A migração não é uma “crise” temporária: é uma força global que está reescrevendo fronteiras, tensionando direitos e obrigando os Estados a escolher entre integração ou exclusão.
Ao ceder a medalha do Nobel a Trump, Machado quis acelerar a transição, mas acabou expondo seu maior dilema: influência internacional sem poder efetivo.
O que se apresenta como consenso científico pode se tornar um ato de poder quando aplicado sem levar em consideração os corpos, as culturas e as desigualdades que pretende ordenar.
A captura de Maduro não deu início a uma transição democrática na Venezuela, mas sim a um precedente preocupante: o de uma soberania intervinda sem consentimento nem legalidade internacional.