Longe de desaparecer, os mecanismos de integração da região buscam se adaptar à fragmentação política por meio de fórmulas mais flexíveis que preservem espaços mínimos de cooperação e governança.
Os Estados Unidos estão redefinindo o cenário regional por meio de acordos bilaterais que colocam sob pressão o multilateralismo e expõem a América Latina a novas dependências digitais e comerciais.
O renovado ativismo de Washington na região reaviva a lógica da Doutrina Monroe e reposiciona o Caribe como eixo estratégico de sua influência hemisférica.
A crescente rivalidade entre as potências transforma a América Latina em um espaço estratégico onde a infraestrutura, a tecnologia e os recursos definem seu grau real de autonomia.
O Irã construiu na América Latina uma rede flexível, baseada no Hezbollah e em alianças com o crime organizado, que lhe permite manter sua influência apesar da pressão internacional e das mudanças políticas.
A Argentina obtém maior acesso ao mercado e apoio financeiro de Washington, mas cede margem estratégica ao alinhar-se aos interesses dos Estados Unidos e limitar seus laços com a China.