Na era da “geopolítica do eu”, o poder global deixa de se articular em regras e alianças estáveis para girar em torno da liderança personalista, transacional e autorreferencial de Donald Trump.
Em um cenário em que o crime se organiza em rede, a falta de coordenação entre o Equador e a Colômbia apenas encarece o que é legal e fortalece o que é ilegal.
Reduzir a boa governança à segurança — seja nacional ou “humana” — é uma falácia que esconde a fraqueza do Estado e legitima a militarização em vez de fortalecer a democracia.
A retirada dos Estados Unidos do multilateralismo acelera a fragmentação do sistema interamericano e abre um cenário “pós-americano” no qual a China avança sobre uma governança regional enfraquecida.
A nova estratégia de Trump implementa uma política de força que reconfigura a segurança regional e redefine a relação de Washington com a América Latina.