{"id":3653,"date":"2021-01-12T07:08:00","date_gmt":"2021-01-12T10:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/latinoamerica21.com\/?p=3653"},"modified":"2021-01-28T07:16:16","modified_gmt":"2021-01-28T10:16:16","slug":"licoes-da-america-latina-para-a-democracia-nos-eua-apos-6-j","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/licoes-da-america-latina-para-a-democracia-nos-eua-apos-6-j\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina para a democracia nos EUA ap\u00f3s 6-J"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Co-autor Peter Siavelis<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os eventos que ocorreram no dia 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos acabaram, de uma vez por todas, com a ideia de que o pa\u00eds norte-americano \u00e9 excepcional e algumas das compara\u00e7\u00f5es de Trump com os piores presidentes populistas e semi-autorit\u00e1rios da Am\u00e9rica Latina parecem v\u00e1lidas. Os eventos em Washington terminaram com o mito da superioridade da democracia estadunidense, mostrando que o sistema est\u00e1 repleto de insufici\u00eancias institucionais e que conta com uma classe pol\u00edtica disfuncional.<\/p>\n\n\n\n<p>Como americanos, mas professores especialistas em pol\u00edtica latino-americana, voltamo-nos para nosso conhecimento regional para ganhar perspectiva sobre o que esta insurrei\u00e7\u00e3o significa para a democracia dos Estados Unidos. A hist\u00f3ria da regi\u00e3o, muitas vezes pontuada pela viol\u00eancia e golpes militares de direita que acabaram com qualquer apar\u00eancia de governo constitucional, proporciona li\u00e7\u00f5es e advert\u00eancias para os Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Insurrei\u00e7\u00f5es sociais, um sinal de alerta<\/h3>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, a Am\u00e9rica Latina nos ensina que os levantamentos sociais s\u00e3o um sinal de perigo a longo prazo, e os acontecimentos do Capit\u00f3lio s\u00e3o provavelmente um reflexo dos cont\u00ednuos ataques \u00e0 paz social nos EUA.&nbsp; Neste sentido, queremos advertir que a multid\u00e3o inspirada pelo Presidente Trump n\u00e3o deve ser comparada com outros protestos nos Estados Unidos e em outros lugares que foram inspirados por causas leg\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 fundamental compreender que a polariza\u00e7\u00e3o que deu origem \u00e0 tomada do Capit\u00f3lio dos EUA n\u00e3o ser\u00e1 facilmente revertida.&nbsp; O Chile pode ser um bom espelho. Antes do golpe de 1973 que derrubou o presidente chileno Salvador Allende, houve anos de ataques a seu governo. Os caminhoneiros paralisaram o pa\u00eds com uma greve (apoiada pelo governo dos Estados Unidos), legisladores no Congresso se recusaram a considerar propostas presidenciais, e violentos conflitos de rua entre partid\u00e1rios de ambos os lados da divis\u00e3o pol\u00edtica se tornaram comuns.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como paralelismo final, uma elei\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao golpe de Estado que inclinou a balan\u00e7a do lado dos partid\u00e1rios de Allende alimentou os fogos de descontentamento da oposi\u00e7\u00e3o. Enquanto a revolta nos Estados Unidos foi derrubada, as divis\u00f5es que a geraram est\u00e3o mais vivas do que nunca.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A polariza\u00e7\u00e3o leva a revoltas sociais<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, a hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina nos ensina que a polariza\u00e7\u00e3o leva \u00e0 revolta social e a crises de governo democr\u00e1tico, resultando muitas vezes em golpes militares ou na destrui\u00e7\u00e3o total da democracia. A Venezuela em 2002 parece ser uma compara\u00e7\u00e3o adequada.&nbsp; O l\u00edder empresarial Pedro Carmona mobilizou uma multid\u00e3o para enfrentar uma marcha governamental convocada previamente. Tinha a esperan\u00e7a de usar a polariza\u00e7\u00e3o e o confronto para justificar a derrubada do governo Ch\u00e1vez.&nbsp; Nas 36 horas que deteve a presid\u00eancia de fato, Carmona n\u00e3o tentou instalar uma democracia florescente, mas entre outras &#8220;reformas&#8221;, fechou o congresso e suspendeu a suprema corte.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em terceiro lugar, h\u00e1 paralelos nas palavras supostamente revolucion\u00e1rias dos l\u00edderes insurrecionistas norte-americanos. Isso nos d\u00e1 uma pista sobre o que Trump (pelo menos) pensa que acontecer\u00e1. Ao empurrar a multid\u00e3o para iniciar a tempestade, Trump nos lembra da famosa frase de Ch\u00e1vez: \u201ctemos fracassado (apenas) por agora; Nunca iremos ceder! \u201d. E como Castro, a vers\u00e3o de Trump de &#8220;a hist\u00f3ria me absolver\u00e1&#8221; foi \u201cn\u00f3s n\u00e3o perdemos a elei\u00e7\u00e3o&#8230; n\u00e3o cedais&#8230;. n\u00e3o vamos mais aceitar!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Se Carmona e os ditadores de direita se propuseram a salvar a democracia fechando o Congresso e desencadeando ondas de pris\u00f5es, torturas e assassinatos, Trump deu apoio \u00e0 multid\u00e3o rotulando os opositores pol\u00edticos como o inimigo, a quem ele chamou de &#8220;democratas radicais encorajados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a megalomania de Trump provoque compara\u00e7\u00f5es com ditadores e populistas, n\u00e3o pretendemos estabelecer paralelismos entre a insurrei\u00e7\u00e3o dos seguidores de Trump com os movimentos sociais que t\u00eam defendido causas leg\u00edtimas na Am\u00e9rica Latina. H\u00e1 raz\u00f5es para protestos nos Estados Unidos &#8211; iluminados por manifesta\u00e7\u00f5es esmagadoramente pac\u00edficas nos \u00faltimos meses -, mas nada tem a ver com os dist\u00farbios no Capit\u00f3lio.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui a fonte do protesto veio do topo, de l\u00edderes preocupados em perder seu poder e privil\u00e9gio. Eles constru\u00edram ressentimento sobre a hostilidade racial, como evidenciado pelas bandeiras confederadas que a multid\u00e3o carregava durante sua ocupa\u00e7\u00e3o do Congresso. Isto \u00e9 um forte contraste com os movimentos sociais que t\u00eam defendido a inclus\u00e3o pol\u00edtica, o avan\u00e7o social e a justi\u00e7a econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que fazer com os l\u00edderes insurgentes?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Outra li\u00e7\u00e3o que emerge da hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina \u00e9 o que fazer com os l\u00edderes insurrecionistas. Alguns ressuscitaram de seus escombros, mais fortes e, talvez como Daenerys Targaryen, de Guerra dos Tronos, com drag\u00f5es controlados.&nbsp; Castro e Ch\u00e1vez fornecem exemplos claros, j\u00e1 que ambos passaram seu tempo na pris\u00e3o ou no ex\u00edlio escrevendo manifestos exortando os seguidores a se mobilizarem mais tarde. Outros, como Carmona, desapareceram da hist\u00f3ria (ele se tornou um acad\u00eamico sem import\u00e2ncia em seu ex\u00edlio colombiano).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Am\u00e9rica Latina oferece li\u00e7\u00f5es sobre a justi\u00e7a transicional; sobre a preocupa\u00e7\u00e3o sobre quem processar (hierarcas ou soldados rasos) e como o processo pode contribuir para uma morte &#8220;r\u00e1pida&#8221; ou &#8220;lenta&#8221; da democracia. Os desordeiros que entraram no Capit\u00f3lio dos Estados Unidos enfrentar\u00e3o s\u00e9rias consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que dizer de Trump e dos l\u00edderes que incitaram o protesto? Durante anos, eles espalharam propositadamente mentiras que inspiraram milh\u00f5es a denegrir aqueles que pensam diferente, e depois usaram aquele po\u00e7o de descontentamento para inflamar seguidores \u2013 apoiando-se em uma nova mentira sobre uma elei\u00e7\u00e3o roubada &#8211; para pular sobre o penhasco em busca de uma revolu\u00e7\u00e3o gloriosa.&nbsp; Se Trump e seus seguidores, incluindo seus assessores formais, n\u00e3o enfrentarem consequ\u00eancias, n\u00e3o existir\u00e1 nenhum elemento dissuasivo para novas tentativas e se abre a porta para uma lenta eros\u00e3o da democracia. A experi\u00eancia de Hungria, Pol\u00f4nia e R\u00fassia demonstra isso.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa, impor severos castigos aos l\u00edderes insurrecionistas, levou alguns ex-autocratas, como por exemplo, Chile e Argentina, a amea\u00e7ar os novos regimes democr\u00e1ticos com novas revoltas e uma morte r\u00e1pida da democracia. Desse modo, colocar Trump a prova pode gerar novas mobiliza\u00e7\u00f5es e viol\u00eancia. No entanto, isso parece menos perigoso do que submeter os Estados Unidos a uma morte lenta da democracia, onde populistas, demagogos e insurrecionistas veem imunidade para qualquer de suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Controles e equil\u00edbrios institucionais impediram Trump de roubar a elei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A li\u00e7\u00e3o seguinte que tiramos da experi\u00eancia latino-americana \u00e9 de um contraste.&nbsp; Enquanto reconhecemos a amea\u00e7a cont\u00ednua do Trumpismo e a fraqueza representativa da democracia dos EUA, os controles institucionais existentes impediram que Trump roubasse com sucesso uma elei\u00e7\u00e3o.&nbsp; Mesmo com autoridades eleitorais estaduais e a Suprema Corte lotada de partid\u00e1rios de Trump, ambos rejeitaram as alega\u00e7\u00f5es de fraude eleitoral do presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, quando a Suprema Corte teve que se pronunciar sobre as irregularidades eleitorais na Pensilv\u00e2nia, ela as rejeitou em uma \u00fanica linha:&nbsp; &#8220;O pedido de medida cautelar apresentado ao juiz Alito e por ele encaminhado \u00e0 Corte \u00e9 negado&#8221;. Tais salvaguardas falharam demasiadas vezes na hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel apol\u00edtico dos militares<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O papel das for\u00e7as armadas estadunidenses tamb\u00e9m \u00e9 crucial. Como latino-americanistas, sabemos do n\u00famero brutal de baixas infligidas na regi\u00e3o pelas for\u00e7as armadas dos Estados Unidos e seus aliados. N\u00e3o obstante, e apesar de Trump impor seus escolhidos para a lideran\u00e7a, as for\u00e7as armadas dos EUA tem repetidamente se distanciado da pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Respondendo \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es levantadas que dizem respeito ao apoio das for\u00e7as armadas \u00e0 intens\u00e3o de Trump em permanecer no cargo, Gen. Mark Milley, presidente da Junta de Chefes do Estado-Maior afirmou: \u201cN\u00f3s n\u00e3o prestamos juramento a um rei ou a uma rainha, a um tirano ou a um ditador.&nbsp; N\u00f3s n\u00e3o fazemos um juramento para um indiv\u00edduo\u201d. Ele continuou dizendo que \u201cno caso de uma disputa sobre algum aspecto da elei\u00e7\u00e3o, de acordo com a lei dos EUA, os tribunais e o Congresso s\u00e3o obrigadas a resolver qualquer disputa, n\u00e3o o ex\u00e9rcito dos EUA\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de afirmar que o pa\u00eds norte-americano \u00e9 uma democracia excepcional, mas essas declara\u00e7\u00f5es demonstram o papel apol\u00edtico das for\u00e7as armadas dos Estados Unidos e como, em combina\u00e7\u00e3o com os controles institucionais, sua atitude \u00e9 fundamental para a democracia. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de li\u00e7\u00f5es latino-americanas mais esperan\u00e7osas, ao for\u00e7ar o governo Pi\u00f1era a concordar com um processo para escrever uma nova constitui\u00e7\u00e3o, a erup\u00e7\u00e3o social do Chile em 2019 mostra efeitos potencialmente positivos derivados de uma viol\u00eancia social destrutiva. Este resultado, no entanto, foi instigado por cidad\u00e3os que exigiam justi\u00e7a social e econ\u00f4mica, n\u00e3o por um l\u00edder que agitou uma multid\u00e3o atrav\u00e9s de teorias conspirat\u00f3rias falsas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tratamos de sugerir uma correspond\u00eancia entre ambas as situa\u00e7\u00f5es, mas citamos o Chile na esperan\u00e7a de que a sequ\u00eancia de eventos chocantes nos EUA possa dar lugar a uma avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o e, posteriormente, \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de medidas para abordar as in\u00fameras insufici\u00eancias da democracia estadunidense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 certa ironia intencional em nossa compara\u00e7\u00e3o de Trump com Ch\u00e1vez e Castro e n\u00e3o queremos depreciar as diferen\u00e7as gritantes na legitimidade das reclama\u00e7\u00f5es.&nbsp; As li\u00e7\u00f5es destes casos, mais as de outros pa\u00edses e per\u00edodos de tempo, no entanto, nos mostram a gravidade da situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Am\u00e9rica Latina tem enfrentado continuamente amea\u00e7as populistas e autorit\u00e1rias, com anti-her\u00f3is como Pinochet afirmando que tiveram que derrubar a democracia para salv\u00e1-la de si mesma.&nbsp; Apesar das diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina, os EUA n\u00e3o s\u00e3o excepcionais em suas vulnerabilidades.&nbsp; Agora vamos esperar para ver se \u00e9 excepcional nas rea\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em><sub>*Tradu\u00e7\u00e3o do espanhol por Maria Isabel Santos Lima<\/sub><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><sub>Photo by Blinkofanaye at Foter.com \/ CC BY-NC<\/sub><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Co-autor Peter Siavelis<br \/>\nO que aconteceu em 6 de Janeiro de 2021 nos Estados Unidos p\u00f4s fim de uma vez por todas \u00e0 ideia de que o pa\u00eds norte-americano \u00e9 excepcional e algumas das compara\u00e7\u00f5es de Trump com os piores presidentes populistas e semi-autorit\u00e1rios da Am\u00e9rica Latina parecem v\u00e1lidas.<\/p>\n","protected":false},"author":118,"featured_media":3426,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[16770,16708,16757],"tags":[],"gps":[],"class_list":{"0":"post-3653","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-democracia-pt-br","8":"category-politica-pt-br","9":"category-eeuu-pt-br"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/118"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3426"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3653"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=3653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}