Quando Nicolás Maduro desafiou o mundo com um "venham me buscar", não imaginou que esse grito marcaria o princípio do fim de seu poder e abriria uma transição incerta para a Venezuela.
Este fenômeno revela como os líderes mundiais transformaram o exercício do poder em um espetáculo, onde a teatralidade, a provocação e o carisma midiático têm tanto peso quanto — ou mais do que — suas decisões governamentais.
Enquanto a democracia se deteriora, líderes carismáticos aproveitam o mal-estar social para consolidar um modelo híbrido: um capitalismo autoritário com rosto populista. De Trump a Bukele, passando por Milei e Noboa, surge uma geração que encarna uma época em que a estabilidade econômica pesa mais do que os valores democráticos.
As autocracias eleitorais aperfeiçoam o controle judicial por meio de órgãos disciplinares que, longe de garantir a justiça, sufocam a independência dos juízes.
Da burocracia clássica à Nova Gestão Pública, a Administração Pública mudou com as transformações políticas, econômicas e sociais que redefiniram o papel do Estado no mundo.
Um diagnóstico incorreto leva a uma interpretação tendenciosa da realidade que enfraquece os argumentos e, em alguns casos, afeta as percepções dos cidadãos.
A América Latina tem sido um terreno fértil para casais que exercem o poder juntos, desde autocracias ou sucessão na presidência até candidaturas para alcançar os mais altos cargos de liderança.
No mundo estão aparecendo personagens que desafiam o status quo, promovem agendas anti-sistema e prometem uma verdadeira democracia marcada por tintes autoritários.