{"id":683,"date":"2017-11-16T18:48:40","date_gmt":"2017-11-16T21:48:40","guid":{"rendered":"http:\/\/latinoamerica21.com\/?p=683"},"modified":"2022-12-07T20:07:49","modified_gmt":"2022-12-07T23:07:49","slug":"a-america-latina-e-a-regiao-mais-urbanizada-do-mundo-em-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/a-america-latina-e-a-regiao-mais-urbanizada-do-mundo-em-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"A regi\u00e3o mais urbanizada do mundo em desenvolvimento"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante as \u00faltimas d\u00e9cadas, a Am\u00e9rica Latina experimentou um processo acelerado de urbaniza\u00e7\u00e3o. Hoje, cerca de 80% dos latino-americanos vivem em \u00e1reas urbanas. Na \u00c1sia, a percentagem \u00e9 de apenas 50, enquanto na \u00c1frica mal chega a 40. Isso faz da Am\u00e9rica Latina a regi\u00e3o mais urbanizada do mundo em desenvolvimento e, portanto, tamb\u00e9m onde os desafios de um mundo cada vez mais urbano se tornam ainda mais prementes.<\/p>\n\n\n\n<p>De um modo geral, o crescimento das cidades \u00e9 positivo e est\u00e1 associado ao processo de desenvolvimento econ\u00f3mico. As grandes cidades oferecem uma grande variedade de oportunidades de emprego, educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os. Do mesmo modo, o trabalho nas grandes cidades \u00e9 muitas vezes muito mais produtivo do que nas zonas rurais; em m\u00e9dia, espera-se que a produtividade m\u00e9dia de uma cidade aumente 5% cada vez que a sua popula\u00e7\u00e3o duplique. Isto faz com que as grandes cidades atraiam mais e mais habitantes. Como exemplo, na <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/br\/a-a-l-como-destino-para-a-emigracao-latino-americana\/\">Am\u00e9rica Latina<\/a>, a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o total que vive em cidades com mais de um milh\u00e3o de habitantes j\u00e1 ultrapassa os 40%.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>uma alta porcentagem da popula\u00e7\u00e3o urbana est\u00e1 concentrada em uma ou poucas grandes cidades <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente\nque o crescimento das cidades n\u00e3o est\u00e1 isento de problemas. E nesse sentido, a\nforma de tal crescimento \u00e9 importante. A grande maioria dos pa\u00edses\nlatino-americanos tem um padr\u00e3o fortemente enviesado para uma ou duas grandes\ncidades; uma alta porcentagem da popula\u00e7\u00e3o urbana est\u00e1 concentrada em uma ou\npoucas grandes cidades (conhecida como concentra\u00e7\u00e3o urbana). Por exemplo,\nenquanto globalmente o peso relativo da principal cidade de um pa\u00eds \u00e9 de cerca\nde 16% de sua popula\u00e7\u00e3o urbana, na Am\u00e9rica Latina essa porcentagem aumenta de\numa m\u00e9dia para 22%. Em outras palavras, em compara\u00e7\u00e3o com as outras cidades do\nseu pa\u00eds, a cidade principal de cada pa\u00eds latino-americano (geralmente a\ncapital, mas n\u00e3o necessariamente) \u00e9 desproporcionalmente grande. De acordo com\ndados do Banco Mundial, v\u00e1rias dessas cidades j\u00e1 ultrapassam os 20 milh\u00f5es de\nhabitantes, como Cidade do M\u00e9xico, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires, estando\nentre as mais populosas do mundo. Outras cidades latino-americanas j\u00e1 t\u00eam cerca\nde 10 milh\u00f5es de habitantes, como Bogot\u00e1, Caracas e Lima. As cidades mais\npopulosas da Am\u00e9rica Latina s\u00e3o tamb\u00e9m os principais p\u00f3los econ\u00f4micos da\nregi\u00e3o, dos quais dependem cidades menores e \u00e1reas rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>O que pode\nexplicar esses tamanhos desproporcionais das principais cidades da Am\u00e9rica\nLatina? Parte da resposta reside, n\u00e3o nas pr\u00f3prias cidades, mas nas zonas mais\nrurais. A diminui\u00e7\u00e3o das oportunidades no campo, os desastres naturais\nrecorrentes, a falta de infraestrutura, a neglig\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es e a\nviol\u00eancia contribu\u00edram, entre outros fatores, para a r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o da\nregi\u00e3o. Assim, as principais cidades t\u00eam sido o destino de milh\u00f5es de pessoas for\u00e7adas,\nde uma forma ou de outra, a abandonar o campo e a cidade ou as pequenas\ncidades.<\/p>\n\n\n\n<p>E qual tem sido a consequ\u00eancia deste fen\u00f3meno? Na maioria dos casos, <a href=\"https:\/\/www.citiesalliance.org\/sites\/default\/files\/National%20Urban%20Laws%20LAC%20-%20PT-%20web.pdf\">urbaniza\u00e7\u00e3o<\/a> n\u00e3o planejada, desordenada e com grandes defici\u00eancias de infraestrutura, coes\u00e3o social e desenvolvimento institucional. Defici\u00eancias que se traduzem em graves e prementes problemas de congestionamento, desigualdade, pobreza, segrega\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e degrada\u00e7\u00e3o ambiental, para mencionar as principais, que n\u00e3o desaparecer\u00e3o por si s\u00f3 e que requerem uma resposta decisiva dos governos locais e nacionais da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto de payorivero on Trendhype \/ CC BY-NC-ND<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante as \u00faltimas d\u00e9cadas, a Am\u00e9rica Latina experimentou um processo acelerado de urbaniza\u00e7\u00e3o. Hoje, cerca de 80% dos latino-americanos vivem em \u00e1reas urbanas. 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