{"id":476,"date":"2018-09-27T06:17:09","date_gmt":"2018-09-27T09:17:09","guid":{"rendered":"http:\/\/latinoamerica21.com\/?p=476"},"modified":"2022-12-26T21:08:14","modified_gmt":"2022-12-27T00:08:14","slug":"o-problema-do-plastico-tambem-e-latino-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/o-problema-do-plastico-tambem-e-latino-americano\/","title":{"rendered":"O problema do pl\u00e1stico tamb\u00e9m \u00e9 latino-americano"},"content":{"rendered":"\n<p>O pl\u00e1stico \u00e9 um material resistente, leve, duradouro,\nmold\u00e1vel e acima de tudo barato, com o qual atualmente se fabrica uma\ninfinidade de coisas. O pl\u00e1stico revolucionou o mundo a tal ponto que hoje 400\nmilh\u00f5es de toneladas do material s\u00e3o produzidas a cada ano. Uma ind\u00fastria em\ngrande expans\u00e3o, que antecipa triplicar sua produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 a metade do s\u00e9culo e\nque gera bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao ano em faturamento, mas que acarreta imensos\ncustos ambientais para o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses latino-americanos s\u00e3o um grande mercado para o\nproduto. Embora o consumo de pl\u00e1stico nos pa\u00edses da regi\u00e3o continue inferior ao\ndos pa\u00edses avan\u00e7ados, ele vem crescendo, ainda que existam diferen\u00e7as not\u00e1veis\nentre os pa\u00edses. Por exemplo, no Chile o consumo de pl\u00e1stico \u00e9 estimado em 51\nquilos por habitante\/ano. Na Argentina, esse consumo \u00e9 de 44 quilos anuais, e\nno Brasil de 37 quilos. Na Col\u00f4mbia e Equador, ainda n\u00e3o supera os 30 quilos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/br\/a-distribuicao-e-a-desigualdade-na-america-latina\/\">pa\u00edses latino-americanos<\/a>, o consumo de pl\u00e1stico tradicionalmente envolve importa\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, em diversos pa\u00edses da regi\u00e3o a ind\u00fastria do pl\u00e1stico est\u00e1 em forte desenvolvimento. Estima-se que atualmente at\u00e9 30% do pl\u00e1stico importado pelos pa\u00edses latino-americanos seja transformado para reexporta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>No Equador, por exemplo, calcula-se que a ind\u00fastria do\npl\u00e1stico gere mais de 15 mil empregos diretos e outros 60 mil indiretos, e\nrepresente cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>De todo o pl\u00e1stico produzido no mundo, a maior parte, cerca de 260 milh\u00f5es de toneladas anuais, termina descartada&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas o que acontece com todo o pl\u00e1stico consumido na Am\u00e9rica\nLatina quando ele \u00e9 descartado? Onde ele vai parar? De todo o pl\u00e1stico\nproduzido no mundo, a maior parte, cerca de 260 milh\u00f5es de toneladas anuais,\ntermina descartada. Por exemplo, um saco pl\u00e1stico \u00e9 produzido em segundos, mas\nsua biodegrada\u00e7\u00e3o requer 400 anos. Por isso, o pl\u00e1stico descartado vem se acumulando\nem velocidade tamanha que se converteu em um verdadeiro problema de alcance\nmundial, e a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o est\u00e1 imune a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse problema urgente, muitos pa\u00edses do mundo j\u00e1 se\nconscientizaram seriamente e reciclam porcentagem cada vez maior do pl\u00e1stico\nusado. Uma reciclagem que n\u00e3o s\u00f3 tem prop\u00f3sitos ambientais mas pode se tornar\natividade bastante rent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, ainda reciclamos propor\u00e7\u00e3o muito baixa do\npl\u00e1stico que usamos. A reciclagem continua a ser uma oportunidade pouco\naproveitada. Mas isso pode estar come\u00e7ando a mudar. Em mar\u00e7o deste ano, Bogot\u00e1\nsediou a Cumbre Latinoamericana Recicla, uma confer\u00eancia de c\u00fapula reunindo\ngovernos, empresas, organiza\u00e7\u00f5es multilaterais e recicladores de mais de 20\npa\u00edses da regi\u00e3o, em uma amostra do que parece ser uma mudan\u00e7a de atitude na\nAm\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um setor de reciclagem maior e mais desenvolvido, os\npa\u00edses latino-americanos n\u00e3o s\u00f3 poderiam aproveitar recursos valiosos mas\ntamb\u00e9m gerar empregos e receita. E al\u00e9m de tudo elevar o n\u00edvel de reciclagem\nseria um passo importante a caminho de uma gest\u00e3o mais sustent\u00e1vel de nossos\nres\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma gest\u00e3o que futuramente deveria ter como objetivo n\u00e3o s\u00f3\nreciclar mas substituir boa parte do pl\u00e1stico utilizado no dia a dia por\nsimilares biodegrad\u00e1veis. Como exemplo, cinco bilh\u00f5es de sacos pl\u00e1sticos s\u00e3o\nconsumidos anualmente no planeta, e assim sua troca por substitutos de fibras\nnaturais \u00e9 uma medida que ter\u00e1 consequ\u00eancias positivas diretas para o meio\nambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente o <a href=\"https:\/\/revistacasaejardim.globo.com\/Casa-e-Jardim\/Reportagem\/noticia\/2018\/08\/chile-e-o-primeiro-pais-da-america-latina-proibir-completamente-o-uso-de-sacolas-plasticas.html\">Chile<\/a> colocou em vigor uma lei que pro\u00edbe a distribui\u00e7\u00e3o de sacos pl\u00e1sticos no com\u00e9rcio do pa\u00eds, o que faz dele o primeiro pa\u00eds a aplicar essa legisla\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. O Panam\u00e1 tamb\u00e9m aprovou a proibi\u00e7\u00e3o total do uso de sacos pl\u00e1sticos no com\u00e9rcio, e a Col\u00f4mbia criou um imposto sobre eles, no ano passado. Al\u00e9m disso, pa\u00edses como Uruguai, Costa Rica, Bahamas e Belize est\u00e3o implementando medidas de combate aos sacos pl\u00e1sticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pl\u00e1stico \u00e9 um material resistente, leve, duradouro, mold\u00e1vel e acima de tudo barato, com o qual atualmente se fabrica uma infinidade de coisas. 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