A crise mais grave do regime cubano coincide com uma estratégia de pressão máxima impulsionada por Washington. O objetivo é forçar uma transição política, mas o uso da força já não parece ser uma hipótese descartada.
A Venezuela e Cuba estão experimentando uma abertura econômica limitada para preservar o controle político, seguindo o modelo da China e do Vietnã, sem abrir as portas para as liberdades democráticas.
Washington volta a apostar em uma estratégia que já fracassou há mais de seis décadas: usar sanções econômicas para forçar uma mudança política em Cuba. Mas, ao tentar isolar o regime, também dificulta as reformas e empurra Havana para a China.
O diálogo entre os países reflete uma negociação assimétrica e limitada, em que a pressão externa busca mudanças estruturais, enquanto o regime prioriza sua sobrevivência.