Pesquisador Associado do ICAEPA, com sede em Sheffield, Reino Unido. Economista. Consultor em análise de risco, inteligência de negócios, análise de cadeia de valor e preços de transferência.
As polêmicas racistas da Copa do Mundo reacenderam um antigo debate: como o ideal de “branqueamento” moldou a identidade nacional na Argentina e em boa parte da América Latina e continua condicionando suas desigualdades.
Após a queda de Maduro, a Venezuela enfrenta o dilema comum a muitas transições abruptas: como evitar que o fim do autoritarismo resulte em novas formas de poder instáveis ou exploradoras.
A política dos Estados Unidos em relação à ilha já não visa administrar uma realidade, mas encerrar uma história inconclusiva, transformando o sofrimento econômico e a migração em provações morais.
A queda de Nicolás Maduro encerra um ciclo histórico na Venezuela, mas a forma violenta de sua saída abre um futuro incerto, onde a democracia está longe de ser garantida.
A revolução libertária de Javier Milei, que prometia libertar a Argentina do Estado, acabou sendo sustentada por um resgate do Tesouro dos Estados Unidos, símbolo máximo do intervencionismo que ele jurou combater.
O ataque naval dos EUA contra a Venezuela marca não só uma escalada militar na região, mas também o desmantelamento da ordem internacional liberal e o retorno à coerção unilateral de Washington.
A América Latina é uma das regiões mais pacíficas entre os Estados, mas também uma das mais violentas do mundo. Sem guerra declarada, suas cidades registram mais mortes do que muitos países em conflito armado.