A América Latina está se inclinando para a direita, impulsionada pelo descontentamento da população, priorizando a segurança e a economia, enquanto o centro político enfrenta seu maior dilema.
A iniciativa impulsionada por Washington visa mais exportar alinhamentos políticos e excluir atores-chave do que construir uma cooperação regional eficaz.
Longe de serem práticas residuais, esses métodos persistem e se expandem como ferramenta política para restringir direitos, inclusive onde antes pareciam consolidados.
Quando a ideologia substitui o pragmatismo na política econômica e externa, o confronto ganha centralidade e os custos — econômicos, institucionais e sociais — não demoram a aparecer.
A esquerda latino-americana, triunfante nas urnas por seu discurso de justiça social, enfrenta agora um desgaste acelerado por sua incapacidade de traduzir seus símbolos em resultados governamentais.