A crise mais grave do regime cubano coincide com uma estratégia de pressão máxima impulsionada por Washington. O objetivo é forçar uma transição política, mas o uso da força já não parece ser uma hipótese descartada.
Washington volta a apostar em uma estratégia que já fracassou há mais de seis décadas: usar sanções econômicas para forçar uma mudança política em Cuba. Mas, ao tentar isolar o regime, também dificulta as reformas e empurra Havana para a China.
Mais do que celebrar o legado de 1776, as democracias da América enfrentam o desafio de demonstrar que ainda são capazes de oferecer resultados aos seus cidadãos.
Os Estados Unidos estão redefinindo o cenário regional por meio de acordos bilaterais que colocam sob pressão o multilateralismo e expõem a América Latina a novas dependências digitais e comerciais.
A América Latina volta a se dividir entre aliados e punidos em um tabuleiro regional onde Washington impõe lealdades como condição para a estabilidade.