Na era da “geopolítica do eu”, o poder global deixa de se articular em regras e alianças estáveis para girar em torno da liderança personalista, transacional e autorreferencial de Donald Trump.
O Equador deixou de ser um ator marginal para se integrar plenamente, e tardiamente, às dinâmicas do crime organizado transnacional, em um contexto de profundas fragilidades estatais.
Em um mundo que se reorganiza à margem de regras e controles, as democracias enfrentam o desafio urgente de resistir ao avanço de lideranças autoritárias sem renunciar aos seus próprios limites.
O trumpismo mostra como a comunicação política contemporânea transforma o medo e o pânico moral numa gramática do poder sustentada por emoções, plataformas digitais e crises permanentes.
O show do Super Bowl confirmou que, na cultura popular global, o espetáculo nunca é neutro: língua, identidade e poder político disputam espaço até mesmo no palco mais massivo do entretenimento.
A concentração extrema de riqueza não só aprofunda a desigualdade, como ameaça a própria sobrevivência da democracia, ao transformar o poder político num privilégio das elites econômicas.