Entre o legado do fujimorismo e a crise crônica do sistema político peruano, Keiko Fujimori volta a concorrer à presidência como símbolo de continuidade, experiência e polarização.
Do narcisismo presidencial à sacralização do poder, os líderes contemporâneos misturam política e religião em uma encenação perigosa que coloca as democracias sob tensão.
A prisão de Cilia Flores junto com Nicolás Maduro reacende o debate sobre o poder real das primeiras-damas na América Latina e expõe como uma função sem controles formais pode se tornar um ator político fundamental dentro de regimes autoritários.
Na política contemporânea, a qualidade individual dos que exercem a presidência parece ter cada vez menos peso, substituída pelo crescente poder dos assessores que moldam o rumo dos governos.
À medida que surgem vozes que ameaçam a sobrevivência da democracia, o desafio é manter vivo o legado daqueles que aprenderam que a intolerância nunca será a solução.
No país andino oficializou-se um número recorde de divisões partidárias. No total, 43 partidos políticos foram autorizados a concorrer à Presidência nas próximas eleições.