O futebol continua a gerar uma identidade coletiva no Brasil e na Argentina, mas a fragmentação midiática e política reduziu sua capacidade de fortalecer a legitimidade do Estado.
Messi tem sido tão politicamente correto ao longo de sua carreira, evitando meticulosamente qualquer tipo de afirmação política, que sua aceitação como uma mercadoria transnacional global tem sido natural.
O futebol e a política são, sobretudo na América Latina, duas paixões que andam de mãos dadas, apesar de todos aqueles que afirmam que não se deve misturar as duas.
O mundial tem sido marcado por polêmicas. Desde a controversa adjudicação do emirado como sede, passando pelas condições de vida dos milhares de trabalhadores migrantes, até as ameaças aos jogadores no caso de participarem de alguma manifestação.
A política não só não pode ser entendida sem os usos e entendimentos próprios do universo futebolístico, como também faz uso deles para o seu desempenho.