{"id":48889,"date":"2025-06-17T09:00:00","date_gmt":"2025-06-17T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=48889"},"modified":"2025-06-16T11:03:03","modified_gmt":"2025-06-16T14:03:03","slug":"efeito-marisa-maio-o-absurdo-virtual-invade-a-cultura-real-e-gera-novos-desafios-eticos-e-comerciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/efeito-marisa-maio-o-absurdo-virtual-invade-a-cultura-real-e-gera-novos-desafios-eticos-e-comerciais\/","title":{"rendered":"Efeito Marisa Mai\u00f4: o absurdo virtual invade a cultura real, e gera novos desafios \u00e9ticos e comerciais"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima semana, a internet brasileira conheceu a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BKMZcYnmdqw\">apresentadora Marisa Mai\u00f4<\/a>, uma senhora rechonchuda vestindo apenas um mai\u00f4 preto e salto alto, que comanda um programa de audit\u00f3rio t\u00edpico das tardes da TV aberta. Com humor \u00e1cido e coment\u00e1rios diretos, Marisa exibe atra\u00e7\u00f5es de gosto duvidoso, como idosas competindo para cair primeiro em um golpe por celular, uma mulher obrigada a doar o filho como puni\u00e7\u00e3o por errar uma pergunta de quiz, entre outros disparates. Acontece que Marisa, o programa e seus convidados s\u00e3o todos cria\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial, produzidos pelo novo gerador de v\u00eddeos <a href=\"https:\/\/deepmind.google\/models\/veo\/\">Veo 3, da Google<\/a>, a partir de uma ideia do roteirista<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/raonyp\/\"> Raony Phillips<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo, editado como se fosse uma compila\u00e7\u00e3o de partes de um programa real, viralizou rapidamente em plataformas digitais e aplicativos como Telegram e WhatsApp, onde recebeu a marca\u00e7\u00e3o de \u201cencaminhado muitas vezes\u201d, indicando alcance massivo. Seus m\u00e9ritos t\u00e9cnicos s\u00e3o ineg\u00e1veis, as express\u00f5es faciais, a fala em portugu\u00eas coloquial, o sotaque e a pros\u00f3dia s\u00e3o t\u00e3o convincentes que at\u00e9 pessoas familiarizados com v\u00eddeos sint\u00e9ticos podem n\u00e3o perceber sua origem artificial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana anterior, v\u00eddeos com n\u00edvel similar de realismo j\u00e1 circulavam em grupos de WhatsApp, tamb\u00e9m com alta viralidade. Eles retratavam personagens b\u00edblicos como influenciadores digitais, como No\u00e9 reclamando das dificuldades de construir a arca, um hebreu narrando a abertura do Mar Vermelho \u201cao vivo\u201d e a saga da Virgem Maria gr\u00e1vida em sua viagem para Bel\u00e9m. A diferen\u00e7a \u00e9 que, nesses casos, a impossibilidade hist\u00f3rica de celulares na Antiguidade deixava claro seu car\u00e1ter fict\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto que gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o aqui n\u00e3o est\u00e1 apenas no alto grau de verossimilhan\u00e7a dos v\u00eddeos e no efeito social de indiferencia\u00e7\u00e3o do real que eles produzem a cada nova gera\u00e7\u00e3o de IA lan\u00e7ada, com resultados cada vez mais realistas. Os v\u00eddeos gerados por programa\u00e7\u00e3o generativa t\u00eam alimentado intensos debates sobre o futuro do audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista est\u00e9tico, destacam-se as novas possibilidades criativas, como a produ\u00e7\u00e3o de efeitos complexos a custos insignificantes a partir da populariza\u00e7\u00e3o de ferramentas antes restritas a grandes produtoras, permitindo experimenta\u00e7\u00f5es de linguagem antes impens\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo jur\u00eddico, surgem quest\u00f5es urgentes sobre direitos autorais, como o pr\u00f3prio caso de Marisa Mai\u00f4, cuja personagem foi replicada por terceiros em novos v\u00eddeos e at\u00e9 aproveitada por uma rede varejista em campanhas publicit\u00e1rias, sem compensa\u00e7\u00e3o ao criador original.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, multiplicam-se as preocupa\u00e7\u00f5es com os impactos no mercado de trabalho. Afinal, toda a cadeia produtiva do audiovisual, de atores a pessoal t\u00e9cnico, passando por editores e roteiristas, v\u00ea-se confrontada com a dispensa de trabalhadores trazidos pela automa\u00e7\u00e3o criativa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sensacionalismo virtual<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mas o que acontece quando os v\u00eddeos adentram um territ\u00f3rio onde os limites n\u00e3o s\u00e3o mais t\u00e9cnicos, mas essencialmente \u00e9ticos? Programas de audit\u00f3rio popularescos t\u00eam hist\u00f3rico de transgredir essas fronteiras, criando deliberadamente uma zona cinzenta entre entretenimento e informa\u00e7\u00e3o, com quadros sensacionalistas, apelos emocionais exacerbados e a frequente banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, tanto verbal quanto f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Como analisa Muniz Sodr\u00e9, em \u201cA Comunica\u00e7\u00e3o do Grotesco\u201d (1972), o bizarro midi\u00e1tico constitui uma linguagem simb\u00f3lica que desestabiliza as fronteiras entre o real e o ficcional, entre o \u00e9tico e o sensacional. A linguagem desses programas constr\u00f3i um espa\u00e7o de desordem controlada, em que a disfun\u00e7\u00e3o social vira espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a m\u00eddia tradicional de r\u00e1dio e TV, mesmo com seus recorrentes excessos e tens\u00f5es \u00e9ticas, sempre enfrentou algum tipo de questionamento quando o absurdo e o grotesco extrapolavam os limites. Vale recordar a acirrada disputa de audi\u00eancia dominical nos anos 1990 entre <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Faust%C3%A3o\">Fausto Silva<\/a> (Globo) e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gugu_Liberato\">Gugu Liberato<\/a> (SBT), que gerou verdadeiros espet\u00e1culos de mau gosto, assim como a antiga rivalidade entre <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Chacrinha\">Chacrinha<\/a> e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fl%C3%A1vio_Cavalcanti\">Fl\u00e1vio Cavalcanti<\/a> na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses abusos, contudo, encontravam certo freio no fato de que as concess\u00f5es de r\u00e1dio e TV serem p\u00fablicas e reguladas. Esse mecanismo, ainda que imperfeito, impunha \u00e0s emissoras um grau de autocontrole, motivado pela necessidade de preservar sua imagem perante o grande p\u00fablico, os anunciantes e os \u00f3rg\u00e3os reguladores, al\u00e9m do cuidado m\u00ednimo com a credibilidade institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa fict\u00edcio de Marisa Mai\u00f4 satiriza justamente os t\u00eanues limites \u00e9ticos que as empresas de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o dispostas a transpor na busca por audi\u00eancia. Nesse sentido, Marisa Mai\u00f4 atualiza, em moldes algor\u00edtmicos, a tradi\u00e7\u00e3o do grotesco televisivo. Essa encena\u00e7\u00e3o do esc\u00e2ndalo como forma de manter a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi descrita por <a href=\"http:\/\/portal.metodista.br\/mutirao-do-brasileirismo\/cartografia\/verbetes\/america-do-sul\/danilo-angrimani-sobrinho\">Danilo Angrimani<\/a>, em \u201cEspreme que sai sangue\u201d (1994), como parte de uma \u201cdramaturgia da dor\u201d estruturada pela l\u00f3gica do sensacionalismo. A diferen\u00e7a, no caso de v\u00eddeos sint\u00e9ticos, \u00e9 que essa l\u00f3gica \u00e9 automatizada por sistemas cujo \u00fanico crit\u00e9rio de efic\u00e1cia \u00e9 o engajamento, liberando completamente os conte\u00fados de qualquer ancoragem na realidade ou responsabilidade \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>No v\u00eddeo de Marisa Mai\u00f4, a provoca\u00e7\u00e3o \u00e9tica atinge seu \u00e1cido cl\u00edmax quando duas convidadas se envolvem em uma briga generalizada, enquanto a apresentadora, em tom c\u00ednico, declara: \u201cO bom daqui \u00e9 que n\u00e3o tem seguran\u00e7a e a gente n\u00e3o separa\u201d. O espet\u00e1culo do absurdo alcan\u00e7a novos patamares em outra cena, quando uma mulher aparece entristecida ao lado de um caix\u00e3o coberto por um pano negro, enquanto Miriam anuncia que ali dentro est\u00e1 um de seus parentes, morto recentemente, e que a identidade do falecido seria revelada ao vivo para todo o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A naturaliza\u00e7\u00e3o pela banaliza\u00e7\u00e3o do absurdo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da ambiguidade entre simula\u00e7\u00e3o e realidade, o epis\u00f3dio revela algo mais preocupante, isto \u00e9, como o absurdo, quando apresentado de forma frequente e convincente, pode contribuir para sua naturaliza\u00e7\u00e3o na sociedade, tornando-se socialmente aceit\u00e1vel. Sem qualquer tipo de <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/a-inteligencia-artificial-ja-e-regulada-so-que-nao-por-voce\/\">regula\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou \u00e9tica<\/a>, sem preocupa\u00e7\u00f5es com a credibilidade da empresa e os impactos comerciais negativos que isso pode ocasionar, a produ\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica pode cruzar fronteiras morais sem hesita\u00e7\u00f5es, banalizando o grotesco e o cinismo como pr\u00e1ticas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, o modelo de neg\u00f3cios vigente das plataformas digitais privilegia conte\u00fados extremos, j\u00e1 que sua monetiza\u00e7\u00e3o responde a crit\u00e9rios de engajamento e tempo de aten\u00e7\u00e3o das audi\u00eancias, sem quaisquer considera\u00e7\u00f5es \u00e9ticas relacionadas \u00e0 qualidade dos produtos. Por esse fator econ\u00f4mico, \u00e9 inevit\u00e1vel que surjam outros v\u00eddeos mais extremos baseados no apelo ao absurdo, n\u00e3o necessariamente engra\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>A hipersegmenta\u00e7\u00e3o das redes digitais pode ser explorada para oferecer produtos feitos sob medida aos desejos macabros das audi\u00eancias. Assim, telejornais policialescos, que usualmente j\u00e1 exp\u00f5em viol\u00eancia e discurso anti-direitos humanos, podem avan\u00e7ar ainda mais contra princ\u00edpios basilares da \u00e9tica jornal\u00edstica e exibirem imagens artificiais de justi\u00e7amento e tortura contra criminosos virtuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, o gigantesco fil\u00e3o sexual da internet poder\u00e1 abrigar material perverso com ampla variedade de viol\u00eancia sexual extrema e pedofilia, por exemplo. Falsos telejornais podem noticiar fatos irreais contra lideran\u00e7as pol\u00edticas ou que estigmatizem grupos sociais, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/politicanacabeca\/2019\/06\/25\/fake-news-por-que-as-pessoas-acreditam-em-noticias-falsas-segundo-a-psicologia-social\/\">explorando o vi\u00e9s de confirma\u00e7\u00e3o<\/a> que j\u00e1 existe contra eles. Tudo sob o subterf\u00fagio de ser \u201capenas uma simula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de sua crescente verossimilhan\u00e7a, discute-se a necessidade de rotulagem de v\u00eddeos produzidos por IA como forma de alertar as audi\u00eancias de que n\u00e3o se trata de conte\u00fados reais. No entanto, essa medida \u00e9 incapaz de se contrapor \u00e0 l\u00f3gica que deliberadamente abra\u00e7a a recep\u00e7\u00e3o e o consumo da desinforma\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, inclusive, uma perversidade embutida no pr\u00f3prio reconhecimento de que ali n\u00e3o est\u00e3o seres humanos reais e, portanto, ningu\u00e9m estaria sendo, de fato, torturado diante das c\u00e2meras, estuprado ou exposto \u00e0 execra\u00e7\u00e3o p\u00fablica por acusa\u00e7\u00f5es que nunca existiram. Saber que se trata de um conte\u00fado sint\u00e9tico pode funcionar como justificativa conveniente para seu consumo (e reprodu\u00e7\u00e3o), sem o sentimento de avers\u00e3o ou culpa. Afinal, por mais violento que seja o v\u00eddeo, ningu\u00e9m estaria sofrendo \u201cde verdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os deepfakes j\u00e1 levantavam preocupa\u00e7\u00f5es sobre a eros\u00e3o da verdade, mas o caso de Marisa Mai\u00f4 aponta para algo mais profundo, a banaliza\u00e7\u00e3o de desvios \u00e9ticos como algo que pode ser entendido como divertido, engra\u00e7ado e at\u00e9 bem-vindo. Com ferramentas cada vez mais acess\u00edveis, qualquer pessoa pode criar v\u00eddeos hiper-realistas que normalizem o inaceit\u00e1vel. O risco n\u00e3o \u00e9 apenas o da propuls\u00e3o de outras modalidades de desinforma\u00e7\u00e3o, mas o efeito de produzir uma subjetividade moldada pelo absurdo, onde a viol\u00eancia, a crueldade e o nonsense se tornam aceit\u00e1veis como parte do cotidiano e incorporados \u00e0 pr\u00f3pria cultura visual. Isso, evidentemente, tem consequ\u00eancias pr\u00e1ticas e coletivas sobre o exerc\u00edcio da cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a difus\u00e3o dessas ferramentas, e sem que haja filtros \u00e9ticos aplicados aos seus usos, \u00e9 de se esperar que a internet seja assolada por conte\u00fados que desafiem limites \u00e9ticos, e que esse fen\u00f4meno contribua para uma naturaliza\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias \u00e9ticas rebaixadas entre as audi\u00eancias. As consequ\u00eancias de uma subjetividade ancorada no absurdo s\u00e3o imprevis\u00edveis. Banalizado e incorporado \u00e0 vida cotidiana, o absurdo impacta a sensibilidade social e a capacidade de distin\u00e7\u00e3o entre fic\u00e7\u00e3o e realidade, aprofundando o desprezo pela verdade factual pr\u00f3prio da p\u00f3s-verdade. Mais do que isso, passa a contaminar o exerc\u00edcio da cidadania, instaurando uma zona de ambiguidade moral sustentada pela banaliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias formas de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso Nacional discute atualmente a regulamenta\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancias artificiais por meio do <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-06\/entre-a-lei-e-o-algoritmo-o-desafio-de-parar-a-inteligencia-artificial-a-tempo\/\">Projeto de Lei 2338\/23<\/a>, aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e agora em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados. A proposta traz avan\u00e7os importantes, como a prote\u00e7\u00e3o a direitos autorais e a proibi\u00e7\u00e3o de sistemas que gerem conte\u00fado envolvendo abuso ou explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes, classificados como de \u201crisco excessivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a <a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/presidente-comissao-pl-da-ia-visita-google-conflito-de-interesses\/\">discuss\u00e3o enfrenta o poderoso lobby dos conglomerados digitais<\/a>, que adulam parlamentares e pressionam por uma regula\u00e7\u00e3o mais fraca, alinhada a seus interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos, com regras que n\u00e3o mitiguem os riscos sociais dessas ferramentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de quest\u00f5es jur\u00eddicas e tecnol\u00f3gicas, o debate p\u00fablico precisa encarar as dificuldades objetivas de como deter e responsabilizar os efeitos delet\u00e9rios difusos que conte\u00fados gerados por IA produzem no tecido social, sobretudo a partir de v\u00eddeos e \u00e1udios que tensionam limites \u00e9ticos e impactam na constitui\u00e7\u00e3o da subjetividade.<\/p>\n\n\n\n<p><em><sub>Em colabora\u00e7\u00e3o com a Rede Nacional de Combate \u00e0 Desinforma\u00e7\u00e3o (RNCD), o Ibict e o ICIE, o Latinoam\u00e9rica21, juntamente com o The Conversation Brasil, o Brasil de Fato e outras plataformas parceiras, promove a dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fado que fomente uma cidadania mais informada e cr\u00edtica para combater a desinforma\u00e7\u00e3o, uma amea\u00e7a crescente \u00e0 democracia, \u00e0 ci\u00eancia e aos direitos humanos.<\/sub><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que acontece quando os v\u00eddeos adentram um territ\u00f3rio onde os limites n\u00e3o s\u00e3o mais t\u00e9cnicos, mas essencialmente \u00e9ticos?<\/p>\n","protected":false},"author":763,"featured_media":48869,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[17078],"tags":[17187],"gps":[],"class_list":{"0":"post-48889","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-inteligencia-artificial-pt-br","8":"tag-debates-2"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/763"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48889"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=48889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}