da irresponsabilidade pol\u00edtica de um dos poucos mandat\u00e1rios no mundo que ousa contrariar abertamente as recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade e dos cientistas. <\/p>\n\n\n\n<p>O medo ao coronav\u00edrus (e, em muitos casos, principalmente \u00e0s suas consequ\u00eancias) \u00e9 uma postura muito estendida, mas pior ainda \u00e9 o <a href=\"http:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1519-549X2021000200018\">negacionismo daqueles que continuam a minimizar a import\u00e2ncia da pandemia<\/a>. Com argumentos como \u201ca letalidade n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alta\u201d, \u201ca gripe mata mais\u201d ou \u201cj\u00e1 tivemos epidemias e pandemias piores\u201d, Bolsonaro e seu s\u00e9quito buscam, uma vez mais (assim como j\u00e1 o fizera com o holocausto e com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica), gerar controv\u00e9rsias diante de fatos empiricamente e historicamente verific\u00e1veis sobre os quais existe um amplo consenso. Seja por ego\u00edsmo, por convic\u00e7\u00f5es religiosas, por estrat\u00e9gia pol\u00edtica ou por perturba\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas de algum tipo, colocam desta vez em risco a vida de contingentes enormes da popula\u00e7\u00e3o, especialmente dos mais vulner\u00e1veis. <\/p>\n\n\n\n<p>A despeito desta dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o causada por uma posi\u00e7\u00e3o\nleviana e desumana diante da pandemia, as medidas de isolamento social e as\nduras pol\u00edticas de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade, embora necess\u00e1rias para tentar\nconter a expans\u00e3o do cont\u00e1gio, geram desdobramentos que precisam ser problematizados.\nIsso precisa ser feito n\u00e3o pelos motivos expostos pela extrema-direita e sim\nporque pode colocar em xeque nossas liberdades e a democracia, fortalecendo o\nautoritarismo j\u00e1 t\u00e3o disseminado recentemente. <\/p>\n\n\n\n<p>Mundo afora, o Estado interventor \u00e9 reivindicado atualmente\nat\u00e9 pelos neoliberais, mas com ele chegam os militares nas ruas e a instala\u00e7\u00e3o\nde uma l\u00f3gica b\u00e9lica n\u00e3o somente contra o v\u00edrus, mas tamb\u00e9m contra alguns\nsetores da sociedade. Medidas de concentra\u00e7\u00e3o de poder que vem sendo tomadas\npara combater o Covid-19 podem at\u00e9 ser necess\u00e1rias para viabilizar o\natendimento p\u00fablico da sa\u00fade e a \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d da popula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m h\u00e1 uma\nfronteira t\u00eanue entre isso e as derivas autorit\u00e1rias. Al\u00e9m do mais, \u00e9 preciso\nlembrar que se o confinamento massivo aparece praticamente como a \u00fanica\nalternativa hoje, isto deve-se, em grande medida, \u00e0 pol\u00edtica de privatiza\u00e7\u00e3o\nsem fim das \u00faltimas d\u00e9cadas. O neoliberalismo sucateou tanto a sa\u00fade que, em\nsitua\u00e7\u00f5es como esta, n\u00e3o temos capacidade de poder contar (nem sequer nos\npa\u00edses europeus que antes disso se orgulhavam) com uma resposta p\u00fablica \u00e0\naltura. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A quarentena \u00e9 necess\u00e1ria, mas as pol\u00edticas de exce\u00e7\u00e3o que come\u00e7am a se estender s\u00e3o insustent\u00e1veis&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A quarentena \u00e9 necess\u00e1ria, mas as pol\u00edticas de exce\u00e7\u00e3o que\ncome\u00e7am a se estender s\u00e3o insustent\u00e1veis. Elas, ali\u00e1s, n\u00e3o come\u00e7aram com o\ncoronav\u00edrus e, em alguns casos, poder\u00e3o n\u00e3o desaparecer quando a pandemia tenha\npassado. A militariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e da vida j\u00e1 estava amplamente\ndisseminada nos \u00faltimos anos, bem como a subsequente cria\u00e7\u00e3o de novos inimigos\n\u2013internos e externos\u2013, dela derivada. Estamos diante da biopol\u00edtica em estado\npuro, com um grau de aceita\u00e7\u00e3o in\u00e9dito da popula\u00e7\u00e3o. Antes, vigiavam e puniam.\nAgora, vigiam, punem e todos aplaudimos, encerrados em nossas casas. N\u00e3o nos\nenganemos: a vigil\u00e2ncia permanente \u2013 das formas mais cl\u00e1ssicas aos rastreamentos\ndigitais e drones\u2013, o controle e gest\u00e3o dos <em>big\ndata<\/em>, os novos dispositivos de reconhecimento facial e outras formas\nsofisticadas de controle social est\u00e3o se aprofundando n\u00e3o somente para combater\num v\u00edrus. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso neutralizar os negacionistas e os oportunistas de\nplant\u00e3o, mas tamb\u00e9m reconhecer uma dimens\u00e3o tr\u00e1gica no confinamento: ele \u00e9\nsocialmente necess\u00e1rio, mas politicamente perigoso. Isto porque n\u00e3o podemos\nisolar a excepcionalidade das medidas t\u00edpicas deste momento pol\u00edtico com a\nconturbada conjuntura que vivemos no Brasil, na Am\u00e9rica Latina e no mundo. Pensemos,\npor exemplo, nas consequ\u00eancias do poss\u00edvel fechamento total de fronteiras e no\nestado de s\u00edtio em pa\u00edses como o Chile insurgente, a Bol\u00edvia com suas sequelas\nde um golpe ou a Venezuela j\u00e1 t\u00e3o afetada com problemas de abastecimento\ninterno. Estamos somente no in\u00edcio de uma emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, que tamb\u00e9m deve\nser vista como uma emerg\u00eancia pol\u00edtica e social, principalmente em sociedades\nt\u00e3o desiguais como as latino-americanas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aprendizados pol\u00edticos e\nresist\u00eancias sociais em tempos de coronav\u00edrus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este retrato sombrio da pol\u00edtica em tempos de confinamento,\nfelizmente, \u00e9 uma imagem parcial. Para al\u00e9m do necess\u00e1rio e cada vez mais\nurgente #ForaBolsonaro, as resist\u00eancias sociais est\u00e3o sendo constru\u00eddas, embora\nnem sempre sejam vis\u00edveis. H\u00e1, de fato, uma s\u00e9rie de aprendizados pol\u00edticos que\na atual conjuntura contribui a visibilizar e que constituem pilares\nfundamentais para construir um horizonte alternativo ao atual. <\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro deles \u00e9 a import\u00e2ncia da luta contra o\nantropocentrismo. Se a pr\u00f3pria emerg\u00eancia do coronav\u00edrus \u00e9 resultado de nossos\ndesequil\u00edbrios ecossist\u00eamicos, a desacelera\u00e7\u00e3o da economia e pouco mais de uma\nsemana de restri\u00e7\u00f5es de carros e avi\u00f5es j\u00e1 serviram para que a maioria das\ncapitais do mundo tenham visto suas estratosf\u00e9ricas taxas de polui\u00e7\u00e3o descender\npela metade. Isto nos lembra que sem luta contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, por\nalternativas a um desenvolvimento econ\u00f4mico&nbsp; depredador e pela justi\u00e7a ambiental n\u00e3o haver\u00e1 planeta nem\nvida que se sustente no futuro pr\u00f3ximo. <\/p>\n\n\n\n<p>Outro aprendizado societ\u00e1rio da pol\u00edtica em tempos de\ncoronav\u00edrus \u00e9 a centralidade dos cuidados na manuten\u00e7\u00e3o da vida e sua divis\u00e3o\nabsolutamente desigual em termos de g\u00eanero. As feministas insistem nisso h\u00e1\nmuito tempo, mas agora o confinamento de boa parte da popula\u00e7\u00e3o mundial em suas\ncasas, com crian\u00e7as sem escolas e fam\u00edlias inteiras sob o mesmo teto, explicita\nainda mais esta escandalosa realidade. Para que as tarefas do cuidado n\u00e3o sigam\nrecaindo exclusivamente nos corpos das mulheres, a quarentena deveria ser vista\ncomo uma oportunidade \u00edmpar de inflex\u00e3o para que os homens pudessem se envolver\nativamente em uma mudan\u00e7a radical de cen\u00e1rio, transformando a organiza\u00e7\u00e3o do\ntrabalho em casa e fora dela. Aos homens, a mensagem \u00e9 clara: n\u00e3o vale come\u00e7ar\nagora e dizer que depois, ap\u00f3s o fim da quarentena, \u201cn\u00e3o h\u00e1 tempo\u201d. Deve ser um\ncaminho sem volta atr\u00e1s. Somente assim poderemos construir, em termos pr\u00e1ticos,\nsociedades mais igualit\u00e1rias e alternativas anti-patriarcais. <\/p>\n\n\n\n<p>Um terceiro eixo de aprendizado \u00e9 o da defesa e reconstru\u00e7\u00e3o\ndos servi\u00e7os p\u00fablicos. A luta contra o coronav\u00edrus tem visibilizado a\nimport\u00e2ncia da sa\u00fade p\u00fablica, gratuita e universal, bem como a centralidade do\nfinanciamento p\u00fablico para pesquisas como uma das poucas am\u00e1lgamas de nossas\nsociedades e formas de prote\u00e7\u00e3o das pessoas. O momento aqui tamb\u00e9m \u00e9 cr\u00edtico:\nou defendemos e reconstru\u00edmos a sa\u00fade p\u00fablica (e os servi\u00e7os p\u00fablicos em\ngeral), em um momento onde fica escancarada a sua import\u00e2ncia, ou n\u00e3o haver\u00e1\nvolta atr\u00e1s. Trata-se mesmo de impor o bem estar geral diante das rea\u00e7\u00f5es do\nmercado e os operadores pol\u00edticos da mercantiliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para al\u00e9m da defesa do p\u00fablico, a crise atual tamb\u00e9m alerta\npara a import\u00e2ncia da coletividade e da vida comunit\u00e1ria. Paradoxalmente, em\ntempos de profunda individualiza\u00e7\u00e3o da sociedade e em um momento onde o\nisolamento tem um car\u00e1cter eminentemente individual, v\u00e1rias iniciativas sociais\npassam a valorizar e a defender a vida em comum. Nos sentimos mais sozinhos e\nestamos mais vulner\u00e1veis aos diversos riscos em jogo, mas tamb\u00e9m multiplicou-se\na empatia, a solidariedade e as redes de apoio mutuo. Jovens que se\ndisponibilizaram a comprar alimentos ou rem\u00e9dios para a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o\nde risco que n\u00e3o pode sair de casa; fam\u00edlias que se disp\u00f5em a cuidar de\ncrian\u00e7as de outras fam\u00edlias que precisam continuar trabalhando; iniciativas que\npromovem interc\u00e2mbios, a troca direta e o escambo quando as portas de muitos com\u00e9rcios\nfecham e as necessidades econ\u00f4micas come\u00e7am a apertar; coletivos que oferecem\napoio psicol\u00f3gico, legal e trabalhista para aqueles que est\u00e3o sofrendo de\nmaneira mais direta as consequ\u00eancias da crise. O fortalecimento dos la\u00e7os\nsociais e dos v\u00ednculos comunit\u00e1rios, portanto, \u00e9 outra das potencialidades de\nresist\u00eancia em tempos de coronav\u00edrus.&nbsp;\n<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente, outro aprendizado que emerge com a <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/br\/com-coronavirus-bolsonaro-faz-ate-trump-parecer-estadista\/\">pandemia<\/a> est\u00e1 relacionado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. Fazer a compra \u00e9 um dos poucos motivos pelos quais muitos sa\u00edmos de casa, em alguns casos assustados pela possibilidade (real ou imagin\u00e1ria) de desabastecimento de produtos b\u00e1sicos. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o reproduzem imagens de filas enormes nos supermercados diante de um alarme social provocado por compras compulsivas. O que pouco se diz \u00e9 que o que realmente est\u00e1 em jogo \u00e9 o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 d\u00e9cadas os movimentos camponeses, redes alimentares e a pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura chamam nossa aten\u00e7\u00e3o para um modelo insustent\u00e1vel de alimenta\u00e7\u00e3o, altamente concentrado em grandes superf\u00edcies de distribui\u00e7\u00e3o, reivindicando como alternativa a seguran\u00e7a e a soberania alimentar. Em momentos cr\u00edticos como o atual, mais do que nunca, come\u00e7amos a pensar sobre o que e como se produz, se consume e se distribui. A disjuntiva \u00e9 clara: ou apostamos todas as fichas em uma mudan\u00e7a de nossos h\u00e1bitos, mas tamb\u00e9m do sistema alimentar como um todo (com cadeias locais e produtos sustent\u00e1veis e ecol\u00f3gicos, por cima das exig\u00eancias dos supermercados, das grandes empresas e do mercado) ou estaremos destinados ao aprofundamento de uma cat\u00e1strofe alimentar. <\/p>\n\n\n\n<p>Diante da emerg\u00eancia provocada pela crise sanit\u00e1ria, a resist\u00eancia social n\u00e3o se restringe a panela\u00e7os nas janelas e varandas. Eles s\u00e3o fundamentais, mas somente com eles Bolsonaro n\u00e3o cair\u00e1, nem tampouco mudaremos as bases fundamentais dos nossos problemas mais prementes. Por isso, estas iniciativas diversas sinalizam para emerg\u00eancias&nbsp; sociais de uma transi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. Sem elas e o fortalecimento dos coletivos, das redes e dos movimentos que as sustentam (principalmente ecologista, feminista, juvenil, comunit\u00e1rio e campesino-ind\u00edgena) nosso horizonte de futuro ser\u00e1 ainda mais restrito. <\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto de daviditzi em Foter.com \/ CC BY-NC-SA<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 medida que a pandemia do coronav\u00edrus foi chegando ao Brasil, difundiu-se uma onda de m\u00faltiplos sentimentos entre a popula\u00e7\u00e3o. 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