A vitória contundente de José Antonio Kast abre um novo ciclo político no Chile e apresenta o desafio de aprender com os erros e limites que marcaram a presidência de Gabriel Boric para construir governabilidade em um cenário fragmentado.
Com maioria legislativa e um processo de consulta em andamento, o governo de Claudia Sheinbaum promove uma nova reforma eleitoral que reabre o debate sobre seus verdadeiros objetivos e seus efeitos na competição e na pluralidade política no México.
Entre a promessa de democratizar a justiça e o risco de submetê-la ao poder político, as eleições judiciais na Bolívia e no México reabrem uma questão fundamental.
A vitória contundente de José Antonio Kast reflete o surgimento de uma nova divisão política no Chile, marcada pela ordem, pela segurança e pela crise do Estado, que substitui o histórico eixo democracia-autoritarismo.
A eleição presidencial de 2025 confirma um profundo realinhamento político no Chile: a histórica clivagem entre ditadura e democracia já não estrutura o voto, tendo sido substituída por um novo eixo de conflito que emergiu do ciclo iniciado em 2019.
O segundo turno chileno reaviva o dilema entre um governo desgastado e uma direita que desperta receios democráticos, levantando a questão de se o país repetirá sua história ou abrirá um novo rumo.