O capitalismo verde é apresentado como uma saída para a crise climática, mas corre o risco de reciclar, com outra linguagem, as mesmas desigualdades e dependências de sempre.
Na era da emergência climática, a ajuda estatal já não é distribuída de acordo com os danos, mas sim de acordo com quem sofre, revelando como os preconceitos políticos e raciais decidem quem merece ser ajudado.
Entre promessas não cumpridas e o peso do lobby fóssil, a COP30 voltou a mostrar a distância entre a urgência climática e a vontade política de deixar o petróleo para trás.
Realizada na Amazônia, a COP30 colocou no centro do debate climático uma questão fundamental e adiada: a desigualdade no acesso à informação como fator que agrava a vulnerabilidade das comunidades mais afetadas pela crise climática.
As apostas petrolíferas do Brasil e do Uruguai revelam as tensões entre seus discursos climáticos e um modelo de desenvolvimento que ainda prioriza os combustíveis fósseis, apesar da urgência ambiental.
A crise climática atinge a América Latina com uma força desproporcional, revelando uma região cada vez mais vulnerável e um mundo que não está cumprindo suas próprias promessas.