Embora o governo afirme ter havido uma forte queda nos homicídios, o aumento dos desaparecimentos, a expansão do controle criminoso e a violência territorial traçam um quadro muito mais alarmante.
A expansão do crime organizado na América Latina já não ameaça apenas a segurança, mas também corrói silenciosamente as instituições e coloca em risco a democracia em toda a região.
Classificar o crime organizado como terrorismo não apenas endurece as penas: redefine a ameaça, reconfigura as respostas do Estado e coloca sob pressão a soberania na América Latina.
O tráfico de animais silvestres consolidou-se como uma rede de crime organizado transnacional que se aproveita de lacunas na legislação, exigindo cooperação e proteção além-fronteiras.
A expansão das redes criminosas transnacionais revela falhas estruturais do Estado e a consolidação de uma governança ilícita que ameaça a segurança regional.
O Equador deixou de ser um ator marginal para se integrar plenamente, e tardiamente, às dinâmicas do crime organizado transnacional, em um contexto de profundas fragilidades estatais.