{"id":714,"date":"2018-03-08T05:49:53","date_gmt":"2018-03-08T08:49:53","guid":{"rendered":"http:\/\/latinoamerica21.com\/?p=714"},"modified":"2022-12-04T16:42:51","modified_gmt":"2022-12-04T19:42:51","slug":"islandia-rumo-a-igualdade-salarial-e-a-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/islandia-rumo-a-igualdade-salarial-e-a-america-latina\/","title":{"rendered":"Isl\u00e2ndia: rumo \u00e0 igualdade salarial (e \u00e0 Am\u00e9rica Latina?)"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 1 de Janeiro, a Isl\u00e2ndia tornou-se o primeiro pa\u00eds do mundo a garantir por lei a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres. Desta forma, o pequeno pa\u00eds n\u00f3rdico coloca em cima da mesa o debate sobre a <a href=\"https:\/\/openknowledge.worldbank.org\/bitstream\/handle\/10986\/28682\/211039ovPT.pdf?sequence=18&amp;isAllowed=y\">igualdade salarial<\/a>, promovendo assim a exig\u00eancia de outros direitos fundamentais, como a igualdade de casamento ou a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n\n\n\n<p>E a <a href=\"https:\/\/latinoamerica21.com\/br\/afrodescendentes-e-desigualdade-na-america-latina\/\">Am\u00e9rica Latina<\/a>? De acordo com diferentes estudos, a nossa regi\u00e3o fez progressos consider\u00e1veis nos \u00faltimos anos. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), entre 2005 e 2015, a diferen\u00e7a salarial na regi\u00e3o diminuiu seis pontos e permaneceu est\u00e1vel desde ent\u00e3o, devido \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o da economia. Enquanto isso, um estudo da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (CEPAL) afirma que, entre 1990 e 2014, a diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios de homens e mulheres diminuiu 12,1%.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>a diferen\u00e7a registrada pelos dados da CEPAL indica que as mulheres ganham, em m\u00e9dia, apenas 83,9% do que os homens percebem.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Embora as desigualdades tenham diminu\u00eddo nas\n\u00faltimas d\u00e9cadas e a Am\u00e9rica Latina esteja mais bem posicionada que a m\u00e9dia\nmundial, essa discrimina\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 um obst\u00e1culo para a autonomia econ\u00f4mica das\nmulheres e \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da pobreza e da desigualdade na regi\u00e3o. No entanto,\nestes dados variam de uma ag\u00eancia para outra. Para a OIT, a diferen\u00e7a atual \u00e9\nde 15% e para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) \u00e9 de 17%. Enquanto\na diferen\u00e7a registrada pelos dados da CEPAL indica que as mulheres ganham, em\nm\u00e9dia, apenas 83,9% do que os homens percebem.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Am\u00e9rica Latina ainda esteja longe de\nalcan\u00e7ar a igualdade salarial, para o diretor regional da OIT, Jos\u00e9 Manuel\nSalazar, a regi\u00e3o come\u00e7a a se preocupar com o tema e, no &#8220;m\u00e9dio ou longo\nprazo&#8221;, acabar\u00e1 aprovando leis que garantam que mulheres e homens ganhem o\nmesmo, como aconteceu na Isl\u00e2ndia. &#8220;A Am\u00e9rica Latina ainda n\u00e3o chegou a\nesse ponto porque \u00e9 uma medida muito forte e avan\u00e7ada, mas a necessidade de\nacabar com a disparidade salarial de g\u00eanero \u00e9 uma quest\u00e3o que est\u00e1 entrando na\nagenda dos pa\u00edses latino-americanos&#8221;, disse Salazar.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das melhorias a n\u00edvel regional, os\nn\u00fameros variam segundo as sub-regi\u00f5es. De acordo com o estudo Panorama Laboral\n2017 da OIT, a diferen\u00e7a salarial entre os sexos na Am\u00e9rica Central e no M\u00e9xico\n\u00e9 de 10%, enquanto na Am\u00e9rica do Sul a diferen\u00e7a chega a 23,4%. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m\nexistem diferen\u00e7as por setores com maior desigualdade no setor privado do que\nno setor p\u00fablico, devido \u00e0 maior atividade sindical entre os funcion\u00e1rios\np\u00fablicos e porque o n\u00edvel educacional das mulheres que optam por trabalhar para\no Estado tende a ser maior.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o representante da OIT, a\ndesigualdade salarial n\u00e3o \u00e9 apenas resultado de fatores culturais, mas tamb\u00e9m\nda composi\u00e7\u00e3o do emprego e do n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o das mulheres, o que torna a\nquest\u00e3o dif\u00edcil de abordar. No entanto, registaram-se progressos consider\u00e1veis\nem pa\u00edses como o Chile, a Col\u00f4mbia e, sobretudo, no Panam\u00e1, que se tornou o\nprimeiro pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina a aderir \u00e0 Coaliz\u00e3o Internacional pela\nIgualdade Salarial (EPIC), uma alian\u00e7a entre a OIT, a ONU Mulheres e a OCDE, que\nvisa reduzir a brecha salarial at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>A desigualdade salarial &#8220;\u00e9 uma batalha que\nrequer a\u00e7\u00f5es nacionais, legisla\u00e7\u00e3o e compromisso pol\u00edtico, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma\nbatalha que deve ser ganha no local de trabalho, empresa por empresa,\norganiza\u00e7\u00e3o por organiza\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu o diretor regional da OIT. Eliminar\nesta desigualdade \u00e9 fundamental para equiparar o valor do trabalho das mulheres\ne dos homens. Mas esta conquista seria ainda mais relevante como um acelerador\ndas transforma\u00e7\u00f5es das estruturas sociais hist\u00f3ricas desiguais que resistem \u00e0\nmudan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1 de Janeiro, a Isl\u00e2ndia tornou-se o primeiro pa\u00eds do mundo a garantir por lei a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres. Desta forma, o pequeno pa\u00eds n\u00f3rdico coloca em cima da mesa o debate sobre a igualdade de remunera\u00e7\u00e3o, promovendo assim a exig\u00eancia de outros direitos fundamentais.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":712,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[16741],"tags":[],"gps":[],"class_list":{"0":"post-714","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mujeres-pt-br"},"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=714"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/714\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=714"},{"taxonomy":"gps","embeddable":true,"href":"https:\/\/latinoamerica21.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/gps?post=714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}