{"id":38487,"date":"2024-03-03T07:00:00","date_gmt":"2024-03-03T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=38487"},"modified":"2024-03-01T18:54:22","modified_gmt":"2024-03-01T21:54:22","slug":"brasil-para-onde-foram-todos-aqueles-manifestantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/brasil-para-onde-foram-todos-aqueles-manifestantes\/","title":{"rendered":"Brasil: para onde foram todos aqueles manifestantes?"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos doze meses, vimos uma desativa\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es e da participa\u00e7\u00e3o popular no Brasil que chega a surpreender&#8230; ao menos at\u00e9 o domingo, 25 de fevereiro, quando Bolsonaro convocou seus apoiadores a mostrar sua for\u00e7a mobilizadora. Correto?<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem ficou perplexo com o assalto aos Tr\u00eas Poderes em 8 de janeiro de 2023 por parte de milhares de autodenominados \u201cpatriotas\u201d buscando tomar o poder pela for\u00e7a, ou para quem se acostumou a ver as ruas e praias tomadas por manifestantes e ve\u00edculos a favor de cada candidato nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2022, o Brasil nos \u00faltimos meses se assemelhava a um deserto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A volta dos protestos em 2013<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o se torna evidente indo al\u00e9m do per\u00edodo eleitoral mais imediato: as motociatas contra autoridades ou decis\u00f5es judiciais favorecidas pela extrema direita desde 2018, a ocupa\u00e7\u00e3o total de espa\u00e7os p\u00fablicos em datas patri\u00f3ticas convocadas pelo ex-presidente Bolsonaro durante todo o seu mandato, os protestos da esquerda e da centro-esquerda contra as investidas antidemocr\u00e1ticas governistas no governo anterior ou para celebrar a liberta\u00e7\u00e3o do ex-presidente Lula da pris\u00e3o, todos foram eventos que revelaram um Brasil mobilizado e em estado de virtual revolta. Sem falar na sucess\u00e3o de passeatas, rebeli\u00f5es e protestos a partir de 2013, que sugeriram que \u2013 de forma inesperada \u2013 os cidad\u00e3os haviam despertado para a pol\u00edtica, o interesse p\u00fablico e a vontade de participar abertamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/bolsonaro-lula-bonaparte-e-malaparte\/\">185.000 brasileiros que ocuparam a Avenida Paulista no \u00faltimo domingo de fevereiro<\/a> para demonstrar seu apoio ao ex-presidente Bolsonaro, agora impedido de candidatar-se, supostamente revelariam a vig\u00eancia de uma cidadania ativa e fiscalizadora, algo que os livros did\u00e1ticos tenderiam a traduzir como um exemplo de democracia horizontal aut\u00f4noma. A aglomera\u00e7\u00e3o pontual em favor de uma lideran\u00e7a autorit\u00e1ria e condenada pela justi\u00e7a \u2013 ainda que massiva durante um breve lapso no domingo \u2013 refor\u00e7a justamente a predomin\u00e2ncia do diagn\u00f3stico da desertifica\u00e7\u00e3o da vida p\u00fablica no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o contrasta com a escassa capacidade de articula\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o c\u00edvica, apesar da predominante subordina\u00e7\u00e3o religiosa de seus apoiadores \u00e0 lideran\u00e7a evang\u00e9lica ou da in\u00e9rcia em entronizar um messianismo personalista condenado a n\u00e3o poder disputar cargos eleitoralmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos milhares que peregrinaram vestidos de verde e amarelo em <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2024\/02\/bolsonaro-reune-milhares-na-paulista-e-em-discurso-fala-em-abuso-de-alguns-no-pais.shtml\">uma tarde isolada de domingo em fevereiro de 2024<\/a>, a fotografia da participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica e dos protestos no Brasil n\u00e3o poderia ser mais contrastante com o que se viu h\u00e1 dois anos, em plena campanha eleitoral, ou h\u00e1 10 anos, quando ainda ressoavam os ecos das <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/junho-de-2013-a-grande-revolta-plebeia\/\">passeatas e lutas urbanas de 2013<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se estudos de opini\u00e3o p\u00fablica como os do Latinobar\u00f3metro revelaram que, no ano cr\u00edtico de 2013, s\u00f3 34% dos brasileiros entendiam que votar era a melhor forma de garantir o progresso nacional e 50% propunham o combo de \u201cvotar e protestar\u201d para obter esse resultado, dez anos depois as op\u00e7\u00f5es foram fortemente moderadas. Em meados de 2023, o voto mais protesto atraiu s\u00f3 um ter\u00e7o (33%) dos cidad\u00e3os, enquanto o m\u00e9todo exclusivo de ir \u00e0s urnas para melhorar as coisas subiu para 43% de ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que significa as pessoas n\u00e3o sa\u00edrem para protestar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A desertifica\u00e7\u00e3o da cena p\u00fablica revela o triunfo da apatia pol\u00edtica ou \u2013 ainda mais grave \u2013 a desafei\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica? Nem um pouco. A mesma pesquisa revela que o apoio \u00e0 democracia atingiu seu ponto mais alto desde 2015, com 46% entendendo que n\u00e3o h\u00e1 alternativa melhor do que a democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de indicadores de motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a percentagem de indiv\u00edduos que dizem conversar habitualmente sobre pol\u00edtica em 2023 permanece virtualmente empatada com a de 2013. O mesmo ocorre com aqueles que se envolveram em campanhas a favor de uma causa p\u00fablica ou candidato. Por outro lado, ao contr\u00e1rio do esperado, a pesquisa revela muito mais cidad\u00e3os assinando peti\u00e7\u00f5es hoje do que h\u00e1 dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 curso de ci\u00eancia pol\u00edtica, discurso p\u00fablico ou coluna de jornal na m\u00eddia comprometida com a democracia que n\u00e3o associe o ideal c\u00edvico ao indiv\u00edduo comprometido com o bem coletivo. Nos referimos ao indiv\u00edduo envolvido de corpo e alma atrav\u00e9s de sua participa\u00e7\u00e3o ativa na pol\u00edtica local ou nacional, informando-se, deliberando com os outros, presente nas ruas e nos \u00e2mbitos privados, militando e mobilizando-se para incorporar uma voz p\u00fablica vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o modelo do cidad\u00e3o democr\u00e1tico esbo\u00e7ado pelos cl\u00e1ssicos, idolatrado pelos movimentos iluministas que consagraram a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa em 1789 e inspiraram o nascimento das democracias p\u00f3s-s\u00e9culo XIX. N\u00e3o s\u00e3o poucos os que o associam ao prot\u00f3tipo ateniense de mais de dois mil e quinhentos anos atr\u00e1s, emblem\u00e1tico e forjador da aspira\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o sujeito desejado e invocado pelos progressismos do final do s\u00e9culo XX e das d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI, especialmente aqueles com conota\u00e7\u00f5es populistas, em que o militante \u00e9 entronizado como a for\u00e7a motriz da mudan\u00e7a democr\u00e1tica. A pureza aspiracional desse modelo de civismo passa a ser cultivada quase como uma profiss\u00e3o de f\u00e9 religiosa, permitindo sua contamina\u00e7\u00e3o por vis\u00f5es moralistas dogm\u00e1ticas. Ser um bom cidad\u00e3o, o que significa estar imerso na vida p\u00fablica, torna-se uma exig\u00eancia normativa. Afinal, afirmam os defensores desse ideal, a autoexclus\u00e3o da pol\u00edtica e o desinteresse participativo conspiram contra uma democracia forte ao ceder toda a iniciativa \u00e0s elites.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante d\u00e9cadas, se n\u00e3o s\u00e9culos, esse ideal se naturalizou a ponto de se converter em um <em>benchmark<\/em>, uma base de refer\u00eancia comparativa suficientemente exigente para favorecer diagn\u00f3sticos de apatia pol\u00edtica na popula\u00e7\u00e3o quando essa imers\u00e3o participativa n\u00e3o era identificada. As rea\u00e7\u00f5es de ceticismo, quando n\u00e3o de questionamento aberto a esse <em>standard<\/em>, surgiram rapidamente. Frente ao frenesi revolucion\u00e1rio dos jacobinos que representavam esse ideal, conservadores como o l\u00edder conservador da Inglaterra na \u00e9poca, Edmund Burke, advertiram sobre os desvios para \u00e0 intoler\u00e2ncia, ao monop\u00f3lio do poder, \u00e0 restri\u00e7\u00e3o das liberdades alheias e \u00e0 improdutividade que os indiv\u00edduos constantemente imersos na vida p\u00fablica poderiam gerar.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em pleno s\u00e9culo XX, cientistas pol\u00edticos liberais ou moderados, como Samuel Huntington, alertavam sobre o risco de ingovernabilidade e destrui\u00e7\u00e3o de rotinas, institui\u00e7\u00f5es e rituais democr\u00e1ticos pelo excesso de demandas imposs\u00edveis de canalizar e processar por sistemas pol\u00edticos abertos se todos estivessem constantemente nas ruas exigindo e reivindicando mais benef\u00edcios, mais participa\u00e7\u00e3o, mais direitos. Estudioso dos processos pol\u00edticos na Am\u00e9rica Latina e em outras na\u00e7\u00f5es emergentes, Huntington interpretou que esse ideal de cidadania maximamente ativada colocado em pr\u00e1tica resultou no transbordamento das capacidades concretas de satisfazer as crescentes e contradit\u00f3rias demandas das fr\u00e1geis democracias latino-americanas. Perversamente, o modelo maximalista de cidadania participativa, promovido para aprofundar a democracia, acabou por minar-la e abrir a porta para regimes autorit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A desparticipa\u00e7\u00e3o leva \u00e0 desdemocratiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os extremos do \u00eaxtase militante e a excessiva apatia pol\u00edtica muitas vezes capturam os altos e baixos de nossas sociedades, apesar da ampla gama de possibilidades entre eles. A perspectiva da civilidade militante pressup\u00f5e que, se os cidad\u00e3os n\u00e3o est\u00e3o ocupando os espa\u00e7os p\u00fablicos com suas vozes, interesses e valores, outros o far\u00e3o por eles. E n\u00e3o \u00e9 raro associar esse progn\u00f3stico a um resultado negativo: a falta de participa\u00e7\u00e3o leva \u00e0 desdemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente a um cen\u00e1rio t\u00e3o adverso, \u00e9 compreens\u00edvel a careta de insatisfa\u00e7\u00e3o diante de qualquer ind\u00edcio de desmobiliza\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o em interesses privados. Tamb\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil entender a frequ\u00eancia com que se conclui que nossas sociedades caracterizam-se mais pela apatia e aliena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do que pelo compromisso participativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma perspectiva hist\u00f3rica, os brasileiros frequentemente eram caracterizados por esses sentimentos e comportamentos de distanciamento e desapego ao envolvimento pol\u00edtico. Ainda mais se comparados aos argentinos ou chilenos, por exemplo. O retorno \u00e0 democracia p\u00f3s-ditadura foi visto muito mais como resultado de negocia\u00e7\u00f5es entre elites do que fruto de uma press\u00e3o popular. E as eventuais mobiliza\u00e7\u00f5es e protestos ocorridos nas primeiras d\u00e9cadas ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o empalideceram comparados \u00e0s grandes marchas nos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sistematicamente, votar a cada quatro anos representava a maneira mais clara e tamb\u00e9m a mais ambiciosa de se envolver na pol\u00edtica. Outras modalidades permaneciam fora do radar p\u00fablico. Por isso, o coro de vozes surpresas entre cientistas sociais e jornalistas quando, em 2013, manifesta\u00e7\u00f5es isoladas em algumas cidades brasileiras em favor de descontos no transporte p\u00fablico para estudantes rapidamente se transformaram em protestos de propor\u00e7\u00f5es hom\u00e9ricas com uma agenda multitem\u00e1tica e uma aspira\u00e7\u00e3o de melhorar a qualidade da democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o participativa n\u00e3o tardou em ser instrumental \u00e0 desestabiliza\u00e7\u00e3o do governo de turno, democraticamente eleito. A natureza da superioridade moral com a qual esse ideal c\u00edvico \u00e9 geralmente postulado favorece a justificativa de sua exist\u00eancia al\u00e9m de seus efeitos contr\u00e1rios \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Tamb\u00e9m favorece sua penetra\u00e7\u00e3o em um discurso de indigna\u00e7\u00e3o \u00e9tica e julgamento normativo. O resultado \u00e9 conhecido: tr\u00eas anos depois, a ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff foi afastada via impeachment, para j\u00fabilo geral de muitos que encarnavam o modelo do cidad\u00e3o vigilante e militante. As regras do jogo foram dobradas para que uma coaliz\u00e3o de centro-direita ocupasse a presid\u00eancia e, dois anos depois, a extrema direita chegou ao poder com Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>O atual aparente vazio da cena p\u00fablica pelos indiv\u00edduos (al\u00e9m de algum evento isolado, como a convoca\u00e7\u00e3o de milhares de simpatizantes de um \u00fanico signo ideol\u00f3gico para um ato personalista no final de fevereiro de 2024) est\u00e1 longe de representar o triunfo da apatia ou um alerta de uma suposta indiferen\u00e7a democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tampouco simboliza a satisfa\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria com a gest\u00e3o do atual governo ou a supera\u00e7\u00e3o da polariza\u00e7\u00e3o efetiva que rapidamente incentivou a tomada das ruas h\u00e1 alguns anos. Parece mais uma razo\u00e1vel digest\u00e3o silenciosa de m\u00e9todos e objetivos para favorecer ideais plaus\u00edveis de representa\u00e7\u00e3o e controle efetivo do interesse p\u00fablico sem sacrificar ou arriscar a governabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos doze meses, vimos uma desativa\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es e da participa\u00e7\u00e3o popular no Brasil que chega a surpreender&#8230; ao menos at\u00e9 o domingo, 25 de fevereiro, quando Bolsonaro convocou seus apoiadores a mostrar sua for\u00e7a mobilizadora. Como interpretar a aus\u00eancia de mobiliza\u00e7\u00f5es nas ruas?<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":38503,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[17104,16708],"tags":[15839],"gps":[],"class_list":{"0":"post-38487","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-opinion-publica-pt-br","8":"category-politica-pt-br","9":"tag-ideias-pt-br"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38487"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38487\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38503"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38487"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=38487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}