Tag: ideias
A crise venezuelana expõe não uma nova ordem mundial, mas a persistência do velho princípio do poder do mais forte, agora reconfigurado em uma disputa aberta pelas áreas de influência.
Sob narrativas de legalidade e ordem, o atual sistema internacional normaliza a exceção, legitima a força e reconfigura as relações de poder globais, com impactos diretos na América Latina.
Sob a retórica moral de ontem e o cinismo descarnado de Trump hoje, as potências voltam a exibir uma verdade incômoda: sem regras nem disfarces, os Estados Unidos assumem-se como gendarme global a serviço dos seus interesses.
A nova estratégia de Donald Trump em relação à Venezuela priorizou a estabilidade e os interesses geopolíticos dos Estados Unidos, deixando a oposição democrática venezuelana como a primeira grande prejudicada.
Apesar de seu tamanho e distância, o Paraguai tornou-se uma peça-chave na disputa geopolítica entre a China, Taiwan e os Estados Unidos por ser o único país da América do Sul que ainda reconhece diplomaticamente Taipéi.
A crise venezuelana não obriga a escolher entre a ditadura chavista e o imperialismo estadunidense: ambos representam formas inaceitáveis de usurpação da soberania e da vontade democrática.
A saída forçada de Nicolás Maduro não significa o fim do chavismo, mas sim o início de uma estratégia de sobrevivência baseada na coesão interna, na negociação com os Estados Unidos e na adaptação a uma nova ordem geopolítica.
O ano de 2025 encerra-se com a sensação compartilhada de que o continente americano atravessa um profundo reajuste, embora sem encontrar um rumo estável....
2025 surge como um ano decisivo, em que a velha ordem já não funciona, mas a nova ainda não encontrou seu lugar, seus protagonistas nem um sentido comum.
Enquanto nos países desenvolvidos a produtividade impulsiona empregos de qualidade, na América Latina o avanço tecnológico está aumentando a eficiência ao custo de mais informalidade e menos trabalho formal.
















