Professora de Ciência Política na PUC-Rio e doutora em Ciências Sociais pela mesma universidade. Membro da Rede de Mulheres Cientistas Políticas #NoSinMujeres.
De vista do segundo turno das eleições presidenciais, o Brasil enfrenta o desafio de escolher entre o desejo de mudança e os riscos que a concentração de poder e o nepotismo político representam.
O negacionismo instaurado por Bolsonaro transcendeu seu governo e hoje continua operando no Congresso, bloqueando avanços socioambientais e corroendo a confiança na democracia.
Nenhum cenário seria pior para a agenda da equidade econômica, da justiça social, dos direitos humanos e o fortalecimento da democracia no Brasil no qual poderia surgir o retorno da extrema direita ao poder.
Os retrocessos sobre direitos reprodutivos das mulheres se conectam à presença e à linguagem violenta de líderes políticos extremistas, e processos de desinformação.