O tráfico de animais silvestres consolidou-se como uma rede de crime organizado transnacional que se aproveita de lacunas na legislação, exigindo cooperação e proteção além-fronteiras.
A expansão das redes criminosas transnacionais revela falhas estruturais do Estado e a consolidação de uma governança ilícita que ameaça a segurança regional.
O Equador deixou de ser um ator marginal para se integrar plenamente, e tardiamente, às dinâmicas do crime organizado transnacional, em um contexto de profundas fragilidades estatais.
A violência que se seguiu aos recentes acontecimentos em Jalisco não diz respeito apenas a uma organização criminosa, mas também à capacidade — e aos limites — do Estado para administrar os vácuos de poder.
O uso crescente de drones pelo crime organizado está transferindo a disputa pelo controle territorial para o espaço aéreo de baixa altitude, desafiando a capacidade de resposta dos Estados.
A extorsão criminosa se infiltra em escolas, templos e espaços esportivos diante da incapacidade do Estado de garantir a segurança e conter sua expansão.