{"id":39865,"date":"2024-04-21T06:00:00","date_gmt":"2024-04-21T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=39865"},"modified":"2024-04-23T19:20:20","modified_gmt":"2024-04-23T22:20:20","slug":"os-presidentes-ex-guerrilheiros-na-america-latina-foram-experiencias-boas-ou-ruins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/os-presidentes-ex-guerrilheiros-na-america-latina-foram-experiencias-boas-ou-ruins\/","title":{"rendered":"Os presidentes ex-guerrilheiros na Am\u00e9rica Latina: foram experi\u00eancias boas ou ruins?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Depois do triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, em 1\u00ba de janeiro de 1959, <\/em><a href=\"https:\/\/www.colombiainforma.info\/cinco-presidentes-exguerrilleros-en-america-latina-cambio-de-tacticas-o-integracion\/\"><em>sete ex-guerrilheiros assumiram a dire\u00e7\u00e3o do Estado<\/em><\/a><em> na Am\u00e9rica Latina: Fidel e Ra\u00fal Castro, Daniel Ortega, Jos\u00e9 Mujica, Dilma Rousseff, Salvador S\u00e1nchez Cer\u00e9n e Gustavo Petro, que deixaram boas e m\u00e1s experi\u00eancias. Em qual das duas se encontra o governo colombiano atual?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como pode ser visto na tabela apresentada a seguir, em seis na\u00e7\u00f5es latino-americanas, ex-guerrilheiros chegaram \u00e0 lideran\u00e7a do Estado nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Em dois pa\u00edses, Cuba e Nicar\u00e1gua, como resultado das duas \u00fanicas revolu\u00e7\u00f5es triunfantes na Am\u00e9rica Latina (1959 e 1979), que derrubaram os governos ditatoriais do General Fulgencio Batista e do cl\u00e3 Somoza; em outros dois pa\u00edses, Brasil e Uruguai, ex-membros de grupos guerrilheiros derrotados, Jos\u00e9 Mujica e Dilma Rousseff, ap\u00f3s anos de pris\u00e3o e penosas torturas, ressurgiram das cinzas e triunfaram em elei\u00e7\u00f5es transparentes em 2010 e 2011, respectivamente. Finalmente, em duas na\u00e7\u00f5es, El Salvador e Col\u00f4mbia, ex-membros de movimentos guerrilheiros que assinaram acordos de paz e fizeram a transi\u00e7\u00e3o &#8220;das armas para a pol\u00edtica&#8221; foram eleitos chefes de Estado, Salvador S\u00e1nchez Cer\u00e9n (2014) e Gustavo Petro (2022).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o inclu\u00edmos Hugo Ch\u00e1vez nesse quadro porque, embora quando jovem oficial estivesse sob a influ\u00eancia do l\u00edder guerrilheiro mais emblem\u00e1tico da \u00e9poca, Douglas Bravo &#8211; que n\u00e3o abra\u00e7ou o processo de paz do final da d\u00e9cada de 1960 e continuou armado por meio do Partido de la Revoluci\u00f3n Venezolana e sua Frente Armada de Liberaci\u00f3n Nacional (PRV-FALN) -, rompeu os la\u00e7os em 1986. Nesse ano, Ch\u00e1vez formou uma fac\u00e7\u00e3o militar clandestina chamada Movimento Bolivariano Revolucion\u00e1rio (MBR-200), que seria fundamental para sua ascens\u00e3o ao poder anos mais tarde. Em outras palavras, Ch\u00e1vez n\u00e3o foi, a rigor, um guerrilheiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quadro. Presidentes ex-guerrilleros na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong><em>Pa\u00eds<\/em><\/strong><\/td><td><strong><em>Presidente ex-guerrillero<\/em><\/strong><\/td><td><strong><em>Per\u00edodo<\/em><\/strong><\/td><td><strong><em>Grupo guerrilheiro<\/em><\/strong><\/td><td><strong><em>Partido ou coaliz\u00e3o de governo<\/em><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Cuba<\/td><td>Fidel CastroRa\u00fal Castro<\/td><td>1959-20082008-2018<\/td><td>Movimiento 26 de Julio<\/td><td>Partido Comunista de Cuba<\/td><\/tr><tr><td>Nicar\u00e1gua<\/td><td>Daniel Ortega<\/td><td>1985-19902007-20122012-20172017-20222022-2027<\/td><td>Frente Sandinista de Liberaci\u00f3n Nacional&nbsp;<\/td><td>FSLN<\/td><\/tr><tr><td>Uruguai<\/td><td>Jos\u00e9 Mujica<\/td><td>2010-2015<\/td><td>Movimiento de Liberaci\u00f3n Nacional \u2013 Tupamaros<\/td><td>Frente Unido<\/td><\/tr><tr><td>Brasil<\/td><td>Dilma Rousseff<\/td><td>2011-2016<\/td><td>Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria-Palmares<\/td><td>Partido dos Trabalhadores<\/td><\/tr><tr><td>El Salvador<\/td><td>Salvador S\u00e1nchez<\/td><td>2014-2019<\/td><td>Frente Farabundo Mart\u00ed para la Liberaci\u00f3n Nacional<\/td><td>FMLN<\/td><\/tr><tr><td>Col\u00f4mbia<\/td><td>Gustavo Petro<\/td><td>2022-2026<\/td><td>Movimiento 19 de Abril<\/td><td>Pacto Hist\u00f3rico<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Cuba: a fam\u00edlia Castro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os irm\u00e3os Fidel e Ra\u00fal Castro estiveram \u00e0 frente do Estado por 59 anos, entre 1959 e 2018, e implantaram gradualmente um sistema de partido \u00fanico. Em 1961, o Movimento 26 de Julho se fundiu com o Partido Socialista Popular e outras organiza\u00e7\u00f5es para formar as chamadas Organiza\u00e7\u00f5es Revolucion\u00e1rias Integradas (ORI), que, depois de muitos altos e baixos, em 3 de outubro de 1965 assumiu o nome definitivo de Partido Comunista de Cuba (PCC), que governa ininterruptamente at\u00e9 hoje. Fidel Castro, o presidente mais longevo do mundo desde 1900 at\u00e9 os dias atuais &#8211; esteve \u00e0 frente do Estado por 49 anos, entre 1959 e 2008 &#8211; foi substitu\u00eddo por seu irm\u00e3o Ra\u00fal, que, por sua vez, foi substitu\u00eddo por Miguel D\u00edaz-Canel.<\/p>\n\n\n\n<p>Cuba deixou de ser, h\u00e1 muitos anos, a &#8220;Nova Jerusal\u00e9m&#8221; &#8211; como foi para a minha gera\u00e7\u00e3o de esquerda &#8211; e hoje, salvo uma surpreendente mudan\u00e7a de rumo (por exemplo, a ado\u00e7\u00e3o do modelo atual da Rep\u00fablica Socialista do Vietn\u00e3, com sua ampla economia de mercado), vive uma crise ainda maior do que a que sofreu ap\u00f3s o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, no chamado &#8220;per\u00edodo especial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nicar\u00e1gua: a fam\u00edlia Ortega<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Ortega tornou-se inicialmente o chefe de Estado como membro da Junta que substituiu Anastasio Somoza Debayle e seu sucessor por algumas horas entre 17 e 18 de julho de 1979, Francisco Urcuyo, ap\u00f3s a fuga do \u00faltimo membro da dinastia Somoza.<\/p>\n\n\n\n<p>A Junta de Gobierno de Reconstrucci\u00f3n Nacional era composta por seu coordenador, Daniel Ortega, membro da Dire\u00e7\u00e3o Nacional Conjunta do FSLN; Mois\u00e9s Hassan, da Frente Patri\u00f3tica Nacional; Sergio Ram\u00edrez, escritor e membro do chamado Grupo dos Doze; Alfonso Robelo, empres\u00e1rio e membro do Movimento Democr\u00e1tico Nicaraguense; e, por \u00faltimo, Violeta Barrios, vi\u00fava do diretor do jornal<em> La Prensa<\/em>, Pedro Joaqu\u00edn Chamorro, que foi assassinado pela ditadura somozista em 1978 e que viria a ser &#8220;a fa\u00edsca&#8221; da ditadura de Somoza; para recordar um texto de Mao Tse-Tung.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tratava-se de uma junta pluralista que permitiu deixar para tr\u00e1s a atroz dinastia Somoza &#8211; que comandou o pa\u00eds com m\u00e3o de ferro entre 1947 e 1987 &#8211; e iniciar a transi\u00e7\u00e3o para a democracia. Em 1985, Daniel Ortega foi eleito em uma elei\u00e7\u00e3o limpa em nome do FSLN, seguido pelos governos de Violeta Barrios, Arnaldo Alem\u00e1n e Enrique Bola\u00f1os at\u00e9 o retorno triunfante de Daniel Ortega em 2007, que at\u00e9 hoje n\u00e3o abandonou o poder gra\u00e7as a in\u00fameras fraudes eleitorais, truques legais e persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, nos dois pa\u00edses em que houve revolu\u00e7\u00f5es triunfantes, seus l\u00edderes, desde o in\u00edcio (Fidel Castro) ou anos depois (Daniel Ortega), acabaram sendo conduzidos ao poder com uma clara lideran\u00e7a caudilhista com tra\u00e7os messi\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uruguai: Jos\u00e9 Mujica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro ex-guerrilheiro a se tornar presidente na Am\u00e9rica Latina entre 2010 e 2015 foi Jos\u00e9 Mujica, ex-dirigente do Movimiento de Liberaci\u00f3n Nacional-Tupamaros. Ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o para a democracia e sua sa\u00edda da pris\u00e3o &#8211; onde passou 15 anos em confinamento solit\u00e1rio &#8211; ele se tornou membro da lideran\u00e7a do Movimento de Participa\u00e7\u00e3o Popular (MPP), um componente da Frente Ampla que o levou ao poder e que reunia os principais partidos e correntes pol\u00edticas da esquerda uruguaia.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;presidente mais pobre do mundo&#8221;, que aos 88 anos de idade ainda vive em sua modesta casa de campo nos arredores de Montevid\u00e9u, na companhia da tamb\u00e9m ex-presidente e ex-senadora Luc\u00eda Topolansky, \u00e9 de longe o mais admir\u00e1vel e respeitado dos ex-guerrilheiros que chegaram ao poder na Am\u00e9rica Latina. Sua humildade, sua enorme sensibilidade humana, sua pureza e sua capacidade de criar consenso o tornam &#8220;fora do comum&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil: Dilma Rousseff<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um ano depois de Mujica, em 1\u00ba de janeiro de 2011, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher a se tornar Presidente da Rep\u00fablica no Brasil. A &#8220;Joana D&#8217;Arc da subvers\u00e3o&#8221; &#8211; como foi chamada por um promotor do ex\u00e9rcito durante seu julgamento em um tribunal militar &#8211; era integrante do movimento guerrilheiro Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria-Palmares (VAR Palmares), que foi um dos grupos que enfrentaram o regime militar instalado no Brasil em 1964. Detida em 1970, foi severamente torturada e mantida em condi\u00e7\u00f5es subumanas por tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o de seu governo \u00e9, sem d\u00favida, agridoce, pois suas importantes conquistas &#8211; em 2013, a revista <em>Forbes<\/em> a classificou, depois de Angela Merkel, como a segunda mulher mais proeminente do mundo &#8211; foram ofuscadas por seu impeachment pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>El Salvador: Salvador S\u00e1nchez Cer\u00e9n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O professor e mais tarde membro da lideran\u00e7a das For\u00e7as Populares de Liberta\u00e7\u00e3o (FPL), uma das cinco organiza\u00e7\u00f5es que compunham a FMLN, tornou-se presidente da Rep\u00fablica em substitui\u00e7\u00e3o ao renomado jornalista Mauricio Funes, que esteve \u00e0 frente do poder executivo entre 2014 e 2019 em nome da FMLN e que acabaria residindo na Nicar\u00e1gua &#8211; onde Daniel Ortega lhe concedeu a nacionalidade &#8211; para escapar da justi\u00e7a em seu pa\u00eds, que o procurava por atos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o dos dois mandatos do FMLN n\u00e3o foi muito animador, pois seu fracasso manifesto em diversos n\u00edveis e, em especial, na gest\u00e3o da ordem p\u00fablica interna abriu caminho para Nayib Bukele, o l\u00edder autorit\u00e1rio mais <em>cool<\/em> do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Col\u00f4mbia: Gustavo Petro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E, finalmente, na Col\u00f4mbia de hoje, <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/a-encruzilhada-da-mudanca-no-primeiro-ano-de-governo-de-gustavo-petro\/\">o ex-membro do Movimento 19 de Abril, Gustavo Petro<\/a>, est\u00e1 \u00e0 frente do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O balan\u00e7o de ex-guerrilheiros no poder tem sido positivo ou negativo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resposta n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvia, pois houve tanto experi\u00eancias muito positivas, como foi o caso de Jos\u00e9 Mujica no Uruguai, quanto desastres manifestos, como o de Daniel Ortega (especialmente o Ortega dos \u00faltimos anos) na Nicar\u00e1gua. Em outras palavras, o equil\u00edbrio \u00e9 agridoce.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, se excluirmos os casos de Cuba, com seu sistema de partido \u00fanico, e da Nicar\u00e1gua, nos \u00faltimos anos, por meio de uma &#8220;autocracia eleitoral&#8221;, ou seja, um pluralismo fict\u00edcio constru\u00eddo com base no benef\u00edcio do partido no poder e na redu\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o, no restante das experi\u00eancias (Uruguai, Brasil e El Salvador) a democracia liberal se manteve firme pelo menos durante o mandato desses governos &#8211; depois vieram os governos Bolsonaro e Bukele &#8211; e, no caso da Col\u00f4mbia, \u00e9 um processo em andamento, cujo resultado desconhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00eaxito ou o fracasso depende de diversos fatores que exigiriam uma investiga\u00e7\u00e3o muito rigorosa (por exemplo, a for\u00e7a ou a fraqueza das tradi\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas que n\u00e3o eram semelhantes, por exemplo, no Uruguai e na Nicar\u00e1gua), mas, nesta ocasi\u00e3o, gostaria de destacar o papel da personalidade e o projeto pol\u00edtico do l\u00edder que chega ao poder. A personalidade caudilhista de um Daniel Ortega (e a arrog\u00e2ncia do triunfo revolucion\u00e1rio) n\u00e3o \u00e9 a mesma que a personalidade comedida de um Jos\u00e9 Mujica (e a humildade da derrota).<\/p>\n\n\n\n<p>Os presidentes ex-guerrilheiros que iniciaram mudan\u00e7as graduais com altos n\u00edveis de consenso nacional foram os mais bem-sucedidos (Brasil, Uruguai). Por outro lado, os presidentes que embarcaram em projetos rupturistas acabaram tendo resultados fracos a longo prazo (Cuba, Nicar\u00e1gua).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse complexo quadro \u00e9 um convite ao otimismo ou ao pessimismo? A Col\u00f4mbia est\u00e1 se encaminhando para uma &#8220;autocracia eleitoral&#8221; como a Nicar\u00e1gua de Daniel Ortega? Depois de um governo progressista, o p\u00eandulo pol\u00edtico oscilar\u00e1 para a extrema direita, como aconteceu em El Salvador com Nayib Bukele e no Brasil com Jair Bolsonaro? Ou, depois do governo de Petro, haver\u00e1 um l\u00edder moderado de centro, centro-direita ou centro-esquerda?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos prever o futuro. Mas, de qualquer forma, espero que Petro se olhe no espelho: com quem ele quer se parecer: Mujica ou Ortega?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Am\u00e9rica Latina, sete presidentes tiveram antecedentes guerrilheiros. Os que optaram por mudan\u00e7as graduais tiveram mais \u00eaxito, enquanto aqueles que optaram por projetos rupturistas fracassaram. <\/p>\n","protected":false},"author":502,"featured_media":39850,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[16896,16708,16727],"tags":[15839],"gps":[],"class_list":{"0":"post-39865","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-lideres-politicos-pt-br","8":"category-politica-pt-br","9":"category-izquierda-pt-br","10":"tag-ideias-pt-br"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/502"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39865\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39865"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=39865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}