A Copa do Mundo refletiu um mundo mais multipolar e deixou uma lição para a América Latina: a autonomia e o desenvolvimento exigem instituições sólidas, investimento sustentável e uma estratégia própria.
Além da vitória da Espanha, a Copa do Mundo voltou a expor as contradições da FIFA: decisões politizadas, falta de transparência, interesses comerciais e uma aplicação desigual de suas normas sobre direitos humanos, discriminação e liberdade de expressão.
A inteligência artificial já está transformando a democracia, e o grande desafio é fazer com que ela fortaleça, em vez de enfraquecer, a integridade dos processos eleitorais e das instituições democráticas.
Os valores democráticos continuam a contar com amplo apoio, mas a desconfiança nas instituições e a polarização ameaçam sua vigência na América Latina e na Europa.
A cada quatro anos, achamos que a Copa do Mundo trata apenas de futebol. Mas basta olhar um pouco mais de perto para descobrir que ela também trata de democracia, desigualdade, instituições, liderança e regras.