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Política externa e disputa eleitoral no Brasil de 2026: Washington quer ir às urnas
No Brasil, a política externa tornou-se cenário eleitoral. As visitas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro, os dois principais candidatos à presidência do país, à capital dos Estados Unidos revelam, além do conteúdo de suas agendas, uma disputa pela conquista de prestígio internacional e capital político. A relação bilateral com os Estados Unidos tem ocupado um espaço relevante no debate público brasileiro e se tornou um elemento importante para compreender as estratégias dos candidatos à presidência do país. Esse processo é impulsionado tanto pelo fortalecimento da diplomacia presidencial como instrumento de projeção de liderança internacional — uma característica marcante dos primeiros governos de Lula — quanto pela ampliação e diversificação dos temas que passaram a integrar a agenda da política externa brasileira. No caso da viagem oficial do presidente, as questões que ocuparam uma posição central na agenda, reforçando a ênfase de seu governo na defesa da soberania nacional, foram o recrudescimento das tensões comerciais — em particular o chamado tarifaço —, a exploração de terras raras e a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Por sua vez, a visita do senador Flávio Bolsonaro foi predominantemente simbólica, voltada não tanto para a formulação de agendas substantivas de política externa,...
A arquitetura cotidiana da violência: quando as políticas de drogas geram mais insegurança
Na América Latina, a maior insegurança vinculada às drogas não é produzida pelo consumo, mas pelas políticas que insistem em combater-lo com proibição e castigo.
A Restauração Fujimorista
O retorno de Keiko Fujimori ao poder sugere uma restauração do fujimorismo, que promete ordem, mas reaviva as tensões e os riscos do passado.









