Com um crescimento econômico anêmico, uma dívida crescente e pressões internas e externas, o México enfrenta em 2026 o desafio de administrar a escassez sem prejudicar seu frágil equilíbrio político e institucional.
A prisão de Cilia Flores junto com Nicolás Maduro reacende o debate sobre o poder real das primeiras-damas na América Latina e expõe como uma função sem controles formais pode se tornar um ator político fundamental dentro de regimes autoritários.
A nova febre mineira coloca a América Latina no centro da disputa global, aprofundando o extrativismo, a dependência e o conflito territorial sob o discurso da transição energética e do desenvolvimento.
O avanço das novas direitas na América Latina não se explica apenas por ciclos ideológicos, mas também pela sua capacidade de transformar o profundo mal-estar social e a anomia em projetos políticos.
A crise venezuelana expõe não uma nova ordem mundial, mas a persistência do velho princípio do poder do mais forte, agora reconfigurado em uma disputa aberta pelas áreas de influência.
Entre promessas não cumpridas e o peso do lobby fóssil, a COP30 voltou a mostrar a distância entre a urgência climática e a vontade política de deixar o petróleo para trás.