{"id":661,"date":"2018-01-25T18:15:18","date_gmt":"2018-01-25T21:15:18","guid":{"rendered":"http:\/\/latinoamerica21.com\/?p=661"},"modified":"2022-12-04T19:28:55","modified_gmt":"2022-12-04T22:28:55","slug":"influencia-crescente-da-china-na-economia-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/influencia-crescente-da-china-na-economia-da-america-latina\/","title":{"rendered":"Influ\u00eancia crescente da China na economia da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas \u00faltimas\nd\u00e9cadas, o peso da China na expans\u00e3o da economia mundial n\u00e3o parou de crescer e\ntornou-se ainda mais acentuado na esteira da crise financeira mundial. Enquanto\nem 2000 o gigante asi\u00e1tico representava cerca de 3,6% do PIB mundial, em 2016\nsua participa\u00e7\u00e3o havia subido para 15% do total, e j\u00e1 era o maior produtor\nindustrial e agr\u00edcola do mundo. Esta enorme robustez n\u00e3o s\u00f3 implicou uma\ntransforma\u00e7\u00e3o radical do pa\u00eds mais populoso do mundo, mas tamb\u00e9m arrastou a\neconomia de regi\u00f5es t\u00e3o distantes quanto a da Am\u00e9rica Latina durante a maior\nparte do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p>O com\u00e9rcio bilateral, gra\u00e7as \u00e0 alta demanda da <a href=\"https:\/\/www.ie.ufrj.br\/images\/IE\/PEPI\/disserta%C3%A7%C3%B5es\/2013\/Maria%20Rita%20Vital%20Paganini%20Cintra.pdf\">China<\/a> por mat\u00e9rias-primas que impulsionaram os pre\u00e7os, foi o principal fator de crescimento para a regi\u00e3o. A partir de 2014, as economias dos pa\u00edses em desenvolvimento arrefeceram e o valor do com\u00e9rcio entre a Am\u00e9rica Latina e a China diminuiu durante tr\u00eas anos consecutivos. Em 2017, no entanto, o valor das exporta\u00e7\u00f5es latino-americanas voltou a crescer fortemente com um crescimento de 25%, aproximando-se do pico hist\u00f3rico alcan\u00e7ado em 2013, segundo o relat\u00f3rio Explorando Novos Espa\u00e7os de Coopera\u00e7\u00e3o entre a Am\u00e9rica Latina e o Caribe e a China, da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>o pa\u00eds asi\u00e1tico logo deslocar\u00e1 a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia como segundo maior comprador de produtos latino-americanos<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Apesar do forte crescimento impulsionado pelo aumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e dos produtos de base, o com\u00e9rcio com a China continua a ser significativamente deficiente. De acordo com as proje\u00e7\u00f5es da CEPAL, 10% das exporta\u00e7\u00f5es de bens da regi\u00e3o em 2017 foram para a China, enquanto 18% das importa\u00e7\u00f5es vieram da China. Se a tend\u00eancia se mantiver, o pa\u00eds asi\u00e1tico logo deslocar\u00e1 a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia como segundo maior comprador de produtos latino-americanos, atr\u00e1s dos Estados Unidos, que em 2010 j\u00e1 haviam cedido o primeiro lugar como principal exportador para a <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/br\/1092-2\/\">Am\u00e9rica Latina<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por regi\u00e3o,\no Caribe, a Am\u00e9rica Central e especialmente o M\u00e9xico t\u00eam um grande d\u00e9ficit\ncomercial com a China, enquanto a Am\u00e9rica do Sul tem um saldo praticamente\nequilibrado. Os \u00fanicos pa\u00edses com super\u00e1vits comerciais s\u00e3o Brasil, Chile,\nVenezuela e Peru gra\u00e7as \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, que na regi\u00e3o como um\ntodo representam 26% das importa\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas chinesas. Al\u00e9m dos bons dados\nsobre a quantidade de exporta\u00e7\u00f5es, a composi\u00e7\u00e3o das mesmas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o animadora,\npois o interc\u00e2mbio com a China ainda \u00e9 basicamente mat\u00e9ria-prima para os\nmanufaturados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator\nde influ\u00eancia econ\u00f4mica chinesa na regi\u00e3o tem sido o investimento estrangeiro\ndo pa\u00eds asi\u00e1tico. Apesar de em 2016 o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) na\nAm\u00e9rica Latina ter ca\u00eddo significativamente, naquele ano a China tornou-se o\nsegundo maior pa\u00eds investidor, depois dos Estados Unidos, e em 2017 representou\ncerca de 15% do IDE total. No entanto, as novas aquisi\u00e7\u00f5es da China s\u00e3o\nbasicamente reduzidas a alguns setores, como energia e minera\u00e7\u00e3o, demonstrando\nque, por enquanto, a estrat\u00e9gia da China na regi\u00e3o est\u00e1 focada em recursos\nnaturais e no abastecimento do mercado de energia. Neste contexto, o Brasil, o\nPeru e a Argentina concentraram mais de 80% do investimento chin\u00eas desde 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>O\nfinanciamento das economias da regi\u00e3o \u00e9 o terceiro dos tr\u00eas principais fatores\nde influ\u00eancia econ\u00f3mica chinesa. De acordo com o relat\u00f3rio da CEPAL, os\nprincipais receptores de financiamento foram Venezuela, Brasil, Equador e\nArgentina, pa\u00edses com dep\u00f3sitos significativos de hidrocarbonetos. E a maioria\ndos empr\u00e9stimos foi alocada para desenvolver infraestrutura, extra\u00e7\u00e3o de\nhidrocarbonetos e distribui\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com\no relat\u00f3rio da CEPAL, na primeira reuni\u00e3o do Plano de Coopera\u00e7\u00e3o CELAC-China\n2015-2019, as partes manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de duplicar o com\u00e9rcio at\u00e9 2025.\nMas enquanto a expans\u00e3o de um aspecto importante para a regi\u00e3o, n\u00e3o resolver\u00e1\n&#8220;as defici\u00eancias significativas que caracterizam as rela\u00e7\u00f5es comerciais\nentre as duas partes&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o peso da China na expans\u00e3o da economia mundial n\u00e3o parou de crescer e tornou-se ainda mais acentuado na esteira da crise financeira mundial. 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