Uma região, todas as vozes

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Há dois meses da morte do ex-presidente Piñera, seu legado é objeto de debate. Para alguns, foi um construtor de pontes e instituições regionais, enquanto outros o veem como o precursor da direita populista radical no país do sul.
A religião tornou-se um instrumento para reconquistar a fé dos eleitores, fundindo-se com o populismo para santificar a política e transformar a relação entre cidadãos e líderes.
As crises questionam, implicam a ocorrência de momentos críticos, pontos de ruptura, refletem um caminho repleto de riscos, mas também de oportunidades. E, assim como dirigir em uma estrada, observamos vários sinais.
Nos últimos anos, a migração se tornou uma parte central dos discursos de campanha dos candidatos em todo o espectro político. E são cada vez mais frequentes as narrativas que estigmatizam as pessoas migrantes e refugiadas, promovendo ações xenófobas.
As redes sociais e os líderes inescrupulosos formam uma combinação explosiva e podem ser um fator adicional de erosão das relações entre os países, como mostra a briga do presidente argentino Javier Milei com seus pares da Colômbia e do México.
O governo aberto, como é conhecida a forma de governança que busca aprofundar o papel dos cidadãos na participação da tomada de decisões públicas, é uma alternativa à ameaça crônica às democracias.
O mandatário argentino não perdeu a capacidade de definir a agenda e estabelecer conexões profundas com seu eleitorado e que justifica os ajustes para libertar o país da “casta”. Por enquanto, essa “guerra” vence as limitações do bolso.
A erosão democrática não envolve apenas a ascensão de líderes populistas, baixos níveis de participação nas eleições e respaldo a figuras autoritárias. Em vários países latino-americanos, observa-se a crescente influência dos militares sobre o poder civil.
A polarização, embora sempre tenha existido, torna-se relevante em tempos de comunicação política digital porque se torna um recurso que corrói a sociabilidade e promove a fragmentação social.
O aumento nos níveis de fome e de insegurança alimentar, o aumento de diversas doenças e a perda global de biodiversidade estão forçando milhões de pessoas a abandonar suas casas ano após ano.