A remontada de Lula não se explica pelo triunfalismo nem por uma estratégia de marketing, mas pela rejeição a Flávio Bolsonaro e por uma mobilização militante que transformou a ameaça em votos.
A mobilização da sociedade civil nas ruas e nas redes sociais demonstrou que a participação cidadã pode conter o avanço autoritário e defender a democracia diante da desmobilização política.
Com Flávio Bolsonaro fortalecido após o primeiro turno, Lula enfrenta um segundo turno decisivo que colocará à prova sua capacidade de se reinventar e o futuro da democracia brasileira.
A ofensiva bolsonarista contra diplomatas de carreira reaviva o fantasma das purgas ideológicas da ditadura e ameaça transformar o Itamaraty em um instrumento de lealdade política.