{"id":54245,"date":"2025-12-28T09:00:00","date_gmt":"2025-12-28T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/latinoamerica21.com\/?p=54245"},"modified":"2025-12-28T12:37:03","modified_gmt":"2025-12-28T15:37:03","slug":"america-latina-2025-o-voto-de-protesto-entre-a-fragmentacao-e-a-erosao-democratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/america-latina-2025-o-voto-de-protesto-entre-a-fragmentacao-e-a-erosao-democratica\/","title":{"rendered":"Am\u00e9rica Latina 2025: o voto de protesto entre a fragmenta\u00e7\u00e3o e a eros\u00e3o democr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p>O ano se encerra com uma imagem poderosa. Um presidente, um candidato eleito e uma candidata derrotada \u2014 com ideias e formas de pensar radicalmente diferentes \u2014 demonstrando respeito pelos resultados eleitorais, pela autoridade e uns pelos outros no Chile. Um ato t\u00e3o simples e esperado em qualquer democracia tornou-se um gesto revolucion\u00e1rio. Pode parecer uma simples formalidade ou um detalhe pitoresco, mas n\u00e3o \u00e9. Em uma Am\u00e9rica Latina dividida entre discursos de \u00f3dio e o exerc\u00edcio polarizado da pol\u00edtica, esses atos de cortesia institucional e normalidade democr\u00e1tica fazem toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Um intenso ciclo eleitoral marcou 2025. Equador, Bol\u00edvia, Chile e Honduras realizaram elei\u00e7\u00f5es presidenciais que, de algum modo, redefiniram o jogo pol\u00edtico regional. A esses processos se somaram in\u00fameras elei\u00e7\u00f5es legislativas, elei\u00e7\u00f5es locais e referendos. O M\u00e9xico, por sua vez, experimentou a elei\u00e7\u00e3o popular de ju\u00edzes e magistrados, uma reforma sem precedentes que pretendeu democratizar o sistema judici\u00e1rio, mas que \u2014 na pr\u00e1tica \u2014 levou a retrocessos nas condi\u00e7\u00f5es de governan\u00e7a eleitoral que pareciam j\u00e1 ter sido resolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizar elei\u00e7\u00f5es que atendam \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de integridade n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil em momentos em que a regi\u00e3o vivencia processos de eros\u00e3o democr\u00e1tica. A possibilidade de altern\u00e2ncia e rota\u00e7\u00e3o de poder, bem como a persist\u00eancia, a resist\u00eancia e a resili\u00eancia da democracia diante de m\u00faltiplos desafios, como viol\u00eancia pol\u00edtico-criminal, desgaste cidad\u00e3o, coopta\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es eleitorais, polariza\u00e7\u00e3o afetiva e\/ou radicaliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, dependem da qualidade dessas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As urnas falam: cinco padr\u00f5es regionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es de 2025 revela cinco padr\u00f5es que transcendem as fronteiras nacionais e descrevem alguns aspectos singulares do atual processo pol\u00edtico na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiro: o voto de protesto se consolida.<\/strong> Da vit\u00f3ria contundente da extrema-direita sobre a esquerda no Chile em 14 de dezembro \u2014 quando Jos\u00e9 Antonio Kast obteve 58% dos votos \u2014 ao fracasso da consulta popular do presidente Daniel Noboa no Equador, \u00e0 queda vertiginosa do Movimento para o Socialismo (MAS) na Bol\u00edvia e ao terceiro lugar do Partido Liberal, governista em Honduras, a mensagem tem sido consistente: os cidad\u00e3os punem quem governa, independentemente de sua filia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Bol\u00edvia, o MAS sofreu uma derrota dram\u00e1tica ap\u00f3s quase duas d\u00e9cadas de dom\u00ednio. O partido de Evo Morales e Luis Arce, que obteve 75 das 130 cadeiras em 2020, ficou reduzido a apenas duas cadeiras nas elei\u00e7\u00f5es de agosto. Pela primeira vez, a Bol\u00edvia realizou um segundo turno presidencial em 19 de outubro, no qual Rodrigo Paz, do Partido Democrata Crist\u00e3o (PDC), venceu com 54,5% dos votos. Em Honduras, Rixi Moncada, candidata do partido governista Libre, ficou em terceiro lugar, enquanto o candidato conservador Nasry \u201cTito\u201d Asfura (Partido Nacional) venceu a presid\u00eancia ap\u00f3s uma pol\u00eamica disputa pol\u00edtica, marcada por interfer\u00eancia de atores externos, numerosos atos de viol\u00eancia pol\u00edtico-eleitoral e 24 dias de incerteza para conhecer os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Noboa sofreu uma derrota esmagadora no referendo de 16 de novembro: o \u201cN\u00c3O\u201d ganhou nas quatro perguntas, incluindo a rejei\u00e7\u00e3o a autorizar bases militares estrangeiras (60% votaram \u201cN\u00c3O\u201d) e a convocar uma Assembleia Constituinte (61% votaram \u201cN\u00c3O\u201d). Esse resultado surpreendeu, pois ocorreu apenas sete meses ap\u00f3s ele ter vencido a elei\u00e7\u00e3o presidencial equatoriana em abril, com 55,6% dos votos. As interpreta\u00e7\u00f5es dessa mudan\u00e7a no eleitorado ainda est\u00e3o sendo definidas, mas sugerem que os cidad\u00e3os n\u00e3o est\u00e3o mais dando \u201ccheque em branco\u201d aos governantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo: o pragmatismo substitui a ideologia.<\/strong> A vit\u00f3ria de Paz na Bol\u00edvia, com uma mensagem centrista de \u201ccapitalismo para todos\u201d, a vit\u00f3ria de Noboa no Equador, com foco exclusivo em seguran\u00e7a, e a rejei\u00e7\u00e3o dos governos em exerc\u00edcio confirmam que o eleitorado latino-americano de 2025 transcende ideologias. Ou, ao menos, uma parte dele. Os eleitores n\u00e3o parecem buscar projetos transformadores de longo prazo, mas sim respostas concretas para problemas imediatos: inseguran\u00e7a, crise econ\u00f4mica e corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fen\u00f4meno favorece as for\u00e7as conservadoras. No Chile, um candidato de extrema-direita \u2014 pinochetista nost\u00e1lgico \u2014 venceu pela primeira vez com promessas de cortes dr\u00e1sticos nos gastos p\u00fablicos, pol\u00edticas de \u201cordem e seguran\u00e7a\u201d, oposi\u00e7\u00e3o ao aborto e ao casamento igualit\u00e1rio, e iniciativas radicais contra o crime e a imigra\u00e7\u00e3o irregular. O \u00eaxito de Kast se soma \u00e0 lista de governos de direita, como os de Javier Milei na Argentina, Nayib Bukele em El Salvador, Santiago Pe\u00f1a no Paraguai e Luis Abinader na Rep\u00fablica Dominicana. Essa nova \u201conda azul\u201d molda o mapa pol\u00edtico atual, mas o faz com diferentes matizes e n\u00edveis de radicalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terceiro: Fragmenta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, governos divididos e minorit\u00e1rios.<\/strong> Salvo o Equador, onde a polariza\u00e7\u00e3o entre corre\u00edsmo e anticorre\u00edsmo permeou tanto a elei\u00e7\u00e3o presidencial (em abril) quanto o referendo (em novembro), o resto dos casos no cen\u00e1rio pol\u00edtico se fragmentou profundamente. Na Bol\u00edvia, sete candidaturas com chances reais de vit\u00f3ria disputaram o primeiro turno. Em Honduras, tr\u00eas candidatos concorreram \u00e0 presid\u00eancia, resultando em uma das margens de disputa mais apertadas da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta fragmenta\u00e7\u00e3o pode gerar presidentes minorit\u00e1rios com governos divididos. Neste ano eleitoral, Bol\u00edvia e Equador se juntam \u00e0 Argentina, Brasil, Col\u00f4mbia, Guatemala e Peru, onde os presidentes governam com apoio minorit\u00e1rio no Congresso. Em contraste, em outros dois casos, h\u00e1 presidentes poderosos com governos de partido \u00fanico: M\u00e9xico e El Salvador t\u00eam supermaiorias em seus parlamentos, gerando poderes expressivos que facilitam a aprova\u00e7\u00e3o de reformas constitucionais sem negocia\u00e7\u00e3o com a oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quarto: o esvaziamento do centro pol\u00edtico e a crise dos partidos \u2013 e lideran\u00e7as \u2013 moderadas.<\/strong> Como Mar\u00eda Esperanza Casullo e eu argumentamos h\u00e1 alguns anos, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os partidos de \u201ccentro e alguma coisa\u201d (centro-esquerda e centro-direita) t\u00eam tido bastante dificuldade para acumular votos no centro. A pol\u00edtica moderada parece n\u00e3o ter apoio eleitoral nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Essa perda de capacidade representativa do centro pol\u00edtico criou um v\u00e1cuo que pode ser explorado por pol\u00edticos <em>outsiders <\/em>ou por novos partidos que dizem representar novas demandas e gerar alternativas a partir das margens. Esse v\u00e1cuo alimenta estrat\u00e9gias pol\u00edticas voltadas para a polariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quinto: crise de credibilidade institucional.<\/strong> Com exce\u00e7\u00e3o do Chile, onde os resultados foram anunciados duas horas ap\u00f3s o fechamento das urnas e imediatamente reconhecidos pelos candidatos, em Honduras e no Equador os processos eleitorais enfrentaram s\u00e9rios desafios por parte de atores pol\u00edticos que se negaram a reconhecer os resultados. No Equador, ap\u00f3s o segundo turno em abril, Luisa Gonz\u00e1lez \u2014 candidata da Revolu\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3 \u2014 questionou a transpar\u00eancia do processo. Na Bol\u00edvia, as acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas de irregularidades foram constantes durante as elei\u00e7\u00f5es de agosto. Em Honduras, mais de duas semanas ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 30 de novembro, o pa\u00eds ainda n\u00e3o havia definido o resultado da elei\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>A confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es eleitorais, pedra angular da democracia, apresenta fissuras preocupantes, que se agravaram sistematicamente em 2025. V\u00e1rios pa\u00edses enfrentam crises de governan\u00e7a acompanhadas por sistemas fragmentados, discurso de \u00f3dio, desconfian\u00e7a interpessoal e institucional e polariza\u00e7\u00e3o extrema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tr\u00eas li\u00e7\u00f5es para o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este ano eleitoral oferece li\u00e7\u00f5es que marcar\u00e3o a pol\u00edtica regional nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeira: a viol\u00eancia pol\u00edtico-criminal mina a democracia.<\/strong> Algumas elei\u00e7\u00f5es foram realizadas em contextos de viol\u00eancia criminal. Honduras registrou seis homic\u00eddios pol\u00edticos durante a campanha, quatro deles contra candidatos do partido governista Libre. A ONG Cristosal documentou 67 incidentes de viol\u00eancia pol\u00edtica entre setembro de 2024 e novembro de 2025, incluindo assassinatos, atentados, amea\u00e7as e ass\u00e9dio. O Equador realizou sua consulta popular sob Estado de Exce\u00e7\u00e3o devido ao \u201cconflito armado interno\u201d, declarado para combater a escalada da viol\u00eancia do narcotr\u00e1fico e a falta de controle estatal sobre o sistema prisional. O M\u00e9xico realiza elei\u00e7\u00f5es em contextos de viol\u00eancia, particularmente em n\u00edvel local. O projeto \u201cVotar entre balas\u201d, da ONG Data C\u00edvica e M\u00e9xico Eval\u00faa, vem relatando desde 2018 o aumento da viol\u00eancia pol\u00edtica e criminal no pa\u00eds, sendo as elei\u00e7\u00f5es de 2024 as mais violentas de todo o per\u00edodo, especialmente em n\u00edvel local.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segunda: a influ\u00eancia externa redefine a soberania eleitoral.<\/strong> A interven\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais hondurenhas, bem como nas elei\u00e7\u00f5es legislativas argentinas algumas semanas antes, evidencia os desafios \u00e0 autonomia pol\u00edtica na regi\u00e3o. Daniel Noboa, no Equador, buscou ativamente estabelecer bases militares estadunidenses, uma proposta rejeitada por 60% dos eleitores. Esse n\u00edvel de intervencionismo \u2014 apoiando explicitamente candidatos, condicionando ajudo econ\u00f4mica, pressionando sobre decis\u00f5es eleitorais ou alertando sobre repres\u00e1lias caso um determinado voto n\u00e3o seja computado \u2014 marca um precedente perigoso que redefine as regras do jogo na regi\u00e3o. O ator externo torna-se um potencial equalizador da competi\u00e7\u00e3o, criando um campo de jogo desigual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terceira: A polariza\u00e7\u00e3o pode desmobilizar o eleitorado. <\/strong>O Equador demonstrou que, mesmo em contextos de polariza\u00e7\u00e3o extrema, a mobiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 garantida. O voto moderado, que poderia ter sido decisivo na Consulta Popular, simplesmente desapareceu ou se dissolveu entre as duas op\u00e7\u00f5es mais polarizadas. Isso sugere que a polariza\u00e7\u00e3o pode levar \u00e0 desmobiliza\u00e7\u00e3o de setores que n\u00e3o se sentem representados por nenhum dos extremos, paradoxalmente enfraquecendo a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Democracias em risco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, os processos eleitorais continuam a ser realizados com um certo grau de integridade. A altern\u00e2ncia de poder ocorreu em v\u00e1rios pa\u00edses. A maioria dos perdedores, mesmo alguns a contragosto, aceitou os resultados. Isso confirma que as institui\u00e7\u00f5es eleitorais mant\u00eam certa for\u00e7a. No entanto, a eros\u00e3o democr\u00e1tica prov\u00e9m daqueles que s\u00e3o eleitos, n\u00e3o da aus\u00eancia de elei\u00e7\u00f5es. Surge de l\u00edderes que desafiam a base pluralista da democracia. A disputa atual envolve um confronto sobre o que constitui a \u201cverdadeira democracia\u201d: aquela que prioriza os direitos e os mecanismos institucionais de controle e equil\u00edbrio, ou aquela que concentra o poder em nome da \u201cvontade popular\u201d. Esse debate abrange pa\u00edses t\u00e3o diversos quanto Venezuela, Equador, El Salvador e M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, as democracias latino-americanas enfrentaram m\u00faltiplas amea\u00e7as: baixa confian\u00e7a institucional, viol\u00eancia persistente, coopta\u00e7\u00e3o das autoridades eleitorais, vulnerabilidade a atores externos e governos iliberais que promovem a polariza\u00e7\u00e3o. O voto de protesto foi um dos padr\u00f5es mais vis\u00edveis deste ano, mas fez parte de um fen\u00f4meno mais amplo: extrema volatilidade eleitoral, em que os cidad\u00e3os rejeitam aqueles no poder, independentemente de sua filia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em busca de solu\u00e7\u00f5es para problemas imediatos.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio para 2026 \u2014 quando pa\u00edses como Costa Rica, Peru, Col\u00f4mbia e Brasil (elei\u00e7\u00f5es municipais) realizar\u00e3o novas elei\u00e7\u00f5es \u2014 ser\u00e1 manter a autonomia e o profissionalismo das autoridades eleitorais, promover o pluralismo, despolarizar a esfera p\u00fablica, evitar \u2014 ou ao menos mitigar \u2014 a interfer\u00eancia externa e continuar fortalecendo os procedimentos e institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, sem ceder \u00e0 ret\u00f3rica que promete ordem \u00e0 custa de direitos arduamente conquistados.<\/p>\n\n\n\n<p><em><sub>Tradu\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica revisada por Isabel Lima<\/sub><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um ano de 2025 marcado por urnas punitivas, sistemas fragmentados e democracias sob press\u00e3o, a Am\u00e9rica Latina confirmou que o voto continua sendo um instrumento de mudan\u00e7a, mas n\u00e3o mais uma garantia de estabilidade ou fortalecimento democr\u00e1tico.<\/p>\n","protected":false},"author":850,"featured_media":54252,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[16770,16708],"tags":[17187],"gps":[],"class_list":{"0":"post-54245","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-democracia-pt-br","8":"category-politica-pt-br","9":"tag-debates-2"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/850"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54245\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54245"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=54245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}