A Amazônia enfrenta uma crise de espoliação, violência e enfraquecimento democrático que põe à prova a eficácia do Acordo de Escazú e a proteção daqueles que defendem o território.
Enquanto os Estados acumulam diagnósticos e promessas, organizações e comunidades tomam a iniciativa de documentar a violência ambiental e de colocar em prática os princípios do Acordo.
O Acordo de Escazú só será eficaz se colocar no centro as mulheres, os povos indígenas e as comunidades afrodescendentes afetadas pelo extrativismo e pela exclusão ambiental.
Alguns especialistas e organizações locais consideram que este é um mecanismo concebido por potências transnacionais para limitar a autonomia da região.
O acordo marca um ponto de viragem na agenda ambiental regional e tem um enorme potencial no processo de construção de sociedades mais justas, equitativas e sustentáveis. A partir de sua entrada em vigor, nossa tarefa como cidadãos será trabalhar para que ela seja ratificada por todos os países e se torne uma realidade.