{"id":41019,"date":"2024-06-03T09:00:00","date_gmt":"2024-06-03T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=41019"},"modified":"2024-06-03T15:54:25","modified_gmt":"2024-06-03T18:54:25","slug":"claudia-sheinbaum-pardo-presidenta-do-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/claudia-sheinbaum-pardo-presidenta-do-mexico\/","title":{"rendered":"Claudia Sheinbaum Pardo, presidenta do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"\n<p>214 anos depois que o M\u00e9xico iniciou seu processo de independ\u00eancia para se tornar uma Rep\u00fablica, em 16 de setembro de 1810, pela primeira vez uma mulher foi eleita presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2024\/06\/com-carreira-ambiental-futura-presidente-do-mexico-lida-com-sombra-de-amlo.shtml\">Claudia Sheinbaum Pardo<\/a>, de 61 anos, a 66\u00aa presidente, que em 1\u00ba de outubro de 2024 assumir\u00e1 o cargo de chefe de Estado e de governo dos Estados Unidos Mexicanos, a segunda maior economia da Am\u00e9rica Latina e, como destaca<a href=\"https:\/\/www.jenniferpiscopo.com\/\"> Jenifer M. Piscopo<\/a>, da Universidade Royal Holloway de Londres, o primeiro aliado comercial dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados oficiais do Instituto Nacional Eleitoral do M\u00e9xico, Sheinbaum Pardo, representando a coaliz\u00e3o <em>Sigamos Haciendo Historia<\/em>, composta pelo governista Movimento de Regenera\u00e7\u00e3o Nacional (Morena), o Partido Trabalhista e o Partido Verde Ecologista do M\u00e9xico, superou seu principal rival, a candidata X\u00f3chitl G\u00e1lvez, da coaliz\u00e3o <em>Fuerza y Coraz\u00f3n por M\u00e9xico<\/em>, composta pelo Partido de A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN), o Partido Revolucion\u00e1rio Institucional (PRI) e o Partido da Revolu\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica (PRD).<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Sheinbaum Pardo ser\u00e1 a presidenta de um pa\u00eds que, de acordo com o Censo Populacional e Habitacional de 2020, tem 126.014.024 habitantes, dos quais 64.540.634 s\u00e3o mulheres e 61.473.390 s\u00e3o homens. Embora pare\u00e7a claro que ela ser\u00e1 a presidenta de todos, \u00e9 importante reiterar isso quando come\u00e7arem a ser feitas as exig\u00eancias (que ser\u00e3o) sobre seus resultados, seus erros e sua falta de a\u00e7\u00e3o pela causa das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos considerar que as mulheres que ocupam esses cargos s\u00e3o avaliadas com mais severidade do que os homens e, quando incorporam a igualdade em suas agendas, fazem o que podem diante das barreiras &#8211; institucionais, culturais, at\u00e9 mesmo de seus pr\u00f3prios aliados partid\u00e1rios &#8211; que as confrontam e limitam seus objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Espera-se que as mulheres que assumem a presid\u00eancia de um pa\u00eds estabele\u00e7am medidas de igualdade em um ritmo maior do que o exigido dos presidentes, como se estes \u00faltimos n\u00e3o tivessem o mesmo compromisso com a cidadania e n\u00e3o fossem t\u00e3o obrigados quanto aquelas a estabelecer mecanismos para a promo\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se observar que, embora seja verdade que uma mulher nessa posi\u00e7\u00e3o seja uma refer\u00eancia para outras, sua chegada n\u00e3o implica necessariamente que medidas em favor da igualdade ser\u00e3o estabelecidas ou que uma agenda em favor das mulheres ser\u00e1 implementada. Durante a campanha presidencial mexicana, diferentes vozes de movimentos feministas e de mulheres disseram que a presen\u00e7a de uma mulher na presid\u00eancia, por si s\u00f3, n\u00e3o garantiria a implementa\u00e7\u00e3o da agenda feminista.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 experi\u00eancias de mulheres que lideraram os executivos de seus pa\u00edses e cuja presen\u00e7a n\u00e3o levou a mudan\u00e7as substanciais em favor de seus pares. Na maioria dos casos, elas s\u00e3o conservadoras e membros de partidos de direita, centro-direita ou democratas-crist\u00e3os. Um exemplo disso \u00e9 Margaret Thatcher, do Partido Conservador do Reino Unido, que em v\u00e1rias ocasi\u00f5es se envolveu em disputas e denegriu os movimentos feministas brit\u00e2nicos. Em nossa regi\u00e3o, h\u00e1 o caso de Laura Chinchilla, a primeira &#8211; e at\u00e9 agora \u00fanica &#8211; presidente da Costa Rica durante o per\u00edodo de 2010-2014 pelo Partido da Liberta\u00e7\u00e3o Nacional. Suas disputas com os movimentos feministas e de mulheres come\u00e7aram durante sua campanha presidencial, com v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es at\u00e9 mesmo emitindo um comunicado no qual apontavam que a candidata n\u00e3o as representava como mulheres. Durante seu mandato, o questionamento se intensificou.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 preciso reconhecer que a chegada de uma mulher \u00e0 presid\u00eancia \u00e9 uma boa not\u00edcia, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem \u00e9 Claudia Sheinbaum Pardo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Sheinbaum Pardo tem credenciais acad\u00eamicas de alto n\u00edvel e ampla experi\u00eancia em quest\u00f5es ambientais. Ela \u00e9 bacharel em F\u00edsica, mestre e doutora em Engenharia El\u00e9trica pela Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (UNAM); pesquisadora do Instituto de Engenharia da mesma institui\u00e7\u00e3o (atualmente em licen\u00e7a do cargo p\u00fablico); membro do Sistema Nacional de Pesquisadores (SNI); com dezenas de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre energia, meio ambiente e desenvolvimento econ\u00f4mico, e um \u00edndice h 23 na Scopus. Al\u00e9m disso, foi consultora das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Energia e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, que recebeu o Pr\u00eamio Nobel da Paz em 2007 por seus esfor\u00e7os para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Isso constitui, segundo Pierre Bourdieu, parte de seu capital cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova presidenta nasceu na Cidade do M\u00e9xico, \u00e9 m\u00e3e de descend\u00eancia judaica, neta de emigrantes da Litu\u00e2nia e da Bulg\u00e1ria. Ela \u00e9 filha do qu\u00edmico Carlos Sheinbaum Yoselevitz e da bi\u00f3loga Annie Pardo Cemo, esta \u00faltima professora em\u00e9rita do Departamento de Biologia Celular da UNAM, uma institui\u00e7\u00e3o que sempre desempenhou um papel importante na vida de Claudia.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de seus pais serem cientistas, sem d\u00favida, influenciou o que Bourdieu chama de habitus do presidente. Sua socializa\u00e7\u00e3o ocorreu no contexto de uma educa\u00e7\u00e3o dada por cientistas, acad\u00eamicos, que demonstraram um compromisso com as lutas sociais e a necessidade de atuar na pol\u00edtica para conseguir mudan\u00e7as sociais. A presidenta se refere a essa influ\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSou filha de 68. Meus pais participaram do movimento estudantil, eu tinha 6 anos quando ocorreu o<a href=\"https:\/\/www.cndh.org.mx\/noticia\/matanza-de-tlatelolco-violacion-de-derechos-humanos#:~:text=El%202%20de%20octubre%20de,de%20300%20personas%20fueron%20acribilladas.\"> massacre de Tlatelolco<\/a>, em 2 de outubro, e nesse movimento minha m\u00e3e j\u00e1 participava como professora (&#8230;) Ent\u00e3o, essa dualidade, digamos, entre a pol\u00edtica, em fazer pol\u00edtica para transformar o mundo e, particularmente, nossa realidade, nosso pa\u00eds, nossa cidade e, ao mesmo tempo, esse senso acad\u00eamico cient\u00edfico foi onde eu cresci\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa influ\u00eancia a levou a se tornar uma l\u00edder estudantil na UNAM e a participar ativamente de protestos estudantis durante a presid\u00eancia de Miguel de la Madrid. Seu envolvimento com a pol\u00edtica come\u00e7ou em 2000, quando Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador (AMLO) foi eleito chefe de governo do Distrito Federal (atual Cidade do M\u00e9xico). Desde ent\u00e3o, ela faz parte da equipe do presidente mexicano que est\u00e1 deixando o cargo. Em 2012, ela fez parte da equipe de campanha presidencial de AMLO e \u00e9 uma das fundadoras do Movimento de Regenera\u00e7\u00e3o Nacional (Morena).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, com o apoio de Morena, foi eleita chefe da Delega\u00e7\u00e3o de Tlalpan. Em 2018, ela venceu as elei\u00e7\u00f5es e se tornou a primeira mulher a ser eleita chefe de governo da Cidade do M\u00e9xico, cargo que deixou em junho de 2023 para concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Isso mostra que Sheinbaum Pardo n\u00e3o \u00e9 uma novata na vida pol\u00edtica. Seus mais de 20 anos de atividade pol\u00edtica, ocupando cargos p\u00fablicos e eletivos, comprovam isso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A capacidade das mulheres de governar e a persist\u00eancia dos estere\u00f3tipos de g\u00eanero<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria de Claudia Sheinbaum Pardo mostra que ela n\u00e3o tem apenas habilidades acad\u00eamicas, mas tamb\u00e9m experi\u00eancia pol\u00edtica; ela venceu duas elei\u00e7\u00f5es, incluindo a prefeitura da cidade mais importante do M\u00e9xico. No entanto, assim como seu oponente, X\u00f3chitl G\u00e1lvez, que foi chefe da Delega\u00e7\u00e3o de Miguel Hidalgo e eleita senadora da Rep\u00fablica em 2018, sua capacidade de governar foi questionada em in\u00fameras ocasi\u00f5es, demonstrando a persist\u00eancia de estere\u00f3tipos de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o processo eleitoral, uma pergunta foi repetida e virou manchete em muitas m\u00eddias sociais: o M\u00e9xico est\u00e1 pronto para ser governado por uma mulher presidenta? Isso reflete a persist\u00eancia e a resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a em termos dos pap\u00e9is tradicionais atribu\u00eddos a homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionar a capacidade das mulheres ou falar abertamente de sua incapacidade de governar, de sua inexperi\u00eancia pol\u00edtica, mostra, no s\u00e9culo XXI, que as mudan\u00e7as legislativas &#8211; n\u00e3o podemos esquecer que no M\u00e9xico, em 2019, houve uma reforma constitucional que estabeleceu a paridade entre homens e mulheres em todos os cargos p\u00fablicos, em todos os n\u00edveis e em todos os poderes &#8211; continuar\u00e3o a ser insuficientes, a menos que os imagin\u00e1rios sociais sejam transformados e que seja internalizado que os espa\u00e7os pol\u00edticos s\u00e3o espa\u00e7os das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Que isso \u00e9 sexista \u00e9 demonstrado pelo fato de que, quando se trata de homens, \u00e9 poss\u00edvel discordar de suas abordagens, mas n\u00e3o questionar sua capacidade de governar porque s\u00e3o homens. O mesmo acontece quando se indica que as mulheres seguir\u00e3o as \u201cordens\u201d de algum homem que est\u00e1 por tr\u00e1s de seu triunfo eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de Claudia Sheinbaum e X\u00f3chitl G\u00e1lvez, durante a campanha presidencial, foi sugerido que elas estavam seguindo as \u201cinstru\u00e7\u00f5es\u201d de um pol\u00edtico do sexo masculino. No caso da primeira, AMLO, que, para alguns, a \u201cungiu\u201d como a escolhida, sua favorita e a que foi chamada para suced\u00ea-lo. Al\u00e9m disso, a presidente eleita declarou repetidamente que dar\u00e1 continuidade \u00e0s pol\u00edticas da chamada \u201cQuarta Transforma\u00e7\u00e3o\u201d implementadas por AMLO.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de X\u00f3chitl G\u00e1lvez, foi dito que ela recebeu instru\u00e7\u00f5es dos bar\u00f5es que lideravam os partidos pol\u00edticos que compunham a coaliz\u00e3o que a apoiava. Em ambos os casos, as duas pol\u00edticas s\u00e3o colocadas em uma situa\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o e sua capacidade de agir para tomar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es \u00e9 ignorada. Isso sem negar que ambas tiveram de operar em um sistema dominado por homens e tiveram de ter a aprova\u00e7\u00e3o dos l\u00edderes das organiza\u00e7\u00f5es que as apoiaram para concorrer ao cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>O duplo padr\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o de homens e mulheres fica mais uma vez evidente quando se acredita que a nova presidenta seguir\u00e1 as ordens de AMLO, sem levar em conta que os presidentes que est\u00e3o deixando o cargo geralmente t\u00eam um \u201cgolfinho\u201d ou candidato de sua escolha, mas isso n\u00e3o significa que, se ela ganhar, obedecer\u00e1 cegamente \u00e0s ordens daquele que deixa o cargo. Al\u00e9m disso, como aponta<a href=\"https:\/\/www.nosinmujeres.com\/politologas\/537\/yanina-welp\/\"> Yanina Welp<\/a>, do <em>Albert Hirschman Centre on Democracy, Graduate Institute<\/em>, na Am\u00e9rica Latina um ex-presidente raramente consegue controlar um presidente (nesse caso, a presidenta) no poder.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os desafios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em uma sociedade complexa como a mexicana, s\u00e3o muitos os desafios que a presidenta ter\u00e1 de enfrentar, mas n\u00e3o se pode negar que, entre todos eles, destaca-se o problema da viol\u00eancia, ou da viol\u00eancia no plural, devido \u00e0s suas m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es, inclusive aquela dirigida \u00e0s mulheres por raz\u00f5es de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esse \u00faltimo ponto, as feministas consideram que as propostas da nova presidenta n\u00e3o incluem nenhuma medida convincente para enfrentar esse flagelo, que faz do M\u00e9xico um dos pa\u00edses mais perigosos para ser mulher e onde 10 mulheres s\u00e3o assassinadas todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda \u00e9 muito cedo para falar sobre estrat\u00e9gias e a dire\u00e7\u00e3o a ser tomada. H\u00e1 certeza de que a nova presidenta, al\u00e9m dos problemas que ter\u00e1 de enfrentar como qualquer presidente que seja chefe de governo e chefe de Estado, ter\u00e1 de superar obst\u00e1culos adicionais devido ao fato de ser mulher. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que uma nova p\u00e1gina na hist\u00f3ria pol\u00edtica do M\u00e9xico est\u00e1 come\u00e7ando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m dos problemas que ter\u00e1 de enfrentar como qualquer presidente, Claudia Sheinbaum ter\u00e1 de superar obst\u00e1culos adicionais devido ao fato de ser mulher. 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