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Na América Latina, a inteligência artificial não apenas nos conecta, mas se tornou o refúgio digital que substitui alguns de nossos laços humanos.
A migração não é uma “crise” temporária: é uma força global que está reescrevendo fronteiras, tensionando direitos e obrigando os Estados a escolher entre integração ou exclusão.
A política dos Estados Unidos em relação à ilha já não visa administrar uma realidade, mas encerrar uma história inconclusiva, transformando o sofrimento econômico e a migração em provações morais.
Após quatro décadas de crises, desacordos e adaptações constantes, o Mercosul demonstra que sua maior força não é a ausência de conflitos, mas sua capacidade de sobreviver e continuar sendo um ator fundamental na integração regional.
A América Latina enfrenta um dilema fiscal que não se resolve escolhendo entre aumentar os impostos ou cortar gastos, mas sim redefinindo o que o Estado quer financiar e como fazê-lo de forma sustentável e legítima.
A crise da democracia não provém das massas mobilizadas, mas das elites econômicas que, a partir de dentro, aprenderam a governar sem prestar contas.
O poder do "lobby" empresarial e a extrema concentração da riqueza estão aprofundando a desigualdade e enfraquecendo as bases sociais e democráticas, empurrando as economias para um risco crescente de fratura social.
O avanço das novas direitas na América Latina não se explica apenas por ciclos ideológicos, mas também pela sua capacidade de transformar o profundo mal-estar social e a anomia em projetos políticos.
A crise venezuelana expõe não uma nova ordem mundial, mas a persistência do velho princípio do poder do mais forte, agora reconfigurado em uma disputa aberta pelas áreas de influência.
Sob narrativas de legalidade e ordem, o atual sistema internacional normaliza a exceção, legitima a força e reconfigura as relações de poder globais, com impactos diretos na América Latina.
















