O Outubro Sul-Americano

Coautor Marianna Albuquerque
O mês de outubro foi repleto de eventos: Eleições presidenciais foram realizadas em Argentina, Bolívia e Uruguai, uma eleição local na Colômbia, e uma crise institucional no Peru que redundou no fechamento do Congresso.

O que nos diz o populismo?

O termo “populismo” é usado hoje em dia como referência a uma ampla gama de líderes, movimentos, partidos e governos, desde o Fidesz, de Viktor Orban, um partido de ultradireita, até o movimento esquerdista anti neoliberal liderado por Evo Morales, passando por Bolsonaro, que glorifica o governo militar no Brasil.

A explosiva insatisfação latino-americana

Os estouros sociais de grande magnitude que convulsionaram Equador, Chile e Bolívia nas últimas semanas, e mais as imensas manifestações que acontecem seguidamente no Haiti, sacudiram a América Latina, fazendo tremer os governos e, em alguma medida, fragilizando o tecido social dos países envolvidos.

Bolívia, entre o autoritarismo e a liberdade

Uma semana após as eleições gerais na Bolívia, o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) divulgou os resultados finais em meio a protestos sociais. De acordo com esses resultados, o Movimento ao Socialismo (MAS) de Evo Morales obteve 47,08%, enquanto o oponente Carlos Mesa de Comunidad Ciudadana obteve 36,51%.

Argentina: uma eleição, múltiplas decisões

Argentina vota em uma eleição com um nível incomum de mobilização. A grande diferença entre a Frente de Todos e o PASO funcionou como uma importante amostra de vontades e gerou uma reação entre os partidários do partido no poder que se materializou em um nível inesperado de mobilização.

Como se previa, explodiu o paiol de pólvora chileno

Estou escrevendo estas linhas poucos minutos antes que entre em vigor o toque de recolher no Chile, pelo terceiro dia consecutivo. Se alguém tivesse me dito alguns dias atrás que eu passaria este final de semana trancado, entre estados de emergência e toques de recolher, eu não teria acreditado.

Equador na encruzilhada regional

A crise política que o Equador viveu nos últimos dias o coloca em posição central para a definição de tendências regionais cruciais sobre como abandonar modelos econômicos que combinam extrativismo e rentismo dos recursos naturais, e sobre cuja lógica se sustentam sistemas políticos baseados no clientelismo e na corrupção.

Política

O que se debate nesta eleição boliviana?

Menos de uma semana após as eleições gerais na Bolívia, o debate é descentralizado sobre os assuntos que a opinião pública deve ocupar, que são, por padrão, as propostas programáticas dos partidos. Os planos são em alguns casos repetitivos e em outros não diferenciados um do outro.

Em outubro não há milagres para Vizcarra

O título parafraseia o nome paradoxal de um livro escrito pelo romancista Oswaldo Reynoso. E é paradoxal porque, na cultura popular peruana, outubro é o mês dedicado à veneração do Senhor dos Milagres, que é identificado com numerosos atos divinos que salvaram a cidade de Lima de terremotos e outras calamidades.

A crise política no Equador e seus líderes

A eliminação do subsídio aos combustíveis é a primeira decisão econômica de transcendência tomada pelo governo. Apesar de que a crise econômica que o país está vivendo exija reformas, como qualquer decisão que afete o bolso da cidadania, ela gera conflito e é assim que o governo deveria tê-lo entendido.

Economia

Novas sanções a Venezuela sufocam mas não matam

Em 6 de agosto, aconteceu na capital peruana a Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela, com a participação de 59 países e três órgãos internacionais,e nela foi discutido basicamente o que se faria no “dia seguinte” à queda do regime de Nicolás Maduro.

Discutir o imposto sobre heranças

Na década de 1980, já estava muito clara a desarticulação do pacto fiscal argentino. Em um livro clássico, Ricardo Carciofi expôs impiedosamente os profundos dissensos sociais, políticos e institucionais quanto à estrutura da arrecadação e dos gastos públicos.

A economia política de um Estado fraco

Afirmar que é necessário reconstruir o Estado é muito bom, mas não nos leva longe; que, indispensável, leva tempo, devemos começar agora, sim, mas enquanto isso precisamos enfrentar os problemas com os recursos disponíveis.

Sociedade

A Amazônia é parte da identidade do Brasil

Em uma visita à Amazônia, subi de barco o rio Negro, de Manaus à pequena cidade de Novo Airão. Encontrei uma jovem, então com 29 anos, a chefiar o Parque Nacional das Anavilhanas. Giovanna Palazzi, nascida em São Paulo, longe da Amazônia, apaixonou-se pelas Anavilhanas, aos 14 anos, numa excursão de seu colégio.

A Amazônia em perigo

Durante as últimas semanas, vieram à luz dados que deveriam ser mais que preocupantes para todos os latino-americanos. O fato é que relatórios recentes mostram a rapidez com que estamos arrasando um de nossos tesouros mais valiosos, a selva amazônica.