O mundo “descobre”, com selo oficial, o que já se sabia: que o crescimento sem limites destrói a vida; e a verdadeira novidade é a brecha que se abre para mudar a narrativa.
Na Argentina de hoje, a qualidade dos relacionamentos é cada vez mais condicionada pelo tempo, pelos recursos e pela fase da vida, revelando uma crescente desigualdade emocional.
As múltiplas transições pelas quais a região está passando só serão legítimas se conseguirem enfrentar a crise climática sem aprofundar a desigualdade.
A concentração extrema de riqueza não só aprofunda a desigualdade, como ameaça a própria sobrevivência da democracia, ao transformar o poder político num privilégio das elites econômicas.
A agenda dos cuidados ganha espaço no discurso regional, mas esbarra em um modelo que continua se sustentando no trabalho invisível e precário das mulheres.