Debates
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As expectativas não-cumpridas da democracia na América Latina
Se o sistema não garantir liberdades, justiça, participação e igualdade, outros atores, muitas vezes autoritários e populistas, ocuparão esse vazio.
Austrália: um vislumbre de esperança
Com a proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais, a Austrália acende uma luz no debate global sobre como proteger crianças e adolescentes dos excessos de um ecossistema digital sem regras.
2025: fim de uma era? Onde? Para quem?
2025 surge como um ano decisivo, em que a velha ordem já não funciona, mas a nova ainda não encontrou seu lugar, seus protagonistas nem um sentido comum.
América Latina 2025: o voto de protesto entre a fragmentação e a erosão democrática
Em um ano de 2025 marcado por urnas punitivas, sistemas fragmentados e democracias sob pressão, a América Latina confirmou que o voto continua sendo um instrumento de mudança, mas não mais uma garantia de estabilidade ou fortalecimento democrático.
Quem controla o poder? Eleições judiciais na Bolívia e no México
Entre a promessa de democratizar a justiça e o risco de submetê-la ao poder político, as eleições judiciais na Bolívia e no México reabrem uma questão fundamental.
Em nome de Deus: o carácter messiânico do populismo
Jair Bolsonaro e Hugo Chávez, apesar de representarem extremos opostos do espectro político, têm uma característica em comum: ambos usaram discursos e símbolos religiosos para se apresentarem como “salvadores da pátria”, cada um assumindo o papel de líder escolhido por uma missão divina em meio a crises políticas e institucionais. Com narrativas que misturam fé e política, o que chamamos de populismo messiânico, tanto Bolsonaro quanto Chávez conseguiram transformar suas imagens públicas usando elementos religiosos para legitimar suas ações e conquistar seguidores. O populismo é um fenômeno complexo e multidimensional, que pode ser visto como um movimento, uma estratégia ou uma ideologia, e que muitas vezes se opõe à democracia liberal, justificando a transgressão de seus princípios em nome da vontade popular. Se manifesta em lideranças que polarizam a sociedade entre “povo” e “elite”, promovendo a centralização do poder, a desconfiança institucional e a retórica de crise e ameaça. O populismo messiânico, em particular, enfatiza o culto à personalidade do líder como salvador histórico, utilizando a mobilização emocional e a manipulação midiática para consolidar seu domínio e limitar a oposição. É encarnado por líderes carismáticos que se posicionam como salvadores diante de elites consideradas corruptas ou como ameaças externas, e mobilizam...












