Relatório alerta que a democracia global está passando por um retrocesso histórico, em que as eleições já não garantem os sistemas democráticos diante do avanço contínuo da autocratização.
O mundo “descobre”, com selo oficial, o que já se sabia: que o crescimento sem limites destrói a vida; e a verdadeira novidade é a brecha que se abre para mudar a narrativa.
Após a queda de Maduro, a Venezuela enfrenta o dilema comum a muitas transições abruptas: como evitar que o fim do autoritarismo resulte em novas formas de poder instáveis ou exploradoras.
Em um mundo que se reorganiza à margem de regras e controles, as democracias enfrentam o desafio urgente de resistir ao avanço de lideranças autoritárias sem renunciar aos seus próprios limites.
A concentração extrema de riqueza não só aprofunda a desigualdade, como ameaça a própria sobrevivência da democracia, ao transformar o poder político num privilégio das elites econômicas.