Enrique Gomáriz Moraga tem sido pesquisador da FLACSO no Chile e outros países da região. Foi consultor de agências internacionais (UNDP, IDRC, BID). Estudou Sociologia Política na Univ. de Leeds (Inglaterra) sob orientação de R. Miliband.
A democracia enfrenta pressões crescentes decorrentes da polarização, da insegurança e do desencanto dos cidadãos, reabrindo o debate sobre o papel do Estado e da cidadania no seu fortalecimento.
A vitória de Laura Fernández abre uma encruzilhada: reformar o Estado para dar lugar a uma Terceira República ou, nessa tentativa, corroer os contrapesos que sustentavam a sua democracia.
A crise venezuelana não obriga a escolher entre a ditadura chavista e o imperialismo estadunidense: ambos representam formas inaceitáveis de usurpação da soberania e da vontade democrática.
É claro que o apoio popular às políticas imperiais das grandes potências não implica automaticamente que elas aderem ao belicismo. Mas, embora influenciadas por múltiplos fatores, há ligações claras entre as duas posições.
As críticas a esse modelo apresentam dois elementos sólidos: o mencionado aumento da pobreza e a difícil sustentabilidade deste programa econômico radical.
Não se engane: a democracia não é um programa de bem-estar social, mas principalmente um sistema político para a tomada pacífica de decisões coletivas.
Maduro conta com uma arquitetura institucional moldada por seu antecessor, com pessoal operante e aderente, que compõe as hierarquias dos poderes executivo, legislativo e judiciário