{"id":40979,"date":"2024-06-02T06:00:00","date_gmt":"2024-06-02T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=40979"},"modified":"2024-06-02T14:54:00","modified_gmt":"2024-06-02T17:54:00","slug":"mulheres-presidentas-e-primeiras-ministras-a-excepcionalidade-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/mulheres-presidentas-e-primeiras-ministras-a-excepcionalidade-continua\/","title":{"rendered":"Mulheres presidentas e primeiras-ministras: a excepcionalidade continua?"},"content":{"rendered":"\n<p>V\u00e1rias d\u00e9cadas se passaram desde que uma mulher ocupou pela primeira vez o mais alto cargo executivo em um pa\u00eds. Foi em 1960 no Sri Lanka, onde <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/biography\/Sirimavo-Bandaranaike\">Sirimavo Ratwatte Bandaranaike<\/a> (1916-2000) tornou-se primeira-ministra depois que seu partido obteve a maioria dos votos no Parlamento. Na mesma d\u00e9cada, mais duas mulheres ocuparam esse cargo: <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/search?query=Indira+Gandhi+\">Indira Gandhi<\/a> (1917-1984), na \u00cdndia, em 1966, e <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/biography\/Golda-Meir\">Golda Meir<\/a> (1898-1978), em Israel, em 1969.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que as mulheres que ocuparam esses cargos o fizeram apesar da persist\u00eancia dos pap\u00e9is de g\u00eanero e dos preconceitos baseados na ideia de que os espa\u00e7os p\u00fablicos, a tomada de decis\u00f5es e o exerc\u00edcio do poder pol\u00edtico n\u00e3o pertencem a elas. Al\u00e9m disso, a quebra do <em>teto de vidro<\/em> mostra que os obst\u00e1culos n\u00e3o s\u00e3o absolutos e que est\u00e1 ocorrendo uma transforma\u00e7\u00e3o no imagin\u00e1rio social, na opini\u00e3o p\u00fablica, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s capacidades das mulheres que, embora pare\u00e7a estar se movendo em um ritmo muito lento, \u00e9 impar\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A chegada das mulheres aos n\u00edveis mais altos do Executivo tem um efeito sobre a representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, ainda mais do que a das mulheres parlamentares, devido \u00e0 visibilidade do cargo que ocupam. Isso foi reconhecido por <a href=\"https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/tesis?codigo=324718\">Michelle Bachelet<\/a>, duas vezes presidenta do Chile (2006-2010 e 2014-2018) e a mulher pol\u00edtica latino-americana mais reconhecida no cen\u00e1rio mundial: \u201c<a href=\"https:\/\/revistas.ucm.es\/index.php\/MESO\/article\/view\/MESO0909120191A\/21229\">se antes as meninas me diziam que queriam ser m\u00e9dicas, agora elas me dizem que querem ser presidentas. Isso \u00e9 bom para o pa\u00eds<\/a>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o rompimento do <em>teto de vidro<\/em> n\u00e3o significa que as mulheres no Executivo n\u00e3o enfrentem outras barreiras no exerc\u00edcio de sua lideran\u00e7a pol\u00edtica, inclusive o <em>labirinto de vidro<\/em>, que est\u00e1 ligado \u00e0s reviravoltas, encontros e mal-entendidos pelos quais elas passam durante seu mandato. Isso envolve a supera\u00e7\u00e3o de um n\u00famero maior de obst\u00e1culos do que aqueles enfrentados pelos pol\u00edticos homens, alguns dos quais est\u00e3o especificamente ligados ao fato de serem mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez o maior obst\u00e1culo enfrentado pelas mulheres pol\u00edticas, entretanto, seja o \u201c<em>penhasco de vidro<\/em>\u201d. Ele consiste, por um lado, no fato de as mulheres concorrerem a cargos eletivos em distritos eleitorais onde seus partidos t\u00eam pouca chance de conquistar uma cadeira (n\u00e3o raro para cumprir a cota de g\u00eanero) e, por outro lado, no fato de as mulheres serem indicadas para o Executivo em momentos de crise pol\u00edtica muito s\u00e9ria, quando decis\u00f5es impopulares precisam ser tomadas, o que coloca sua lideran\u00e7a em risco e pode levar a quedas abruptas.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira-ministra brit\u00e2nica <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/biography\/Margaret-Thatcher\">Margaret Thatcher<\/a> (1925-2013) teve experi\u00eancias relacionadas ao primeiro caso: o Partido Conservador a apresentou duas vezes como candidata em um distrito eleitoral dominado pelos trabalhistas e, em ambos os casos, ela perdeu. Tudo isso antes de ocupar o cargo de primeira-ministra. Em rela\u00e7\u00e3o ao segundo caso, v\u00e1rias presidentas latino-americanas, designadas e n\u00e3o eleitas pelo povo, tiveram de enfrentar momentos particularmente convulsivos do ponto de vista pol\u00edtico; suas a\u00e7\u00f5es geraram rejei\u00e7\u00e3o por parte do eleitorado e fortes questionamentos, em que est\u00e3o interligadas as m\u00e1s decis\u00f5es pol\u00edticas (ou at\u00e9 mesmo den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o) e o fato de serem mulheres (Jeanine \u00c1\u00f1ez na Bol\u00edvia, Dina Boluarte no Peru, para citar dois casos recentes).<\/p>\n\n\n\n<p>Os par\u00e1grafos anteriores indicam que <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/es\/mujeres-derechos-politicos-y-desigualdades-donde-estamos-en-america-latina\/\">o caminho das mulheres pol\u00edticas at\u00e9 o Executivo<\/a> \u00e9 cheio de espinhos, pedras, buracos e trilhas que n\u00e3o impedem que um n\u00famero cada vez maior de mulheres l\u00edderes supere as barreiras que enfrentam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que dizem os n\u00fameros?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde a long\u00ednqua d\u00e9cada de 1960 at\u00e9 os dias de hoje, pouco mais de 70 pa\u00edses (de um total de 193) tiveram uma mulher como presidenta, primeira-ministra, chefe de estado ou de governo, de acordo com os diferentes projetos institucionais existentes. Em suma, uma mulher nos n\u00edveis mais altos de tomada de decis\u00f5es do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, seis mulheres lideravam os Executivos do mundo. Na d\u00e9cada de 1980, eram sete. A d\u00e9cada de 1990 registrou um salto significativo, quando 26 mulheres ocuparam esses cargos. A entrada do s\u00e9culo XXI trouxe um aumento nesse n\u00famero para trinta e sete mulheres entre 2000 e 2009, de acordo com os dados de <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/pdf\/10.1177\/0192512109354470\">Farida Jalalzai e Mona Lena Krook de 2010<\/a>. At\u00e9 2023, um total de 36 mulheres presidentas, primeiras-ministras, chefes de estado ou de governo foram contabilizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o mapa \u201c <a href=\"https:\/\/www.unwomen.org\/es\/digital-library\/publications\/2023\/03\/women-in-politics-map-2023\">Mulheres na pol\u00edtica: 2023<\/a>\u201d, produzido pela Uni\u00e3o Interparlamentar e pela ONU Mulheres, em 1\u00ba de janeiro de 2023, apenas 17 dos 151 pa\u00edses tinham uma mulher como chefe de Estado, o que representa 11,3%. No caso das mulheres chefes de governo, o mesmo relat\u00f3rio indica que h\u00e1 19 mulheres em um total de 193, ou seja, 9,8%. Esses dados mostram que as mulheres que ocupam esses cargos constituem um grupo minorit\u00e1rio e que atingir esses n\u00edveis para as mulheres continua sendo uma ocorr\u00eancia excepcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante observar que algumas das democracias ocidentais mais consolidadas, como os Estados Unidos e a Fran\u00e7a, nunca tiveram uma presidenta mulher. Enquanto isso, no Reino Unido, com duas primeiras-ministras mulheres, Margaret Thatcher (1979-1990) e <a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/search?query=Theresa+May+\">Theresa May<\/a> (2016-2019), o<em> teto de vidro <\/em>dificilmente foi quebrado, conforme demonstrado por pesquisas que conclu\u00edram que, durante o mandato de May, os estere\u00f3tipos de g\u00eanero se aprofundaram em compara\u00e7\u00e3o com os existentes durante o governo de Thatcher.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, os pa\u00edses n\u00f3rdicos (Dinamarca, Finl\u00e2ndia, Isl\u00e2ndia, Noruega e Su\u00e9cia) s\u00e3o uma <em>rara avis<\/em>. Nesses pa\u00edses, as mulheres no parlamento representam 45,7% do total, uma porcentagem que est\u00e1 acima das m\u00e9dias de outras regi\u00f5es do mundo. Al\u00e9m disso, todos eles tiveram &#8211; pelo menos uma vez &#8211; uma primeira-ministra, e a Finl\u00e2ndia teve tr\u00eas, incluindo a mulher mais jovem a ocupar esse cargo no mundo, <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/68444429\/Liderazgo_pol%C3%ADtico_de_mujeres_en_tiempos_de_COVID_19\">Sanna Marin<\/a>, que o fez aos 34 anos e se destacou por sua boa gest\u00e3o da COVID-19, principalmente devido ao bom uso das redes sociais para transmitir sua mensagem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a chegada das mulheres n\u00f3rdicas, foi abandonada uma das hip\u00f3teses mais frequentes no estudo das mulheres no Executivo, baseada no pressuposto de que elas passaram a ocupar esses cargos por terem parentesco com um pol\u00edtico do sexo masculino, em pa\u00edses que estavam saindo de per\u00edodos pol\u00edticos inst\u00e1veis, em novas democracias ou em per\u00edodos p\u00f3s-transi\u00e7\u00e3o. Na Am\u00e9rica Latina, tamb\u00e9m, essas hip\u00f3teses est\u00e3o come\u00e7ando a desmoronar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As mulheres presidentas e primeiras-ministras na Am\u00e9rica Latina e no Caribe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa regi\u00e3o e tamb\u00e9m no mundo, a primeira mulher que ocupou o cargo de presidenta foi <a href=\"https:\/\/www.bibhuma.fahce.unlp.edu.ar\/Author\/Home?author=Mart%C3%ADnez+de+Per%C3%B3n%2C+Mar%C3%ADa+Estela\">Mar\u00eda Estela Mart\u00ednez de Per\u00f3n<\/a>, na Argentina, em 1974, ap\u00f3s a morte de seu marido Juan Domingo Per\u00f3n. Mas foi <a href=\"https:\/\/www.cidob.org\/biografias_lideres_politicos\/america_central_y_caribe\/nicaragua\/violeta_barrios_de_chamorro\">Violeta Barrios de Chamorro<\/a>, na Nicar\u00e1gua, a primeira mulher do continente a ser eleita presidenta por meio do voto popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, a candidatura de Violeta era carregada de simbolismo, n\u00e3o apenas por ser vi\u00fava de Pedro Joaqu\u00edn Chamorro Cardenal, assassinado pela ditadura de Somoza, mas tamb\u00e9m por representar a figura da m\u00e3e que uniria os irm\u00e3os &#8211; sandinistas e contras &#8211; envolvidos em uma luta fratricida.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, houve quatorze mulheres presidentas e tr\u00eas primeiras-ministras (essas tr\u00eas de pa\u00edses caribenhos). Dessas quatorze, oito foram eleitas pelo voto popular: Cristina Fern\u00e1ndez de Kirchner (Argentina), Sandra Mason (Barbados), Dilma Rousseff (Brasil), Michelle Bachelet (Chile), Laura Chinchilla (Costa Rica), Xiomara Castro de Zelaya (Honduras), Violeta Barrios de Chamorro (Nicar\u00e1gua) e Mireya Moscoso (Panam\u00e1). As outras seis foram presidentas provis\u00f3rias ou interinas, ou foram nomeadas constitucionalmente para ocupar o cargo na aus\u00eancia do homem que ocupava a presid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode negar que algumas das presidentas t\u00eam la\u00e7os de parentesco com pol\u00edticos homens, na maioria dos casos como esposas, mas algumas consolidaram lideran\u00e7as sem a presen\u00e7a desses la\u00e7os, como no caso de Michelle Bachelet. Outras, como <a href=\"https:\/\/www.cidob.org\/biografias_lideres_politicos\/america_del_sur\/argentina\/cristina_fernandez_de_kirchner\">Cristina Fern\u00e1ndez de Kirchner<\/a>, t\u00eam sua pr\u00f3pria lideran\u00e7a, mais antiga do que a desenvolvida por seu marido, que tamb\u00e9m ocupou a presid\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9xico: a excepcionalidade em meio \u00e0 excepcionalidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, em que ocupar o cargo de presidenta ou primeira-ministra continua a ser excepcional, e ainda est\u00e1 longe o dia em que ser uma mulher pol\u00edtica n\u00e3o envolver\u00e1 artigos de jornal destacando esse fato, chegamos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais no M\u00e9xico, que ser\u00e3o realizadas hoje, domingo, e nas quais h\u00e1 pouca d\u00favida de que ser\u00e3o vencidas por uma mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso torna o pa\u00eds asteca uma exce\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 exce\u00e7\u00e3o. Pela primeira vez em um pa\u00eds latino-americano, as duas primeiras candidatas, aquelas com chances reais de vit\u00f3ria, s\u00e3o representadas por mulheres: Claudia Sheinbaum (Morena) e X\u00f3chitl G\u00e1lvez (Fuerza y Coraz\u00f3n).<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3xima presidenta do M\u00e9xico promover\u00e1 a representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica das mulheres, o que \u00e9 uma boa not\u00edcia. Resta saber qual ser\u00e1 o progresso em termos de representa\u00e7\u00e3o substantiva, aquela que est\u00e1 vinculada aos interesses das mulheres e ao progresso no exerc\u00edcio de seus direitos humanos, inclusive o direito a uma vida livre de viol\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres que ocuparam esses cargos o fizeram apesar da persist\u00eancia dos pap\u00e9is de g\u00eanero e dos preconceitos baseados na ideia de que os espa\u00e7os p\u00fablicos, a tomada de decis\u00f5es e o exerc\u00edcio do poder pol\u00edtico n\u00e3o pertencem a elas.<\/p>\n","protected":false},"author":257,"featured_media":40984,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[16741],"tags":[15839],"gps":[],"class_list":{"0":"post-40979","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mujeres-pt-br","8":"tag-ideias-pt-br"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/257"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40979\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40979"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=40979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}