Longe de serem práticas residuais, esses métodos persistem e se expandem como ferramenta política para restringir direitos, inclusive onde antes pareciam consolidados.
Quando a ideologia substitui o pragmatismo na política econômica e externa, o confronto ganha centralidade e os custos — econômicos, institucionais e sociais — não demoram a aparecer.
A esquerda latino-americana, triunfante nas urnas por seu discurso de justiça social, enfrenta agora um desgaste acelerado por sua incapacidade de traduzir seus símbolos em resultados governamentais.
A humanidade precisa recuperar as instituições que serviram de equilíbrio para os desencontros e abusos de poder. Se isso não for feito, abre-se a porta para a tirania global.