Apesar da vocação democrática da América Latina, cresce a insatisfação dos cidadãos, que exigem instituições mais eficazes e pontes para impulsionar o desenvolvimento humano.
A CEPAL afirma que, em tempos de descontentamento, polarização e restrições fiscais, fortalecer a governança e as instituições é fundamental para que a América Latina possa transformar seus recursos em desenvolvimento.
Diante da fragmentação do financiamento global, os países em desenvolvimento buscam criar canais alternativos que garantam o fluxo de capital. No entanto, essa redundância financeira também acarreta riscos: maior endividamento, sobrecarga administrativa e uma dependência persistente das principais moedas de reserva.
A cada quatro anos, achamos que a Copa do Mundo trata apenas de futebol. Mas basta olhar um pouco mais de perto para descobrir que ela também trata de democracia, desigualdade, instituições, liderança e regras.
A América Latina avança em várias frentes, mas a falta de articulação entre os avanços econômicos, sociais e institucionais impede que esses avanços se traduzam em bem-estar sustentável.
Na última semana de novembro, milhares de caminhoneiros e produtores agrícolas abandonaram suas comunidades, terras, plantações, escritórios e armazéns para exigir maior segurança nas...