{"id":36856,"date":"2024-01-17T09:00:00","date_gmt":"2024-01-17T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=36856"},"modified":"2024-01-17T08:45:12","modified_gmt":"2024-01-17T11:45:12","slug":"a-projecao-geopolitica-global-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/a-projecao-geopolitica-global-da-america-latina\/","title":{"rendered":"A proje\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica global da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em tempos turbulentos para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, uma fratura estrutural est\u00e1 separando o M\u00e9xico da Am\u00e9rica do Sul, a \u00c1sia e o Sul Global est\u00e3o ganhando import\u00e2ncia como novos parceiros comerciais externos, e nossas commodities estrat\u00e9gicas est\u00e3o aumentando em todos os mercados.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Aqui est\u00e1 um quadro panor\u00e2mico&#8230;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Juan Agull\u00f3\/Latinoam\u00e9rica21<\/p>\n\n\n\n<p>O M\u00e9xico n\u00e3o muda. <a href=\"https:\/\/www.economia.gob.mx\/datamexico\/es\/profile\/country\/estados-unidos?foreignTradeOption1=salesOption&amp;foreignYears2=2023\">Cerca de 80% de suas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o destinadas aos Estados Unidos, exatamente como h\u00e1 dez anos<\/a>. No entanto, essa n\u00e3o \u00e9 a realidade do resto da Am\u00e9rica Latina, e isso est\u00e1 abrindo uma lacuna entre o Norte e o Sul da nossa regi\u00e3o. \u00c9 comum mencionar o aumento da presen\u00e7a da China na Am\u00e9rica do Sul como um elemento caracter\u00edstico do hiato citado, e na realidade \u00e9: j\u00e1 existem sete pa\u00edses na regi\u00e3o (Cuba, Panam\u00e1, Venezuela, Peru, Chile, Uruguai e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/12\/china-salva-ano-do-brasil-e-projeta-investimento-verde-para-2024.shtml\">Brasil<\/a>) que t\u00eam o pa\u00eds asi\u00e1tico <a href=\"https:\/\/statistics.cepal.org\/portal\/cepalstat\/index.html?lang=es\">como principal destino de suas exporta\u00e7\u00f5es<\/a>. Ademais, a presen\u00e7a de Pequim j\u00e1 era importante (ou est\u00e1 come\u00e7ando a se tornar) em pa\u00edses como Argentina, Col\u00f4mbia e Equador. No M\u00e9xico, <a href=\"https:\/\/www.byd.com.br\/byd-anuncia-chegada-ao-mexico-em-parceria-com-oito-dos-mais-tradicionais-grupos-de-concessionarios-do-pais\/\">embora tenha ganhado import\u00e2ncia<\/a>, ainda \u00e9 praticamente insignificante.<\/p>\n\n\n\n<p>O interessante, por sua import\u00e2ncia, \u00e9 que o interesse da China na Am\u00e9rica do Sul n\u00e3o para de crescer. Isso tem a ver com a abund\u00e2ncia de recursos estrat\u00e9gicos e a posi\u00e7\u00e3o insular de nossa regi\u00e3o, que tem uma janela para o Oceano Atl\u00e2ntico e outra para o Pac\u00edfico. O Estreito de Magalh\u00e3es e <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/in-30-years-the-antarctic-treaty-becomes-modifiable-and-the-fate-of-a-continent-could-hang-in-the-balance-98654\">a proximidade com a Ant\u00e1rtica<\/a> s\u00e3o valores estrat\u00e9gicos agregados.<\/p>\n\n\n\n<p>As <a href=\"https:\/\/www.wto.org\/english\/res_e\/statis_e\/statis_e.htm\">importa\u00e7\u00f5es chinesas provenientes da Am\u00e9rica Latina<\/a> (9,3%) j\u00e1 duplicaram as da <a href=\"https:\/\/www.wto.org\/english\/res_e\/statis_e\/statis_e.htm\">\u00c1frica (4,11%)<\/a> e a metade das dos <a href=\"https:\/\/www.wto.org\/english\/res_e\/statis_e\/statis_e.htm\">Estados Unidos e Canad\u00e1 (17,61%)<\/a>, transcendendo os estere\u00f3tipos. Os produtos sul-americanos que mais interessam a Pequim s\u00e3o as commodities. No momento, a China busca principalmente <a href=\"https:\/\/oec.world\/en\">minerais &#8220;cr\u00edticos&#8221; (ferro e cobre), hidrocarbonetos, carne e soja em nossa regi\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ter uma vis\u00e3o clara do panorama dessa rela\u00e7\u00e3o permite compreender melhor os investimentos chineses em infraestrutura na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, que buscam aprofundar uma proje\u00e7\u00e3o cr\u00edtica para a produ\u00e7\u00e3o industrial de Pequim. O investimento mais recente \u00e9 o <a href=\"https:\/\/www.rfi.fr\/es\/programas\/grandes-reportajes-de-rfi\/20231025-con-el-megapuerto-de-chancay-china-prepara-la-mayor-ruta-comercial-con-sudam%25C3%25A9rica\">porto de Chancay<\/a>, 75 quil\u00f4metros ao <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/10\/peru-aposta-em-megaporto-de-us-36-bi-para-atrair-agronegocio-do-brasil.shtml\">norte de Lima<\/a>, no Peru, que <a href=\"https:\/\/andina.pe\/agencia\/noticia-puerto-chancay-tiene-45-avance-y-se-inauguraria-cumbre-lideres-apec-2024-954177.aspx\">ser\u00e1 inaugurado no final de 2024<\/a>. Antes disso, foi o <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias-58849114\">porto de Balboa<\/a>, na entrada do Canal do Panam\u00e1, ou a moderniza\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/gigante-chinesa-arremata-terminal-de-graos-no-porto-de-santos\/\">porto brasileiro de Santos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a rela\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina com a China, apesar de seu crescimento e import\u00e2ncia geopol\u00edtica, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica que essa parte do mundo mant\u00e9m com a \u00c1sia. Tradicionalmente, o <a href=\"https:\/\/publications.iadb.org\/en\/publication\/10904\/japan-and-latin-america-and-caribbean-building-sustainable-trans-pacific\">Jap\u00e3o<\/a>, a <a href=\"https:\/\/blogs.iadb.org\/integration-trade\/en\/korea-and-latin-america-and-the-caribbean-partners-for-sustainable-trade-and-investment%25EF%25BF%25BC\/%23:~:text=Trade%2520and%2520investment%2520relations%2520between,US$57%2520billion%2520in%25202021\">Coreia do Sul<\/a> e at\u00e9 mesmo <a href=\"https:\/\/rowman.com\/ISBN\/9781793653451\/Taiwans-Relations-with-Latin-America-A-Strategic-Rivalry-between-the-United-States-China-and-Taiwan\">Taiwan<\/a> t\u00eam mantido rela\u00e7\u00f5es discretas, mas significativas, com a Am\u00e9rica do Sul. Essas rela\u00e7\u00f5es continuam a existir, mesmo na era das transi\u00e7\u00f5es digital e energ\u00e9tica: o Jap\u00e3o e a Coreia do Sul continuam a ser excelentes compradores de minerais estrat\u00e9gicos (principalmente cobre) no arco andino (Chile, Peru e Bol\u00edvia).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es com a \u00c1sia al\u00e9m da China<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, recentemente, novos pa\u00edses asi\u00e1ticos est\u00e3o ajudando a diversificar a rela\u00e7\u00e3o. Durante a recente c\u00fapula do Rio de Janeiro, <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/dezembro\/mercosul-e-singapura-assinam-acordo-de-livre-comercio-na-cupula-do-rio\">Singapura assinou um acordo de livre com\u00e9rcio com o Mercosul<\/a>. A rela\u00e7\u00e3o entre os dois lados \u00e9 discreta, embora seja um sinal dos tempos, semelhante ao da It\u00e1lia. No entanto, duas coisas s\u00e3o geopoliticamente relevantes: por um lado, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/12\/mercosul-assina-acordo-de-livre-comercio-com-singapura.shtml\">Singapura<\/a> tem o segundo porto mais <strong>importante<\/strong> do mundo, portanto, \u00e9 fundamental para se inserir nos fluxos de com\u00e9rcio global que passam cada vez mais pela \u00c1sia; por outro lado, n\u00e3o \u00e9 descabido pensar nesse tratado como um poss\u00edvel prel\u00fadio para outro, de maior alcance, com a <a href=\"https:\/\/asean.org\">Associa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico<\/a> (ASEAN), da qual Singapura \u00e9 membro.<\/p>\n\n\n\n<p>Se essa possibilidade se concretizar nos pr\u00f3ximos anos, n\u00e3o ser\u00e1 nenhuma surpresa: as rela\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina com os pa\u00edses membros da ASEAN (como a pr\u00f3pria Singapura, o Vietn\u00e3, a Mal\u00e1sia e a Indon\u00e9sia) est\u00e3o crescendo. As complementaridades entre as duas margens do Oceano Pac\u00edfico s\u00e3o significativas. Os pa\u00edses do sul da \u00c1sia s\u00e3o atra\u00eddos para a Am\u00e9rica do Sul pelas mesmas commodities que a China: eles precisam fomentar a produ\u00e7\u00e3o industrial de <a href=\"https:\/\/www.taylorfrancis.com\/books\/mono\/10.4324\/9780203838402\/export-oriented-industrialisation-mohammed-ariff-hal-hill\">alto valor agregado<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em troca, eles t\u00eam muito a oferecer. Al\u00e9m dos produtos comerciais, os pa\u00edses da ASEAN valorizam as experi\u00eancias de desenvolvimento recentes e exitosas e, portanto, o know-how, algo que os pa\u00edses ocidentais geralmente relutam mais em compartilhar. Esses interc\u00e2mbios permitem estabelecer rela\u00e7\u00f5es com base em consultoria t\u00e9cnica, transfer\u00eancia de tecnologia, cadeias de valor alternativas e mais equitativas, e etc. Todas essas possibilidades t\u00eam um apelo consider\u00e1vel para uma regi\u00e3o que, como a nossa, precisa se desenvolver e encontrar solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e duradouras para problemas concretos, em vez de crescer.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, de fato, parece ser parte do problema de base que h\u00e1 com a Uni\u00e3o Europeia (UE). N\u00e3o \u00e9 normal que, por exemplo, o tratado que a UE come\u00e7ou a negociar com o Mercosul em 1999 <a href=\"https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Acuerdo_comercial_Mercosur-Uni%25C3%25B3n_Europea\">ainda n\u00e3o tenha entrado em vigor<\/a>. Buscou-se v\u00e1rias <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/a-hipocrisia-e-o-protecionismo-freiam-o-acordo-ue-mercosul\/\">explica\u00e7\u00f5es para atribuir responsabilidades<\/a>. Entretanto, as assimetrias estruturais s\u00e3o importantes, e o financiamento n\u00e3o \u00e9 tudo. Na mem\u00f3ria latino-americana, por exemplo, o impacto do investimento europeu na d\u00e9cada de 1990 sobre <a href=\"https:\/\/repositorio.cepal.org\/server\/api\/core\/bitstreams\/0ae9c768-222b-4c79-9d74-b6cef99cb1f8\/content\">a deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais<\/a> ainda est\u00e1 muito presente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que est\u00e1 acontecendo entre a Am\u00e9rica Latina e a Europa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, em termos mais objetivos, o interesse europeu nessa parte do mundo diminuiu: atualmente, a Am\u00e9rica Latina absorve <a href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/eurostat\/statistics-explained\/index.php?title=Archive:Latin_America-EU_-_economic_indicators,_trade_and_investment\">15% menos importa\u00e7\u00f5es da UE do que em 1999<\/a>. Esse afastamento foi aproveitado pelos pa\u00edses asi\u00e1ticos citados, que t\u00eam economias complementares mais sens\u00edveis \u00e0s quest\u00f5es de desenvolvimento. A Am\u00e9rica do Sul, por exemplo, precisa de sistemas de pagamento que lhe permitam garantir a competitividade de seus produtos manufaturados pelo menos em escala regional. E a ASEAN tem experi\u00eancia em promover a integra\u00e7\u00e3o regional com base em sistemas de compensa\u00e7\u00e3o de moedas capazes de superar as barreiras cambiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados Unidos, em todo esse contexto, s\u00e3o uma inc\u00f3gnita: embora continuem sendo um ator cuja import\u00e2ncia transcende o com\u00e9rcio, seu interesse na Am\u00e9rica Latina, como no caso da Europa, evoluiu. De fato, nos \u00faltimos anos, houve <a href=\"https:\/\/www.state.gov\/reports\/2022-investment-climate-statements\/mexico\/\">uma retirada de seus investimentos em dire\u00e7\u00e3o ao M\u00e9xico<\/a>, compat\u00edvel com o &#8220;desembarque&#8221; da China na Am\u00e9rica do Sul e com a divis\u00e3o Norte\/Sul. Essa tend\u00eancia continuar\u00e1 no contexto da &#8220;<a href=\"https:\/\/www.wto.org\/english\/res_e\/booksp_e\/00_gvc_dev_report_2021_e.pdf\">Slowbalisation<\/a>&#8221; para a qual o mundo parece estar deslizando? \u00c9 uma inc\u00f3gnita, embora a \u00fanica coisa certa seja que a demanda global por commodities latino-americanas est\u00e1 evoluindo e crescendo.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o apenas na \u00c1sia, na Europa ou nos Estados Unidos. \u00c9 tamb\u00e9m no Sul Global que, na Am\u00e9rica do Sul contempor\u00e2nea, come\u00e7a a se tornar uma realidade tang\u00edvel. A \u00cdndia, por exemplo, tornou-se o <a href=\"https:\/\/oec.world\/en\/profile\/bilateral-country\/bol\/partner\/ind%23\">parceiro comercial mais importante da Bol\u00edvia<\/a>; a <a href=\"https:\/\/oec.world\/en\/profile\/bilateral-country\/tur\/partner\/ven\">Turquia vem desenvolvendo um relacionamento interessante com a Venezuela<\/a>; e a R\u00fassia, al\u00e9m de <a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2023-06-30\/bolivia-firma-convenios-con-una-empresa-china-y-otra-rusa-para-extraer-litio-de-sus-salares.html\">n\u00e3o se limitar mais a seus aliados tradicionais na regi\u00e3o<\/a>, tornou-se o elo estrat\u00e9gico em uma cadeia de valor cr\u00edtica para os BRICS: <a href=\"https:\/\/www.maersk.com\/news\/articles\/2022\/04\/13\/the-global-situation-and-its-impact-on-latin-america\">Moscou vende fertilizantes para o Brasil<\/a>, que, por sua vez, produz <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/03066150.2014.993625\">soja, que \u00e9 vendida para a China<\/a>. Rotas comerciais alternativas est\u00e3o come\u00e7ando a conectar a Am\u00e9rica Latina a outros rumos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que est\u00e1 faltando em todo esse contexto?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foco. Em um planeta em convuls\u00e3o, est\u00e1 se tornando necess\u00e1rio pensar na evolu\u00e7\u00e3o da demanda por commodities por parte de atores tradicionais e n\u00e3o tradicionais e no impacto que isso est\u00e1 tendo em um territ\u00f3rio, <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/03066150.2012.679931\">como o nosso, que est\u00e1 transformando seus usos e conex\u00f5es<\/a> e tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.iberdrola.com\/sustentabilidade\/desmatamento-amazonas\">est\u00e1 sendo degradado<\/a>. Ao mesmo tempo, tamb\u00e9m parece pertinente nos perguntarmos sobre nossa capacidade, como regi\u00e3o, de condicionar o pre\u00e7o de algumas mat\u00e9rias-primas estrat\u00e9gicas, mas, acima de tudo, de produzir bens competitivos que nos permitam fortalecer nossos mercados e tecer redes de interc\u00e2mbio regional mais articuladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa regi\u00e3o, h\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de pensamento geopol\u00edtico que <a href=\"https:\/\/www.esgn.edu.ar\/noticias\/index.php?page=details&amp;id=70\">come\u00e7ou no in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/a>. Foi somente <a href=\"https:\/\/www.scielo.cl\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0718-23762009000100010\">a partir da d\u00e9cada de 1960<\/a> que as discuss\u00f5es come\u00e7aram a superar\u00a0 os marcos nacionais, tomando a Am\u00e9rica Latina o ponto de refer\u00eancia. Desde ent\u00e3o, o debate tem girado em torno da integra\u00e7\u00e3o regional. Em um mundo politicamente incerto, economicamente endividado e ambientalmente degradado, talvez seja necess\u00e1rio repensar a integra\u00e7\u00e3o, questionando n\u00e3o apenas quem est\u00e1 vindo, de onde vem e o que est\u00e1 buscando, mas tamb\u00e9m para onde estamos indo e at\u00e9 onde queremos ir como regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 80% das exporta\u00e7\u00f5es do M\u00e9xico continuam se dirigindo aos Estados Unidos, uma propor\u00e7\u00e3o que se mant\u00e9m igual a quase uma d\u00e9cada. No entanto, esta din\u00e2mica n\u00e3o reflete a realidade do resto da Am\u00e9rica Latina e est\u00e1 criando uma lacuna entre o norte e o sul da regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":316,"featured_media":36847,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[16742,16762,16750],"tags":[17187],"gps":[],"class_list":{"0":"post-36856","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-comercio-pt-br","8":"category-relaiciones-internacionales-pt-br","9":"category-economia-pt-br","10":"tag-debates-2"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/316"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36856"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36856\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36856"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=36856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}