Nas eleições de 4 de outubro, mesmo uma eventual reeleição do atual presidente Lula não significaria um avanço avassalador da esquerda: o Congresso, os governadores e o Centrão manterão sua força e limitarão a margem de ação de qualquer governo.
A recusa dos candidatos derrotados em reconhecer os resultados eleitorais legítimos enfraquece a autoridade dos novos presidentes, agrava a polarização e pode desencadear graves crises institucionais e violência pós-eleitoral.
A chegada de Abelardo De la Espriella ao poder confirma a guinada da Colômbia em direção a uma direita de mão dura, marcada pelo espetáculo político, pela polarização e pelas promessas de ordem.
O acirrado segundo turno das eleições presidenciais revelou uma Colômbia profundamente dividida e obrigada a dar prioridade à prudência, ao diálogo e à moderação para evitar uma polarização ainda maior.
A tecnologia tornou-se o bode expiatório perfeito para alimentar narrativas de fraude eleitoral que minam a confiança democrática sem a necessidade de provas.
Em uma América Latina marcada pelo desencanto, a raiva, o medo e a rejeição tornaram-se fatores decisivos para mobilizar os eleitores, embora à custa de governos mais fracos e apoios instáveis.