Sob o governo de Daniel Noboa, o Equador passa por uma transformação gradual que concentra o poder, enfraquece os freios e contrapesos e reconfigura as regras democráticas, levando a uma deriva com traços autoritários.
O Congresso peruano transformou o caos político em uma estratégia para concentrar o poder e avançar em direção a um autoritarismo construído a partir do próprio Parlamento.
Em apenas nove meses, Trump empreendeu uma ofensiva sem precedentes que combina centralização do poder, ataques ao Estado de Direito e uso político da lei para empurrar os Estados Unidos para uma autocracia.
Enquanto a democracia se deteriora, líderes carismáticos aproveitam o mal-estar social para consolidar um modelo híbrido: um capitalismo autoritário com rosto populista. De Trump a Bukele, passando por Milei e Noboa, surge uma geração que encarna uma época em que a estabilidade econômica pesa mais do que os valores democráticos.
As autocracias eleitorais aperfeiçoam o controle judicial por meio de órgãos disciplinares que, longe de garantir a justiça, sufocam a independência dos juízes.