A Argentina obtém maior acesso ao mercado e apoio financeiro de Washington, mas cede margem estratégica ao alinhar-se aos interesses dos Estados Unidos e limitar seus laços com a China.
O apoio da nova direita latino-americana a Donald Trump revela até que ponto ela está disposta a relativizar a democracia em nome de sua alinhamento geopolítico.
Na era da “geopolítica do eu”, o poder global deixa de se articular em regras e alianças estáveis para girar em torno da liderança personalista, transacional e autorreferencial de Donald Trump.
Em um cenário em que o crime se organiza em rede, a falta de coordenação entre o Equador e a Colômbia apenas encarece o que é legal e fortalece o que é ilegal.
Reduzir a boa governança à segurança — seja nacional ou “humana” — é uma falácia que esconde a fraqueza do Estado e legitima a militarização em vez de fortalecer a democracia.
A retirada dos Estados Unidos do multilateralismo acelera a fragmentação do sistema interamericano e abre um cenário “pós-americano” no qual a China avança sobre uma governança regional enfraquecida.