As polêmicas racistas da Copa do Mundo reacenderam um antigo debate: como o ideal de “branqueamento” moldou a identidade nacional na Argentina e em boa parte da América Latina e continua condicionando suas desigualdades.
Os processos de modernização da região têm devolvido aos indígenas alguns dos capitais que lhes foram tirado. Mas o prestígio social, cultural e linguístico perdido é muito mais difícil de recobrar.
As mulheres negras têm os menores índices de escolaridade e, como desdobramento, as piores posições no mercado de trabalho quando comparadas às mulheres brancas.
O governo deu mais um passo na promoção da igualdade racial com a assinatura de um decreto que garante que pelo menos 30% dos cargos de confiança no governo federal sejam ocupados por pessoas negras.
Este ano marca o centenário do nascimento de Victoria Santa Cruz (1922-2014), um ícone da cultura afro-peruana e expoente da influência africana na América Latina e no Caribe.