O Brasil e a Síndrome de Voldemort

Hoje no Brasil vivemos com a síndrome de Voldemort. Os afectados são sobretudo jornalistas e meios de comunicação moderados, sobretudo os que agora se encontram órfãos do centro-direita. Eles são incapazes de pronunciar termos como “fascista”, “extrema-direita” e “ameaça à democracia”.

Bukelaço: um golpe contra a democracia salvadoreña

O principal empregado dos salvadorenhos decidiu se elevar à posição de intérprete máximo da Constituição. Apesar do que diz a Constituição. Nayib Bukele, presidente de El Salvador, decidiu confiar em suas visões e em um Deus que aparentemente fala com ele para dar um golpe contra a Assembleia Legislativa. E, assim, contra a democracia.

Eleições no Peru: começo ou fim da guerra política?

A elite urbana do Peru considerou que a dissolução do Congresso seria um prelúdio para a renovação política. Entretanto, os resultados do último domingo mostraram a fratura social que leva as massas de peruanos a acabar exigindo alternativas semelhantes às ficcionadas por Vargas Llosa.

Populismo: moralismo autoritário

Em nossos tempos, o mundo inteiro se parece a um bosque (em chamas) de onde brotam de todos os lados, e sem aviso, vários fungos em forma de populismo, cujo aspecto díspar deriva das diferentes tradições e culturas de cada país. É o passado que transmite ao presente aquilo que persevera dele, ainda que de forma latente.

O meio ambiente e seus defensores em perigo

Os incêndios florestais ocorridos em agosto de 2019 fizeram disparar os alarmes e colocaram a América Latina no centro das discussões sobre o ambiente e a mudança no clima, mas esses episódios são apenas sintomas de um fenômeno estrutural que fez da região a zona mais perigosa do mundo para os defensores do ambiente.

2019, a perturbação do movimento

As mobilizações e os conflitos que surgiram ao longo de 2019 deixam uma sensação de surpresa e perplexidade, surpreendem por sua contundência, por seu caráter contestatório, violência e radicalismo. Seu surgimento em cascata, em diferentes regiões do mundo, torna a cena global o teatro dos acontecimentos.

Política

O que nos diz o populismo?

O termo “populismo” é usado hoje em dia como referência a uma ampla gama de líderes, movimentos, partidos e governos, desde o Fidesz, de Viktor Orban, um partido de ultradireita, até o movimento esquerdista anti neoliberal liderado por Evo Morales, passando por Bolsonaro, que glorifica o governo militar no Brasil.

Bolívia, entre o autoritarismo e a liberdade

Uma semana após as eleições gerais na Bolívia, o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) divulgou os resultados finais em meio a protestos sociais. De acordo com esses resultados, o Movimento ao Socialismo (MAS) de Evo Morales obteve 47,08%, enquanto o oponente Carlos Mesa de Comunidad Ciudadana obteve 36,51%.

Economia

A difícil história da A.L. se tornou mais difícil ainda

A história latino-americana sofre pela dependência quanto às
exportações, inquietação popular, repressão política, governos autoritários e intromissão militar. Supunha-se que a transição para a democracia e a liberalização dos mercados na década de 1980 mitigariam esses desafios.

Economia mexicana começa a se aproximar do abismo

A economia mexicana, a segunda maior da América Latina, abaixo da brasileira, começa a se aproximar do abismo, no primeiro aniversário de governo do presidente Andrés Manuel López Obrador. Os motivos para festejar são realmente poucos, no plano econômico.

Sociedade

Novas constituições podem renovar os pactos sociais; ou não

Ainda que o momento seja propício para negociar uma nova constituição, para um Chile mais democrático, mas a menos que a mais ampla gama possível de interesses sociais tome parte do processo de negociação, novas constituições podem na verdade contribuir para a perpetuação do autoritarismo.

A polarização sistêmica

Polarização é uma palavra da moda no mundo político. No entanto, ele é usado de forma ambígua e tendenciosa. Geralmente se coloca com dois pólos radicalmente antagônicos, mas embora estes sejam mostrados como “extremos” ideológicos, tem mais a ver com a construção dos próprios atores políticos do que com a realidade.