As decisões tomadas nos próximos meses determinarão se o Equador avançará para um modelo de governo mais coeso ou se continuará assolado por divisões internas.
Frente às eleições gerais de 17 de agosto, mais de uma dúzia de pré-candidatos à presidência prometem resolver a crise econômica e tirar o MAS do governo.
Esse processo eleitoral é de importância crucial, pois, de acordo com a Lei Eleitoral, as eleições presidenciais são definidas no primeiro turno por maioria simples.
Embora seja a primeira vez desde 2007 que a Revolución Ciudadana irá para o segundo turno sem partir do primeiro lugar, superou seu teto de votação, o que a coloca em um momento diferente em seu desempenho eleitoral.
O presidente Daniel Noboa e a candidata correísta Luisa González somam mais de 88,62% dos votos, consolidando, assim, a eleição de primeiro turno mais polarizada do Equador desde o retorno à democracia.